TOCA DA LEOA

Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia

segunda-feira, 8 de maio de 2023

COSTURA POÉTICA DO DESEJO!



Ler-te é adentrar no limiar do prazer,
É sentir a alma no transe do desejo!
Poetisa que faz o corpo transcender,
Que deixa a boca sequiosa do teu beijo!
 
Poetisa...minha imaginação faz amor contigo!
Pelo teu corpo de jasmim ávido resvalo....
Minha língua está agora abaixo do teu umbigo...
Tua boca está abocanhando meu falo!
 
Ah! Poetisa dos versos carnais!
Vontade louca de amar você,
Arrancar doces gemidos e lúbricos ais,
Em espasmos selvagens escorrer!
 
Sei que tua imaginação aflorada
Consegue saber como está a minha
Minha pele morena desnudada
Pela tua branca pele caminha.


Então, venha poeta... e sinta-se a vontade,
Eu quero apresentar-te o meu regalo,
Vou subverter-te a minha bondage,
Serpenteando toda extensão do seu falo.
 
Vou te açoitar indomável em minhas ancas,
Cavalgaremos por álamos convexos,
Revelar-te-ei como uma gaúcha potranca,
Faz 'deep throat' pondo-te perplexo.
 
Ah! Nobre poeta de sutis ousadias,
Quero deliciar-me em seus gorjeios,
Faça-me sua fêmea, com poesias vadias,
Arrebata-me os sentidos e devaneios.
 
Seus versos sedutores e matizados
Seduziu com lubricidade a minha fenda,
Sinto que meu corpo com seu gozo entornado,
Está a desejar mais dessa sua oferenda.


Minha boca chupa, lambe , espreme
Tua flor rosada e depiladinha
A língua vibra leve e langue geme
Bebo todo mel da tua bucetinha.
 
Depois lhe dou a negra e tesa adaga
Tua boca chupa tão gostoso
Tuas mãos suave ela afaga
Em tua boca entorno o gozo.


O teu sexo no meu se aninha,
Minha pele branca com a tua morena,
Ziguezagueando até a coninha,
Meu favo todinho a tua boca drena.
 
Minha língua passeia em tua glande,
Tu te contorces, gemendo a fremir,
A minha boca te suga e lambe,
Enquanto tua seiva se faz exprimir.
 
Mistura gostosa de café com leite,
Corpo sobre o meu a brincar,
Brinquedos eróticos, mero afeite,
Fluxo deslizante, deflúvio gozar.




  Cléia Fialho & BARBOSAMARCO

sábado, 6 de maio de 2023

MISTÉRIOS E LUZ



As estrelas cintilam, 
centelhas de mistério e luz
Segredos ancestrais 
sussurrados pelo 
espaço profundo
Ecoam em meu ser, 
despertam anseios de saber
Enquanto os rios da eternidade 
fluem sem fim algum.

No silêncio que pulsa
entre o tempo e o infinito,
me faço poeira de sonhos,
viajante do indizível.

Constelações desenham
mapas no céu da alma,
e cada luz distante
é um chamado antigo
a lembrar quem fui
antes do nome,
antes do medo.

Sou feita do mesmo sopro
que move galáxias e marés,
e ao tocar o eterno
— ainda que por um instante —
compreendo:
o mistério não pede resposta,
apenas entrega.




  Cléia Fialho

quinta-feira, 4 de maio de 2023

PRAZER EM VERSOS



Traz teus versos mais ardentes
Tua inspiração mais aflorada
Mistura nos meus incandescentes
Ébrios de poesia sob a lua prateada
 M

Entrego-te as minhas poesias
Boemias mescladas com as suas
Viço transcritos em ousadias
Dádiva de mente e pele nuas
 CF

Recebo jubiloso com incontida avidez
Teus versos despidos de pejo
Rabisco os meus em tua ávida nudez
Rebuscados num colar de beijo
 M

Entre nós se desfez as estremas
Senti suas mãos em minha ilharga
Desejo saborear os seus floemas
Licor agridoce, que seduz, embriaga
 CF

Os versos nos unem e o desejo pune
Pela distância que nos separa
Mas o poema fortemente une
Como se lhe tocasse com tesa vara
M

A distância nos impede por ora
Uni e puni nesse doce absinto
O tesão vigora vem e aflora
Imaginando, eu quase te sinto
CF

O teu sentir me faz vibrar
A fantasia se faz intensa
Faz a boca salivar
E a vontade mais propensa
M

Sinta-me nas entrelinhas
Saboreie o meu manjar
Una sua gala com a minha
Nesse reentrante gozar
CF

Um calor... um tesão latejado
Parece que inalo tua feminilidade
Tua ilharga branca invado
Corcel negro em tesa virilidade
M

Em uma flama de latejos
Ardentes trocas de carícias
Na supremacia dos desejos
Dei a ti as minhas primícias
CF

Em suas entrelinhas me alinho
Me aconchego nos teus desvãos
Sinta meu ardoroso carinho
Nesses versos à quatro mãos!
M




  Cléia Fialho & Barbozamarco

quarta-feira, 3 de maio de 2023

O ÂMAGO DE TUDO




Nas asas do vento, 
meu espírito alça voo
Para além do horizonte, 
onde o olhar não alcança
Em busca das veras que 
habita o âmago de tudo
No silencio do cosmos 
em constante escança.

Ali, o tempo se desfaz em sopro,
e a alma, nua de certezas,
aprende a ouvir o invisível
no pulsar secreto das estrelas.

Sou chama e brisa,
eco antigo de um nome esquecido,
deslizando entre mundos
onde o sentir é verbo infinito.

No vácuo que acolhe meus passos,
descubro que existir é rendição:
entregar-se ao mistério suave
que faz do nada, criação.

E assim retorno — transformada —
trazendo nos olhos a luz
das verdades sem forma
que só o silêncio conduz.




  Cléia Fialho

Linda Interação do Amigo Poeta Estevan Hovadick

Nas asas do vento
nas ondas místicas do tempo...
meu espírito alça voo
viaja nele minha alm'alada. 
Para além do horizonte
a transcender a linha imaginária até 
onde possam os olhos chegar
Em busca da VERDADE que no tempo s'esconde. 
E no silêncio do uninverso eis que 
se ouve as mais lindas melodias.

 GRATIDÃO 
Linda Interação do Amigo POETA OLAVO

"No espaço eu quero voar
Para mais perto chegar
Das estrelas e do luar
Num outro mundo alcançar." 

 GRATIDÃO 

segunda-feira, 1 de maio de 2023

UNIDA AO UNIVERSO



No eco das montanhas
e no suspiro do mar
Na harmonia da criação,
encontro meu lugar.

Unida ao universo,
uma dança cósmica sigo
Poesia fascinante,
em cada verso,
um abrigo.

Sou centelha de estrelas
no véu do infinito
Pulso de luz serena
no tempo bendito.


Entre o silêncio e o som
me reconheço inteira
Sou verso, sou sopro,
sou chama verdadeira.





  Cléia Fialho

domingo, 30 de abril de 2023

SOLTA E ATOA


Supra os prazeres meus
E eu realizarei todos os seus
Venha... puxe meus cabelos
misture-os entre os seus pêlos.

Venha ser do meu corpo o cobertor
Aquece... cobre, me mata de amor
Eu me entrego a qualquer preço
Sou de graça, me vire pelo avesso.

Estou leve, solta e à toa
Então na boa... Me confesse,
revele suas vontades
Mostre, desnude sem meias verdades.




  Cléia Fialho