TOCA DA LEOA

Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia




quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

ESSÊNCIA DO MEU SABOR




Dou-te a essência do meu sabor
Que faz-te vibrar de emoção
Leva-te a delirar de tesão

quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

CAMINHOS DIFÍCEIS DE VOLTAR





Eu conheci um homem encantador
Seu olhar, me causou perturbação
Sua beleza exalava sedução
E me levou a cair em tentação.

Seus lábios doces, um convite ao pecado
Meu coração acelerou descontrolado
Entreguei-me à paixão sem hesitar
Naquele momento, não pude me controlar.

Seu toque suave, um fogo a me consumir
Ela despertou desejos que não pude resistir
Em seus braços, fui levada ao delírio
A chama da luxúria ardeu em íntimo suspiro.

Louca lascívia, que retrata meu dilema
Fui enfeitiçada por esse belo teorema
Em seu abraço, mergulhei na escuridão
Ela me pôs em pecado, sem remissão.

Que essa história sirva de advertência
Para todos que se entregam à imprudência
Pois, o amor proibido pode nos enganar
E nos levar por caminhos difíceis de voltar.




  Cléia Fialho

domingo, 6 de janeiro de 2019

AMOR É FORTUNA INVISÍVEL





Em um mundo de cifrões,
onde números cintilam
como estrelas frias nas vitrines do poder,

aprendi que a verdadeira riqueza
não mora nos cofres fechados,
nem nos extratos impecáveis
guardados a sete chaves.

Ela nasce suave,
como flor que insiste em brotar
no peito de quem ama.

Não se mede pelos zeros
que enfeitam uma conta bancária,
mas pelos gestos miúdos
que aquecem um inverno inteiro.

É o abraço demorado
que diz “fica”,
é a mão estendida
quando o chão parece faltar,
é o olhar que enxerga além da aparência
e escolhe permanecer.

Amor é fortuna invisível,
tesouro que não se gasta,
quanto mais se oferece,
mais transborda.

E se me perguntas
o que desejo acumular na vida,
direi sem hesitar:
corações tocados,
sorrisos despertos,
e a doce certeza
de que fomos ricos
porque soubemos amar.




  Cléia Fialho

sábado, 5 de janeiro de 2019

sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

BOCA QUENTE



A sua boca quente
era brasa na madrugada,
chama suave que me chamava
pelo nome do desejo.

Seus suspiros roucos
deslizavam pelo meu pescoço
como vento morno
carregado de promessas.

E naquela noite louca, ardente,
o tempo perdeu o rumo,
as estrelas fecharam os olhos
para nos deixar sozinhos no universo.

Teu toque era verso sussurrado,
teu olhar, incêndio contido,
e eu me entregava
como quem encontra abrigo
no calor exato de outro peito.

Não era apenas fogo —
era encontro.
Não era só chama —
era amor ardendo
na intensidade doce
de dois corpos que se reconhecem.




  Cléia Fialho

quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

A ETERNIDADE NÃO MORA NOS CALENDÁRIOS



No hoje,
te encontro inteiro
no instante que escorre pelos nossos dedos.

A eternidade não mora nos calendários,
mas no toque demorado,
no olhar que sustenta o silêncio
como se o mundo pudesse esperar.

Há algo de infinito
no agora que respiramos juntos —
mesmo sabendo
que tudo muda,
que tudo passa,
que tudo se reinventa.

A permanência se revela
na dança constante das marés,
no amor que se transforma
sem deixar de ser amor.

Somos rio e somos margem,
somos partida e reencontro,
somos o beijo que se renova
a cada despedida breve.

E assim, meu amor,
descubro que o para sempre
não é prisão do tempo —
é a escolha diária
de permanecer
mesmo em meio às mudanças.



Cléia Fialho