quarta-feira, 29 de outubro de 2025
terça-feira, 28 de outubro de 2025
RITUAL DE ENCANTOS
segunda-feira, 27 de outubro de 2025
ESCREVE COM SALIVA
Na mata, onde o silêncio respira entre folhas,
dois corpos se encontram — suor, calor, vertigem.
A noite, cúmplice, observa o enlace
de uma dança sem ensaio, sem culpa,
apenas impulso e pele.
Não há rima,
mas há ritmo.
Um compasso marcado por beijos urgentes,
por mãos que traçam caminhos
no mapa do prazer.
Tudo é ousadia
quando o amor escapa da norma
e vira brasa acesa,
queimando versos que não cabem nos livros.
Eles se pertencem ali,
sem explicações,
sem promessas,
apenas sentindo.
O desejo,
esse poeta sem censura,
escreve com saliva,
com arrepios,
com gemidos que não pedem licença.
E a poesia —
ah, a poesia —
é o próprio corpo em combustão.
domingo, 26 de outubro de 2025
FRONTEIRA ENTRE O REAL E O DELÍRIO
Entre lençóis de seda,
corpos se encontram sem pressa,
nus, entregues ao instante
onde o tempo se dissolve.
Beijos acendem paixões,
desatam nós,
incendeiam a noite.
É poesia o calor
que se escreve na pele.
Cada carícia —
um rito, um sussurro,
um gemido que dança
na fronteira entre o real e o delírio.
Os corpos seguem um compasso próprio,
uma dança sem ensaio,
frenética e intensa,
tecendo o instante onde a alma explode.
Lábios se procuram como se fosse a última vez,
e cada toque é fogo,
brasas sobre a pele viva.
Somos versos em combustão,
audazes, indomáveis,
sem rimas, sem amarras,
inteiros no desejo.
Neste duelo doce
entre amor e luxúria,
a paixão se revela em sua nudez mais pura.
Na poesia do toque,
no silêncio entre os suspiros,
descobrimos juntos
o êxtase do amor.
sábado, 25 de outubro de 2025
NADA ALÉM
as sombras nos vestem de mistério.
Corpos se acham sem nome,
na febre muda do desejo.
Pele e suspiro se confundem,
como música que arde sem som.
As mãos percorrem mapas secretos,
traçando delírios onde o tempo se desfaz.
Os olhos, brasas em tempestade,
declaram tudo sem dizer.
Os lábios se acham como sede,
beijando as fronteiras do limite.
Ali, onde a penumbra nos protege,
somos audácia e confissão.
O ar vibra com ecos profundos,
e a noite se curva — rendida.
Nada há além desse instante:
verso sem rima, verbo sem freio.
Dois corpos, uma alma:
prazer que desabrocha em silêncio.
sexta-feira, 24 de outubro de 2025
METAUNIVERSO DE VERSOS
quinta-feira, 23 de outubro de 2025
NOITE EM QUE O AMOR SE ACENDE
o terreiro em brasa sussurrava encantos.
Teu olhar encontrou o meu —
e o tempo, por um instante,
esqueceu de correr.
Um beijo…
e o mundo se acendeu por dentro.
Ali, entre o brilho do céu
e o calor da terra,
nasceu o que não se desfaz:
um amor feito chama e vento,
feito nós —
romance tecido em pele e destino.
Somos verso e melodia
do mais belo poema
que a vida ousou escrever.
quarta-feira, 22 de outubro de 2025
terça-feira, 21 de outubro de 2025
segunda-feira, 20 de outubro de 2025
E O AMOR... SE DERRAMA
o amor desperta, sem pressa,
no movimento lento dos corpos,
no sussurro que nasce do desejo.
O olhar diz o que a boca ainda não ousou,
há um convite no silêncio,
um arrepio que antecede o toque,
uma chama que não quer ser apagada.
Lábios se encontram — não pedem licença,
e o tempo, distraído, deixa de contar.
Tudo se dissolve ali:
a razão, o mundo, o medo.
Como folhas levadas pelo vento,
nos entregamos ao instante,
ao traço invisível que une
pele, pensamento e poesia.
Cada toque é uma palavra sem voz,
cada suspiro, uma canção secreta.
Nossos corpos escrevem versos na carne,
ritmos que só o desejo entende.
Há beleza no que não se diz,
no que vibra por dentro
quando duas almas se descobrem
pelas mãos, pela respiração, pelo delírio.
É no encontro
— intenso, imperfeito, verdadeiro —
que a poesia se completa.
E o amor… se derrama.
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