quinta-feira, 15 de outubro de 2015
quarta-feira, 14 de outubro de 2015
LÁBIOS DELIRANTES — [ VERSÃO — II ]
Um afago — sopro furtivo,
um toque ardentemente consentido...
Dedos ousados,
pensamento errante,
vontade indomável!
Corpo desnorteado,
perdido no abismo do querer,
na vastidão do prazer...
Corpo náufrago,
perdido no oceano da ânsia,
navegando em mares de vertigem.
Lábios delirantes,
boca febril,
curvas expostas,
almas entregues!
Pele mordida,
suor entrelaçado,
murmúrios libertos
no eco da noite...
Tempestade de desejo enlouquecido,
gelo dissolvido que se torna rio
Fome insaciável, de infinito
olhar selvagem e faminto...
devora como fera indomada.
Labaredas dançam,
chama abrasadora,
carícias molhadas,
se tornam mares,
corpos submersos
mergulham em abismos de chama.
Nos gemidos quentes,
nos trovões suados,
desejos ecoados...
rugem como tempestades...
terça-feira, 13 de outubro de 2015
LÁBIOS DE FOGO — [ VERSÃO — I ]
Um sopro arcano — centelha roubada do éter...
velado roubada do véu astral
Mãos que se tornam ventos,
runas vivas —
pensamentos dissolvidos em névoa ancestral.
em círculos de fumaça.
Corpo errante,
navegando por constelações ocultas,
perdido no labirinto da eternidade.
viajando por portais invisíveis,
templos secretos revelados,
Lábios de fogo —
montanhas sagradas reveladas,
espíritos que se entregam ao invisível.
Estrelas mordidas,
chuvas de astros,
segredos libertos no obscuro da noite.
névoas sagradas,
libertas no cântico das estrelas.
Desejo tornado ritual,
tornado invocação —
gelo transmutado em rio de alquimia.
transmutado em água alquímica.
Fome de cosmos,
Fome de eternidade,
olhar que devora como fera celeste.
consome como fera ancestral.
Labaredas se erguem em danças de oráculos,
carícias se tornam rios de luz, de energia,
corpos mergulham em abismos de chama divina.
abismos de luz oculta.
Nos trovões da alma,
desejos rugem como profecias...
rugem como encantamentos...
segunda-feira, 12 de outubro de 2015
domingo, 11 de outubro de 2015
TEUS DEDOS TRAÇAM ROTAS
O ar condensa ao peso do desejo,
Teus dedos traçam rotas na penumbra,
A chama que o silêncio nos vislumbra
Encontra em cada vulto o seu lampejo.
A pele em brasa busca o teu ensejo,
A pulsação do tempo nos deslumbra,
Enquanto a noite em nós se desmorona,
No vão do afeto onde me entrevejo.
O toque é verbo, a entrega é o movimento,
O corpo é verso livre e divagante,
No gozo que se faz puro aquecimento.
Revela-se a vontade, o instante,
Perdidos nesse fogo que é sustento,
Do amor que queima, mudo e delirante.
sábado, 10 de outubro de 2015
NO CETIM DO TEU LEITO
Teu corpo é mar em noite de verão,
onde naufraga a fome do meu peito;
desliza a mão no cetim do teu leito,
e acende em brasa a minha escuridão.
Provo o teu lábio em lenta perdição,
teu seio em flor, teu ventre em doce jeito;
és o pecado exato, o verso feito
de carne, sal, suspiro e confissão.
Percorro-te devagar, sem pressa alguma,
colhendo em ti o mel que a pele exuma,
enquanto a lua espia e se consome.
Envolves-me nas coxas como espuma,
e em meio ao fogo que nos dois resume,
grito o silêncio bruto do meu nome.
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