segunda-feira, 12 de setembro de 2016
A EMOÇÃO SE RENDE
sexta-feira, 9 de setembro de 2016
ROUBANDO-TE EM PALAVRAS
quarta-feira, 7 de setembro de 2016
FOGO ARDENTE
sobre a pele que reclama.
Cada toque é precipício,
entre o pudor e o feitiço.
Teu suspiro me incendeia,
feito brisa que devaneia.
Minha boca traça a estrada
onde tua alma é desnudada.
Beijos lentos, quase prece,
e o calor que não esmorece.
Somos desejo em espiral,
dança febril, quase animal.
Teus seios, colinas do cio,
minha língua feito rio,
lava o gosto do prazer
que insiste em florescer.
Gemem juntos nossos corpos,
rítmicos, soltos, absortos.
Na ciranda da volúpia,
o amor morde e se cultua.
E se a noite não termina,
é porque o prazer domina.
Voa alto essa promessa
na pele onde o amor começa.
segunda-feira, 5 de setembro de 2016
MINH'ALMA SE DERRAMA
quarta-feira, 31 de agosto de 2016
PALAVRAS AO VENTO
segunda-feira, 29 de agosto de 2016
JARDIM DA VIDA
Da Poeta Christiano Nunes
domingo, 28 de agosto de 2016
DO APERITIVO À SOBREMESA
sábado, 27 de agosto de 2016
quinta-feira, 25 de agosto de 2016
POEMA EM CHAMAS
Deslizo...
como se cada sílaba fosse pele,
como se cada linha fosse tua.
Minha voz?
um fio quente roçando tua nuca.
Palavras se enroscam —
não há métrica que contenha
esse querer que pulsa entre as entrelinhas.
Minhas metáforas te despem
lentas, provocantes, famintas.
A caneta me invade os dedos,
e o papel — ah, o papel —
geme sob o peso do que escrevo.
Sou tua antes mesmo do verbo,
sou carne viva na tinta.
Cada verso te lambe.
Cada pausa é um fôlego no escuro.
As rimas?
Arranhões.
Os enjambements?
Teu nome partido no meio da minha boca.
E quando termina,
não há ponto final —
só o gosto doce e cru
do poema que goza
em mim.
quarta-feira, 24 de agosto de 2016
PELE COM PELE
me deslizo sem pressa,
como brisa quente que contorna tua pele
e se demora no desejo.
Se teus olhos me buscam,
me deixo guiar,
há lume neles —
fagulhas que acendem
a calma ardente do meu corpo.
No som da tua presença,
meu silêncio estremece,
é canto que vibra por dentro,
é vontade que se desnuda.
Sou verso que floresce no toque,
sou flor que se abre em tua mão.
Te seguir é entrega,
voo suave onde o prazer repousa,
é dança sem medo,
pele com pele,
alma que encontra
o lugar onde o amor arde...
e se acalma.


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