TOCA DA LEOA

Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia





terça-feira, 28 de outubro de 2025

RITUAL DE ENCANTOS




Entre os lençóis do campo em flor, 
me perdi no teu calor,
Movimentos suaves, de instinto e esplendor,

segunda-feira, 27 de outubro de 2025

ESCREVE COM SALIVA



Na mata, onde o silêncio respira entre folhas,
dois corpos se encontram — suor, calor, vertigem.
A noite, cúmplice, observa o enlace
de uma dança sem ensaio, sem culpa,
apenas impulso e pele.

Não há rima,
mas há ritmo.
Um compasso marcado por beijos urgentes,
por mãos que traçam caminhos
no mapa do prazer.

Tudo é ousadia
quando o amor escapa da norma
e vira brasa acesa,
queimando versos que não cabem nos livros.
Eles se pertencem ali,
sem explicações,
sem promessas,
apenas sentindo.

O desejo,
esse poeta sem censura,
escreve com saliva,
com arrepios,
com gemidos que não pedem licença.
E a poesia —
ah, a poesia —
é o próprio corpo em combustão.





  Cléia Fialho

domingo, 26 de outubro de 2025

FRONTEIRA ENTRE O REAL E O DELÍRIO


Entre lençóis de seda,
corpos se encontram sem pressa,
nus, entregues ao instante
onde o tempo se dissolve.

Beijos acendem paixões,
desatam nós,
incendeiam a noite.

É poesia o calor
que se escreve na pele.

Cada carícia —
um rito, um sussurro,
um gemido que dança
na fronteira entre o real e o delírio.

Os corpos seguem um compasso próprio,
uma dança sem ensaio,
frenética e intensa,
tecendo o instante onde a alma explode.

Lábios se procuram como se fosse a última vez,
e cada toque é fogo,
brasas sobre a pele viva.

Somos versos em combustão,
audazes, indomáveis,
sem rimas, sem amarras,
inteiros no desejo.

Neste duelo doce
entre amor e luxúria,
a paixão se revela em sua nudez mais pura.

Na poesia do toque,
no silêncio entre os suspiros,
descobrimos juntos
o êxtase do amor.





  Cléia Fialho

sábado, 25 de outubro de 2025

NADA ALÉM



Na dança sutil da noite,
as sombras nos vestem de mistério.
Corpos se acham sem nome,
na febre muda do desejo.

Pele e suspiro se confundem,
como música que arde sem som.
As mãos percorrem mapas secretos,
traçando delírios onde o tempo se desfaz.

Os olhos, brasas em tempestade,
declaram tudo sem dizer.
Os lábios se acham como sede,
beijando as fronteiras do limite.

Ali, onde a penumbra nos protege,
somos audácia e confissão.
O ar vibra com ecos profundos,
e a noite se curva — rendida.

Nada há além desse instante:
verso sem rima, verbo sem freio.
Dois corpos, uma alma:
prazer que desabrocha em silêncio.





  Cléia Fialho

sexta-feira, 24 de outubro de 2025

quinta-feira, 23 de outubro de 2025

NOITE EM QUE O AMOR SE ACENDE



Numa noite bordada de estrelas,
o terreiro em brasa sussurrava encantos.
Teu olhar encontrou o meu —
e o tempo, por um instante,
esqueceu de correr.

Um beijo…
e o mundo se acendeu por dentro.

Ali, entre o brilho do céu
e o calor da terra,
nasceu o que não se desfaz:
um amor feito chama e vento,
feito nós —
romance tecido em pele e destino.

Somos verso e melodia
do mais belo poema
que a vida ousou escrever.





  Cléia Fialho

segunda-feira, 20 de outubro de 2025

E O AMOR... SE DERRAMA


Nas noites quentes onde a lua se derrama,
o amor desperta, sem pressa,
no movimento lento dos corpos,
no sussurro que nasce do desejo.

O olhar diz o que a boca ainda não ousou,
há um convite no silêncio,
um arrepio que antecede o toque,
uma chama que não quer ser apagada.

Lábios se encontram — não pedem licença,
e o tempo, distraído, deixa de contar.
Tudo se dissolve ali:
a razão, o mundo, o medo.

Como folhas levadas pelo vento,
nos entregamos ao instante,
ao traço invisível que une
pele, pensamento e poesia.

Cada toque é uma palavra sem voz,
cada suspiro, uma canção secreta.
Nossos corpos escrevem versos na carne,
ritmos que só o desejo entende.

Há beleza no que não se diz,
no que vibra por dentro
quando duas almas se descobrem
pelas mãos, pela respiração, pelo delírio.

É no encontro
— intenso, imperfeito, verdadeiro —
que a poesia se completa.
E o amor… se derrama.





  Cléia Fialho

Linda interação do Amigo Poeta DULCE

Há beleza na linguagem do prazer,
aquela que conecta corpos
mesmo à distância,
quando nos unimos
pelo mesmo desejo ardente
de fazer amor
sob a lua reinante
nesta noite silenciosa.

 GRATIDÃO 

domingo, 19 de outubro de 2025

O MAIOR PRAZER





Quando pelas minhas pernas
 sinto o toque da sua mão
 indo de encontro á "ela"
 já estou úmida de paixão...

sexta-feira, 17 de outubro de 2025

NA POETUDE DA LIBIDO




Entremente na poetude da libido ardente
Porquanto a poesia encontra o desejo quente
Entre mil versos entrelaçados na paixão

quinta-feira, 16 de outubro de 2025

BARCO Á DERIVA




Sou como um...
Barco à deriva, sem rumo a seguir
Nas águas incertas, perdido a existir.

quarta-feira, 15 de outubro de 2025

ENCONTRO TÃO ARDENTE




Entre as pedras, no mar profundo
Tantos mistérios que se fazem fecundo
 A paixão dos amantes, clima envolvente

domingo, 12 de outubro de 2025

MISTÉRIOS DO AMOR




VIVENDO os mistérios que o amor revela
No compasso do tempo, o desejo ardendo
Entre sonhos e beijos, a paixão se atrela