TOCA DA LEOA

Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia

sábado, 10 de junho de 2023

METÁFORAS OUSADAS




Em letras sem razão, dança o poema
Palavras sem sentido, traçam desejos
Silêncios sussurram, segredos queimam
Na pele das frases, ardem desvelos.

Versos sem lógica, entrelaçam anseios
A linguagem do corpo, em cada toque
Metáforas ousadas, deslizam na pele
Na dança das sílabas, o amor brota.

Sem sentido aparente, mas profundo na carne
Poema sensual, entre linhas ardentes
Em cada verso vago, um convite sutil
Ao toque das palavras, despidas de limites.




  Cléia Fialho

sexta-feira, 9 de junho de 2023

O TOQUE QUE ME RENASCE



E enquanto a solidão abraça meu ser  
eu deslizo a mão pela própria pele,  
aprendo a amar este corpo que treme,  
a renascer sob meus próprios dedos.

Dentro de mim reside um mundo completo:  
seios que endurecem ao meu toque,  
coxas que se abrem sem vergonha,  
o calor úmido que escorre lento  
quando eu me toco com fome e com carinho.

Na solidão encontro um amante secreto:  
eu mesma.  
Assim abraço a solidão com gratidão  
e com a mão entre as pernas,  
sentindo o prazer subir como uma onda  
que só eu sei provocar.

Ela me ajuda a crescer,  
a gemer baixo no escuro,  
a descobrir cada ponto que me faz arquear,  
cada suspiro que me entrega inteira  
ao meu próprio desejo.

No eco das minhas próprias palavras  
e no gemido que solto quando gozo,  
descubro que a solidão também é um lar…  
quente, molhado,  
onde eu me fodo devagar  
e renasço completa.




  Cléia Fialho

quinta-feira, 8 de junho de 2023

quarta-feira, 7 de junho de 2023

NA SOLIDÃO DO MEU CORPO



Na solidão, sou minha própria amante  
Exploro a pele quente com dedos lentos  
Descubro segredos entre as coxas úmidas  
Encontro prazer e me entrego sem medo.

Na solidão que envolve a minh’alma  
Um gemido baixo preenche o ar  
Apenas minha própria mão ressoa  
No silêncio quente a me acariciar.

Os seios pesados pedem carinho  
Os mamilos endurecem sob o toque  
Desço mais fundo, abro as pernas  
E deixo o desejo invadir sem freio.  

O corpo treme, o gozo sobe  
Molho os dedos no meu próprio oceano  
Na solidão eu me fodo com fome  
E me encho de prazer até o fim.




  Cléia Fialho

quinta-feira, 1 de junho de 2023

ENTRE MEUS QUADRIL, O RITUAL DO FOGO




Não peço permissão ao desejo –  
ele me habita como rio que desconhece a foz.  
Meu corpo não é tela, é labareda,  
é língua que lambe o ar antes do beijo.

Sou a curva que desaprendeu a espera.  
No colo, o peso do mundo se dissolve  
quando minhas coxas abrem o compasso  
de uma dança que só a pele conhece.

Meus dedos escrevem no dorso do outro  
um alfabeto que nenhum dicionário ousa.  
Cada arranhão é vírgula,  
cada mordida, ponto-final que recomeça.

Respiração ofegante é minha rima preferida –  
sem métrica, sem pudor, sem freio.  
Meu suor é estrofe líquida,  
meu gemido, refrão que não se repete  
porque cada vez é a primeira.

Deslizo como maré que invade a areia  
sem aviso, sem roteiro, sem piedade.  
E quando o corpo do outro me encontra,  
eu não sou mais mulher –  
sou território, sou fenda, sou abismo,  
sou a mão que guia o naufrágio.

Meu prazer não tem nome, tem gosto,  
tem cheiro de aurora entre os lençóis,  
tem pressa de ser lento,  
tem medo de acabar –  
e acaba, sim, mas deixa o eco  
tremendo dentro do osso.

Sou poesia ereta,  
verso que pulsa onde a luz não alcança.  
Não me leia com os olhos –  
me leia com a ponta dos dedos,  
com a língua trêmula,  
com a entrega de quem sabe  
que o êxtase também é literatura.

E quando eu arder por inteiro,  
não apague o incêndio.  
Escreva com ele.  
Me escreva com ele.  
Sempre.




  Cléia Fialho

quarta-feira, 31 de maio de 2023

CONTINUA EM MIM




Continua, meu doce,
não para agora.

Cada suspiro teu
me leva um passo além de mim,
onde as palavras já não alcançam,
só o corpo entende.

O tempo se desfaz
quando tua boca me encontra,
o mundo vira bruma
e só existe o teu cheiro na minha pele.

Eu, mulher inteira,
me abro em silêncio,
força mansa e faminta
que te quer sem pressa e sem fim.

Tua mão desvenda meu segredo,
teu olhar escreve em mim,
e eu danço nesse teu ritmo ousado,
gemendo baixo o teu nome.

Me encontra de novo,
mais fundo, mais perto,
nesse universo que é só nosso,
onde meu coração bate em ti.

Continua,
me ama assim,
nesse espaço sutil entre um beijo e outro,
onde o infinito cabe na nossa cama.




  Cléia Fialho