E o mundo se dobra devagar ao teu gesto,
como se a aurora nascesse de ti,
e tudo ao redor perdesse sua lógica antiga,
virando apenas sensação.
Há uma chama tranquila que conduz meus passos,
um magnetismo sem explicação,
que simplesmente me arrasta inteira
para o centro desse agora irreversível.
E tudo o que não digo em mim se acende,
subindo em silêncio como fogo interior,
onde o que é sagrado e o que é desejo
se encontram sem conflito.
E ali permaneço — entregue ao invisível,
como quem entende que se doar
é a forma mais profunda de existir.
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