TOCA DA LEOA

Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia




quinta-feira, 25 de junho de 2026

GEOMETRIA PERFEITA



Tento fazer poesia
para traduzir a beleza do teu corpo,
decifrar a geometria perfeita
das curvas que me desarmam.

Teu ventre misterioso
desperta em mim instintos intensos,
como um fogo indomável
ardendo sob a pele.

Teu corpo magnífico,
com a nudez suave dos pelos à mostra,
assemelha-se a uma flor aberta,
provocando em mim desejos febris,
incandescentes.
Jamais me cansei
de percorrer tua pele faminta,
de entregar-me inteira
ao sabor do teu prazer.

Tua maculinidade deliciosa e atrevida,
tantas vezes acolheu-me em chamas,
enquanto teus gemidos
faziam da noite um templo de delírio.
E eu, perdida em teus arrepios,
sentia-me dissolver
na intensidade do nosso desejo.

Tua boca, sedenta e ardente,
guardava o gosto do meu gozo,
transbordando paixão sem medida.
E eu me perguntava
como pode existir tamanha beleza,
tanta poesia viva
habitando um só corpo.

Procuro palavras
nas páginas da história que escrevemos juntas,
mas tropeço em sílabas insuficientes,
em frases pequenas demais
para conter a vastidão do que sentimos.
Talvez essa poesia
não devesse morar no papel,
mas na pele,
no suor,
nos beijos,
e no êxtase renovado
de cada encontro apaixonado.





  Cléia Fialho

quarta-feira, 24 de junho de 2026

CAMINHO DE VOLTA AO CAIS




Há noites em que o silêncio pesa mais que o mundo,
e o peito parece uma casa com luz apagada.
Mas até na solidão mais funda e demorada,
há um sopro escondido de recomeço fecundo.

O coração solitário não está esquecido,
apenas aprende a ouvir o próprio compasso.
Descobre que o tempo, com seu lento abraço,
também costura em segredo o que foi partido.

Se hoje a ausência te faz companhia demais,
e o eco das horas te soa tão frio e vazio,
lembra: até o rio mais quieto no estio
guarda em si o caminho de volta ao cais.

Não te feches no inverno que agora te visita,
há primaveras inteiras esperando tua chegada.
E cada lágrima que hoje cai, calada,
regará a flor que amanhã te habita.

Fica em ti essa verdade serena e discreta:
ninguém é só falta — na alma magoada.
E mesmo quando a solidão te atravessa,
há um novo amor te procurando na estrada.

    Para Minha Amada Sobrinha
Alli




  Cléia Fialho

segunda-feira, 22 de junho de 2026

domingo, 21 de junho de 2026

sábado, 20 de junho de 2026

ENTREGA SILENCIOSA



Em teu corpo me coloco, rendida,
e ao teu manjar me abandono sem medida.
E então compreendo, em doce maré,
que tu és a água que move o que eu sou — 
até o que eu não sei que é.

E sigo ali, na entrega silenciosa,
como quem se dissolve em bruma amorosa.
Teu nome me corre por dentro, lento,
feito rio que não conhece o seu próprio leito.

E quando me tocas — mesmo em pensamento —
sou cheia e vazia no mesmo momento.
Pois em ti me perco e me reencontro inteira,
maré que não sabe de outra fronteira.

Se tu és água, sou margem e cais,
sou o antes, o agora, e o que vem mais.
E nesse vai e vem do nosso sentir,
aprendo contigo o verbo de existir.




  Cléia Fialho

Linda interação do Amigo Poeta DUICE

Comigo você aprende
a sentir os prazeres mais doces,
a me desejar deslizando dentro de você
e te possuindo sem resistência.
Sou a doce corrente
que flui para dentro de você.

 GRATIDÃO 

sexta-feira, 19 de junho de 2026

MEU POEMA MAIS ÍNTIMO



Faço da tua pele
uma folha em branco, silenciosa,
onde repouso a pressa do mundo
e me encontro em traços lentos.

Nela escrevo, já cansada de palavras,
o meu poema mais íntimo,
feito de pausas e respirações,
de tudo o que em mim não sabe calar.

Ou então tua pele se torna tela viva,
onde me derramo em aquarela,
cores que escorrem sem controle,
e eu me perco — inteira — dentro dela.





  Cléia Fialho

Linda interação do Amigo Poeta DUICE

Sua pele é
uma tela oferecida
à caligrafia dos meus carinhos
e ao rastro esbranquiçado
que flui, regando seu corpo.
Assim, eu a marco
como território conquistado por mim.

 GRATIDÃO 

quinta-feira, 18 de junho de 2026

O SILÊNCIO DA PAIXÃO



Teu olhar chegou de manso,
feito brisa no verão,
e acendeu em minha pele
o silêncio da paixão.

Tuas mãos, em lento toque,
desenhavam sensação,
como quem conhece os segredos
guardados no coração.

A noite vestiu perfume,
lua clara no jardim,
e o desejo, tão sereno,
fez morada dentro em mim.

Teu sorriso me percorre
como vinho aquecedor,
numa dança delicada
entre a chama e o pudor.

E no encontro dos instantes,
sem promessas, sem alarde,
nossos corpos eram versos
se beijando pela tarde.





  Cléia Fialho

quarta-feira, 17 de junho de 2026

CURVAS QUE SE DESENHAM



No crepúsculo dourado da paixão ardente,
Corpos entrelaçados, o mundo ausente.
Toques sutis como brisa a acariciar,
Um ballet de desejo no ar a dançar.

Pele a roçar, calor que incendeia,
Promessas sussurradas na noite serena.
Olhares que queimam como brasas acesas,
Segredos compartilhados, almas em travessas.

Curvas que se desenham, obras de arte vivas,
Lábios famintos exploram terras furtivas.
Suspiros e gemidos ecoam na penumbra,
Um hino à entrega, à luxúria que deslumbra.




  Cléia Fialho

terça-feira, 16 de junho de 2026

ÊXTASE DIVINO



Renascer em tua pele é arquiélago de prazer,
Uma jornada sensorial que me faz delirar.
Cada toque, cada arrepio, um êxtase a percorrer,
Nossos corpos entrelaçados, sem hesitar.

É um renascer ardente, em cada poro, em cada fibra,
Sinto-me viva, repleta de luxúria e emoção.
Em tua pele, sou o exploradora  que vibra,
Em cada carícia, uma explosão de tesão.

Caminho pelos teus vales, subo as montanhas suaves,
Deleito-me nos vales úmidos, nas curvas a me perder.
Renasço em cada suspiro, em cada arfar que te dá,
A tua pele é o caminho, a fonte do meu prazer.

E assim, renasço em ti, em um êxtase eterno,
Em teu corpo, encontro o paraíso, o meu destino.
És o renascer em chamas, o fogo que me governa,
Em tua pele, descubro o êxtase divino.




  Cléia Fialho

Linda interação do Amigo Poeta DUICE

É no meu corpo
que você percorre paisagens de prazer,
você se deleita em cada toque
que alimenta minha paixão.
Seus beijos são o fogo
que incendeia tudo,
e sua boca o oceano
onde meu fluxo chega.

 GRATIDÃO

segunda-feira, 15 de junho de 2026

ENTRE VERSOS E DESEJOS



A noite desce lenta,
vestida de estrelas e silêncios,
enquanto a poesia desperta
na pele inquieta das palavras.

Os versos giram livres,
como mãos procurando abrigo,
como olhares que se reconhecem
antes mesmo do toque.

Há um perfume de desejo
escorrendo pelas entrelinhas,
uma chama suave
que dança sem pressa
na curva dos sentimentos.

Corpos imaginados se aproximam
no ritmo secreto da poesia,
e cada frase desenha
carícias invisíveis
sobre a memória do amor.

Sussurros passeiam pelo vento,
quase confissões,
quase pecado,
quase ternura demais
para caber no peito.

Então a poesia se despe
de toda timidez,
e permanece apenas a entrega:
dois corações ardendo
sob o mesmo céu,
na delicada vertigem
de serem desejo e verso
ao mesmo tempo.





  Cléia Fialho

domingo, 14 de junho de 2026

TEU SUOR DESLIZA



Desejo teu corpo
sobre o meu,
como duas águas
que se encontram
e deixam de ser separadas.

Desejo tuas mãos
percorrendo lentamente
cada silêncio da minha pele,
cada estremecer escondido
em mim.

Não sei esquecer.
Enquanto o tempo tenta apagar,
meu corpo recorda
o calor do teu alento
junto ao meu ouvido,
como um sussurro
que ainda vive.

Olho para ti
e te vejo diferente,
como se o amor
tivesse aberto novas janelas
dentro dos meus olhos.

Teu suor deslizava
sobre a pele morena
e minha sede aumentava
na distância mínima
entre teus braços e os meus.

“Agora…”
gritavam minhas mãos.
“Agora…”
implorava minha pele em febre.

Meu corpo ardia por ti
como chama indomável
na primeira noite
em que descobri
o mistério do desejo.

E foi assim…
entre o céu e o mar,
entre o pecado e a inocência,
que senti nascer
o amor verdadeiro
dentro de mim.





  Cléia Fialho