TOCA DA LEOA

Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia

domingo, 17 de agosto de 2025

ÁGUAS PROFUNDAS



Ao velejar em suas águas profundas e postas
No mar dos seus olhos, tempestade e calmaria
Perdida encontrarei em suas ondas, respostas.

Ao navegar em seu sorriso, o destino é traçado
Entre os ventos da paixão, seguirei sem medo
Em seu amor, encontrarei o porto esperado.

No oceano de emoções, meu coração naufragado
Será resgatado por sua voz que me acalma
Em sua ondulação prazerosa, o desejo d'alma.




  Cléia Fialho

sábado, 16 de agosto de 2025

FIO DE MEL NA TUA LÍNGUA




Escorro devagar até à tua boca aberta,
sou fio de mel que a tua língua colhe,
sou riacho quente que teu queixo escolhe,
sou súplica molhada que a tua fome liberta.

Enquanto os teus dentes me marcam a coxa nua,
e a tua boca desce até à sede tua,
onde o meu ventre trémulo já se oferta.

Tu ajoelhas-te como quem venera o pecado,
provas-me lento, obsceno, demorado,
até o meu grito rasgar a noite deserta.

Enterras-te em mim, fundo, sem tréguas nem freio,
cavalgas-me a fome, ordenhas-me o seio,
e o meu corpo inteiro à tua fúria se aperta.




  Cléia Fialho

sexta-feira, 15 de agosto de 2025

BRILHO QUE NOS GUIA




ESPERANÇA é o brilho que nos guia
No coração, acende a confiança
Em cada passo, renasce a alegria
E ao final, floresce em ESPERANÇA.




  Cléia Fialho

O Experimental Corrente Poética 
é uma criação da Poetisa zemary

quinta-feira, 14 de agosto de 2025

AURA DE TERNURA



  A- Aura, no alvorecer, de ternura a florescer
  B- Brisas de carinho, corações a bater.

  C- Com peito palpitante, melodioso compasso
  D- Desejos emaranhados, amor em abraço.

  E- Entretecidos, nossos destinos se enlaçam
  F- Florescendo afetos, paixões se abraçam.

  G- Girassóis se inclinam na luz do luar
  H- Harmonia de corações, amor a brotar.

  I- Infindável paixão, como um doce jardim
  J- Juras e promessas, laços sem fim.

  L- Luz do luar, serenata da paixão,
  M- Melodia dulcificada, ode em expansão.

  N- Nascente de afeto, sentimento floresce
  O- Oceano de ternura, eterno resplandece.

  P- Poente, nascente, fogo a queimar
  Q- Quimeras dançam, na fulgor do luar.

  R- Risos trocados, cortesias dançam
  S- Sinfonias vibrar, amabilidade a bailar.

  T- Ternura no olhar, gentileza em construção
  U- Unidos pelo destino, tudo é só emoção.

  V- Vestígios de desejos no olhar a seduzir
  X- Xeretando segredos, sentidos a descobrir.

  Z-elando pelo amor, deixando-se abduzir.




  Cléia Fialho

O Experimental ABC Poema Duplex é uma criação
da Poetisa Norma Aparecida Silveira Moraes

Linda interação do Amigo Poeta DUlCE

Um poema muito criativo, juntando as letras do meu apelido ficaria assim...

D- Desejos emaranhados, amor num abraço.
U- Unidos pelo destino, tudo é só emoção.
L- Luar, serenata de paixão,
C- Com o peito pulsando, batida melodiosa
E- Entrelaçados, nossos destinos se entrelaçam.

 GRATIDÃO

quarta-feira, 13 de agosto de 2025

UM DESEJO A BRILHAR



Sob o céu estrelado, um desejo a brilhar
Na noite silente, segredos a se entrelaçar
Um amor eterno, nossos corações a guiar
Em cada estrela, nossos sonhos a desenhar
Os olhares, na penumbra, a se encontrar.

Em cada beijo, um poema a declamar
Em cada onda, nossa história a criar
Em cada noite, nossos corações melodia
Como promessas escritas pela maresia
Nossos passos na areia da praia dançar.




  Cléia Fialho

O Experimental Almognose
é uma criação da Poetisa ANA LUCIA S PAIVA

terça-feira, 12 de agosto de 2025

TEU NOME ATUADO DENTRO DA MINHA COXA



Eu não vou te beijar.
Eu vou te desmanchar.

Vem com essa boca lenta
que eu já estou molhada só de te esperar na porta.

Me encosta na parede,
mas me encosta como quem reza,
com as duas mãos na minha cintura
pedindo licença pra me perder.

Tua boca no meu pescoço não é beijo,
é batismo.
Tu me batizas de novo,
com outro nome, mais sujo, mais meu.

Me chama do jeito que só você fala
quando tá com tesão e com ternura ao mesmo tempo,
que eu me abro.
Me abro inteira,
como fruta rachada de madura,
como oração que não aguenta mais ficar presa na garganta.

Entra em mim devagar,
fica.
Não me fode, me habita.
Me ocupa como se meu corpo fosse a tua casa depois de uma guerra longa.

Eu te aperto,
te puxo pela nuca,
te prendo com as pernas porque não quero que você saia nunca mais desse lugar
onde eu sou santa e safada na mesma respiração.

Quando eu gozo com você dentro,
eu não gozo só.
Eu vou embora.
E já volto,
e quando volto,
volto com teu nome tatuado por dentro da minha coxa.

Fica em mim mais um pouco,
amor.
Deixa o mundo lá fora se virar sem nós.




  Cléia Fialho

segunda-feira, 11 de agosto de 2025

É ISSO QUE VOCÊ ACENDE EM MIM




Tesão é te olhar e a pele toda lembrar,
é o arrepio que sobe devagar pela nuca,
é a boca que seca e fica molhada ao mesmo tempo.

É quando o teu nome me escapa em sussurro,
quando meu corpo te chama sem eu dizer nada,
quando eu fecho as pernas e ainda assim te sinto.

Não é pressa.
É aquela vontade lenta,
de te contemplar primeiro,
de te beijar depois com calma,
até o corpo todo virar boca.

É isso que você acende em mim:
um fogo bonito, molhado, demorado.




  Cléia Fialho



domingo, 10 de agosto de 2025

NOSSOS CORPOS EM SINTONIA



Em luzes suaves dançamos devagar
Nossos corpos em sintonia a se entrelaçar
Cada toque é um convite a explorar
Na noite sensual, o desejo a nos guiar
O calor crescente nos faz transpirar.

Segredos sussurrados no ar a pairar
O olhar intenso, paixão a incendiar
A pele arrepiada, sensações a despertar
Cada gesto é um convite a se entregar
No êxtase do momento, nada a ocultar.




  Cléia Fialho

O Experimental Almognose
é uma criação da Poetisa ANA LUCIA S PAIVA
Linda interação do Amigo Poeta DUlCE

Dançamos suavemente,
corpo a corpo,
com a pele flamejante,
fundimo-nos, esfregando-nos
no balanço frenético dos nossos quadris.
Dançamos apaixonadamente, 
a música dos gemidos
nos envolvendo.

 GRATIDÃO

sábado, 9 de agosto de 2025

UM FEITIÇO



O olhar, ardente,
queima o ar suavemente.
Desliza, sem dizer nada,
mas tudo em mim emboscada.

Com toque quente,
desenha traço eloquente.
Na pele, um sopro, um feitiço,
delírio em flor sem início.

É fogo pendente,
vontade quase indecente.
Entre suspiros contidos,
os corpos seguem unidos.





  Cléia Fialho

Linda interação do Amigo Poeta DUlCE

Tudo em você se inflama
ao sentir minha presença
invadir seu interior,
liberando seu fogo.
Sua boca solta palavras ardentes,
seu corpo se expressa indecentemente,
é assim que eu quero,
como uma prostituta no cio.

 GRATIDÃO

sexta-feira, 8 de agosto de 2025

INSANA POESIA



Aceito o teu convite com alegria
Contente com a tua cortesia
Não sei se devo usar de ousadia

Nesta insana e desvairada poesia
Mas deixo que a rima me conduza
Num doce enredo de melodia

Que o verso ousado te seduza

Seja então de sensual fantasia.




  Cléia Fialho

quinta-feira, 7 de agosto de 2025

VERSOS PERDIDOS



Versos perdidos ao vento, sem destino
Em folhas de papel, ecoam no ar
Palavras que se perdem, sem tino
Procurando um poeta a escutar.
 
Na brisa, suas rimas voam livres
Como pássaros que buscam um lar
À procura de ouvidos sensíveis
Para os segredos do mundo revelar.
 
Mas o vento leva, sem compaixão
Essas estrofes de amor e solidão
Na vastidão do céu, a escuridão.
 
Versos perdidos, sem rumo, a vagar
Na imensidão do universo a dançar
Esperando em algum coração ancorar.




  Cléia Fialho

quarta-feira, 6 de agosto de 2025

O DESPERTAR D'ALMA



Na quietude da noite, a alma desperta
Elevando-se acima do mundo material
O corpo adormece, mas o espírito alerta
Buscando a transcendência espiritual.
 
A mente se aquieta, e a luz se revela
Guiando-nos para além da realidade
A poesia nos leva a um mundo de estrelas
Onde a alma vive em plena liberdade.
 
As palavras se transformam em energia
Elevando-nos aos planos mais elevados
A poesia é a ponte para a sabedoria
Que nos conduz ao divino e iluminado.
 
No despertar d'alma, encontramos o amor
Que nos conecta à essência universal
A poesia transcende o tempo e o espaço
Revelando-nos um mundo mais espiritual.
 
Despert'alma, para a luz que te guia
Eleva-te acima do mundo material
Transcende os limites da mente vazia
E encontra na poesia o divino imortal.




  Cléia Fialho