TOCA DA LEOA
Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia





terça-feira, 1 de dezembro de 2015

O ÊXTASE DO ORGASMO



Sinto as contrações do orgasmo,
em suave alarde,
num ápice divino,
emoções que se entrelaçam.

O corpo estremece,
pulsar de prazer,
celebração do amor,
êxtase genuíno.

Ondas inundam minha alma;
a pele arrepiada
revela doce encanto.

Essa chama,
em cada batida do coração,
nos consome,
nos envolve em nosso canto.

No encontro de corpos,
cumplicidade,
o tempo se detém:
no clímax do amor,
dois seres em harmonia,
no vaivém.

Nessa intimidade,
nesse auge do prazer,
a paixão se perpetua sem desdém;
e é eternidade
o êxtase do orgasmo.




  Cléia Fialho

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

ME ENVOLVE EM PAIXÃO



Teus olhos, profundos, me fazem flutuar,
No brilho deles, vejo o amor a brilhar.

       O calor do teu corpo me envolve em paixão,

Tua pele, macia, me faz suspirar,
No toque quente, não consigo mais parar.

       Cada suspiro, um grito em meu coração.

Teus lábios, doces, me chamam ao prazer,
Cada beijo, um mistério a se desvelar.

       Nosso desejo cresce, forte, voraz,

Nos teus braços, encontro meu abrigo,
A em cada suspiro, que eu tenho contigo.




  Cléia Fialho

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

PERGAMINHO DE SEGREDOS



O corpo é metáfora,  
a pele, pergaminho de segredos.  
Cada palavra desliza como dedos,  
cada pausa é suspiro contido.  

O desejo não grita,  
ele sussurra em versos,  
se insinua em metáforas,  
se revela no ardor das imagens.  

A poesia é carícia,  
é labareda que não queima,  
mas aquece, envolve,  
e deixa marcas invisíveis.  




  Cléia Fialho

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

UNIVERSO DE INTENSIDADE



Há um instante que se prolonga,  
um fio de ar entre dois corpos,  
onde a pele espera,  
mas o toque não chega.  

É promessa contida,  
é vertigem no limiar,  
um arrepio que nasce  
do que ainda não se cumpre.  

O toque suspenso é chama,  
não pela carícia,  
mas pelo silêncio que antecede,  
pelo vazio que se torna ardor.  

E nesse espaço invisível,  
o desejo se expande,  
fazendo do quase  
um universo de intensidade.  




  Cléia Fialho

terça-feira, 3 de novembro de 2015

CONVITE AO MISTÉRIO



Há um segredo na penumbra,  
um sopro que não se nomeia,  
um olhar que se demora,  
como quem toca sem tocar.  

O corpo é metáfora suspensa,  
um enigma que se abre em silêncio,  
palavras se tornam véus,  
e o véu é convite ao mistério.  

Não há pressa,  
apenas o ritmo da respiração,  
um compasso que se insinua,  
um arrepio que se oculta.  

O desejo não se mostra inteiro,  
ele dança nas margens,  
se revela em fragmentos,  
como chama sob cristal.  

E nesse jogo de sombras,  
o erotismo é mais intenso,  
porque não se entrega,  
apenas se deixa adivinhar.  




  Cléia Fialho

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

IDIOMA SECRETO



Há um fogo que não fala,  
um ardor que se cala,  
mas que vibra no espaço  
entre respiração e pele.  

O silêncio é labareda,  
não precisa de voz,  
pois cada pausa é grito contido,  
cada sombra é convite ao delírio.  

É na ausência que o desejo cresce,  
na quietude que se expande,  
como brasas escondidas  
sob véus de calma aparente.  

E quando o silêncio arde,  
não há palavra que baste,  
apenas o corpo que entende  
o idioma secreto da chama.  




  Cléia Fialho

domingo, 1 de novembro de 2015

ENCONTRO SEXUAL



Lábios que tocam,
corpos que evocam
desejos invocados,
enquanto mãos deslizam,
buscando sensações visadas,
sentidos tencionados.

Toque que aquece,
beijo que enfeitiça,
anatomia que cresce
em ritmo desenfreado,
onde a pele pede,
a luxúria invade,
provocando espasmos
num entrelaçar proibido.

Fervura intensa domina,
explorando recônditos,
desenhando trajetórias
sobre o agora incandescente,
pois cada mínima marca
torna-se permanente,
transbordando existência
na rendição absoluta
deste encontro sexual.




  Cléia Fialho

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

ÍNTIMO NA PELE

  


Ofego abrasador ecoa,  
como trovão íntimo na pele,  
fazendo sensível delirar,  
num arrepio que se prolonga.  

Alçando voo absoluto,  
o corpo se torna horizonte,  
onde cada vibração crescente  
domina como maré em fúria.  

Fissura abissal une destinos,  
como se o tempo se dissolvesse,  
e o instante fosse eterno,  
banhando encontros em luz secreta.  

É na chama que se oculta,  
na promessa que se cumpre,  
que o desejo se revela,  
como poesia feita de carne e silêncio. 




  Cléia Fialho

 

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

ABISMO DE DESEJO



Braços apertam, devoram instantes,  
num delírio coletivo em colisão,  
gerando êxtase, redenção total,  
pois somos fagulha, somos tempestade,  
imersos na entrega desmedida,  
eterna comunhão da carne.  

E quando o tempo se dissolve,  
resta apenas o ritmo dos corpos,  
um sopro quente que atravessa a pele,  
um murmúrio que se confunde com o vento.  

Somos vertigem, somos incêndio,  
na dança que não conhece fronteiras,  
onde cada toque é universo,  
cada olhar, abismo de desejo.  

E no silêncio após o clamor,  
há ainda o eco da paixão,  
como se o mundo inteiro respirasse  
no compasso da nossa união.  




  Cléia Fialho

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

UM BEIJO INESPERADO — II



Um beijo inesperado acende a noite,  
e o corpo responde antes da razão.  
Mãos inquietas desenham caminhos no escuro,  
enquanto o desejo cresce em silêncio.  

Há uma vertigem doce no ar,  
uma cumplicidade entre dois corpos,  
como se tudo ao redor perdesse sentido  
diante da força daquele encontro.  

A respiração se mistura,  
o calor se espalha devagar,  
e o instante se entrega inteiro  
à intensidade do que não precisa ser dito.  




  Cléia Fialho

domingo, 25 de outubro de 2015

UM BEIJO INESPERADO — I



Um beijo inesperado, 
um toque acolhido com avidez.
Carícias ousadas, 
pensamentos à deriva, 
um impulso impossível de conter.

Minha pele sem rumo, 
rendida ao infinito da paixão, 
mergulhada no abismo da tentação.
Lábios inquietos, curvas desveladas, 
silhuetas entregues ao instante.

Arrepios percorrendo cada centímetro, 
respirações entrelaçadas, 
murmúrios sem pudor.
A chama crescente 
dissolve qualquer frio.
A fome nunca saciada, 
pupilas ardentes, 
instinto indomável.

O fervor consome cada espaço, 
bocas que se procuram, 
abraços que se aprofundam.
Entre suspiros ofegantes 
e desejos confessados, 
a noite se transforma 
em puro arrebatamento.




  Cléia Fialho

sábado, 24 de outubro de 2015

AMANDO-TE EM SILÊNCIO



Na brisa da noite calada,  
sinto a dor que é compartilhada.  
Da distância que nos separa,  
minha alma, em versos, se prepara.  
De repente, meu peito arde,  
desejo te ter, é o que me invade.  

E nessa espera que me consome,  
teu nome acende meu pensamento.  
Cada lembrança vira abrigo,  
cada ausência, um sentimento lento.  
Te busco no escuro, no sonho, na calma,  
como quem procura o rumo da própria alma.  

Se a saudade insiste em me ferir,  
é porque ainda sabes habitar em mim.  
Teu toque vive no espaço do desejo,  
teu olhar permanece além do fim.  
E eu sigo, inteira nessa saudade,  
amando-te em silêncio, sem metade.




  Cléia Fialho