TOCA DA LEOA

Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia




quinta-feira, 13 de julho de 2023

ME PERCO A SONHAR



Na varanda serena, eu me perco a sonhar
Observando o mundo com olhos de encanto
A paz invade a alma, vem me acalentar
O vento suave acaricia meu rosto, tanto 
No silêncio, os pensamentos vão vagar.

Enquanto o tempo desliza sem espanto
A natureza revela sua beleza singular
Os pássaros entoam melodias no canto
Nesse momento, eu me sinto um tanto
Parte desse universo que me faz vibrar.




  Cléia Fialho

O Experimental Almas Gêmeas
é uma criação da Poetisa RosaAmbiance

segunda-feira, 10 de julho de 2023

PERGAMINHO DE DESEJOS




No toque, uma dança sutil
Desvendando pele,
cumplicidade no fio tênue.
Silêncio tece segredos,
mãos que flutuam
Desnudando desejos
no breu da noite.

Entre lençóis, o calor ressoa
Palavras mudas, mas eloquentes
Sussurros entrelaçados,
como fios de seda
A pele, um pergaminho de desejos.




  Cléia Fialho

sexta-feira, 7 de julho de 2023

APENAS UM FRAGMENTO



Os olhos que brilhavam, 
agora refletem tristeza
Cada toque, cada palavra, 
agora é uma incerteza
Amar era uma alegria, 
agora se tornou um lamento
No palco do desamor, 
o amor é apenas um fragmento.

Mas no silêncio da noite,
quando a alma quer se encontrar,
Entre lágrimas contidas,
há estrelas a cintilar,
Pois mesmo em meio às ruínas
de um sonho que se perdeu,
Há sementes de esperança
florescendo no que morreu.

O coração ferido aprende
a renascer devagarinho,
Transformando antigas dores
em luz pelo caminho,
E quem sofreu por amor
um dia torna a sorrir,
Porque até depois da tempestade
um novo sol volta a surgir.





  Cléia Fialho

sexta-feira, 30 de junho de 2023

DELÍRIO DA PAIXÃO




Você é a minha perdição

Me fazendo o controle perder
Me levando ao delírio da paixão

Me mostrando as veredas do prazer

Não há nada de errado em te amar
E em sentir o seu toque sedutor

Pois no teu colo estou a encontrar

O ápice da flama e do amor.




  Cléia Fialho

quinta-feira, 15 de junho de 2023

E FOI ASSIM QUE EU DESCOBRI...




O sol já havia se despedido do céu e a noite havia chegado.
As estrelas começavam a brilhar no firmamento, criando um espetáculo único de luz e cor.

Era uma noite quente, e o ar estava impregnado de um perfume doce e suave.
Foi nessa noite que eu a encontrei, em um barzinho escondido na cidade.

Ela estava lá, sozinha em uma mesa, com um copo de vinho tinto em suas mãos.
Eu me aproximei, timidamente, e puxei conversa.
A conversa fluiu facilmente, como se nos conhecêssemos há anos.

Foi quando ela me olhou nos olhos e, sem dizer uma palavra, me puxou para perto e me beijou com paixão.
Foi um beijo ardente, que acendeu em mim um fogo que eu nunca havia sentido antes.

Nossas línguas se entrelaçaram, e eu senti o gosto do vinho em sua boca.
Suas mãos percorreram meu corpo, me fazendo sentir como se estivesse flutuando em um mar de prazer.

O beijo durou apenas alguns instantes, mas foi o suficiente para que eu saber que aquela noite seria inesquecível.
Nós passamos a noite inteira juntas, explorando nossos corpos e nossos desejos mais secretos.

Nada era proibido, não havia regras ou preceitos, não havia espaço para medo, arrependimento ou dúvidas.
O relógio parece que parou para nós, se fazendo eterno aquele momento de êxtase.

Mãos curiosas e ousadas, dedos aguerridos e audaciosos, línguas atrevidas e exploradoras.
Uma mescla diabolicamente angelical, ingenuamente maliciosa, docemente selvagem.

Nós duas apenas... eu e ela... ela e eu... mas apenas um ser.

E foi assim que eu descobri que um beijo ardente pode ser o começo de algo ainda mais intenso e profundo.
Uma noite que nunca esquecerei, cheia de paixão e desejo, que mudou minha vida para sempre.




  Cléia Fialho

sábado, 10 de junho de 2023

METÁFORAS OUSADAS




Em letras sem razão, dança o poema
Palavras sem sentido, traçam desejos
Silêncios sussurram, segredos queimam
Na pele das frases, ardem desvelos.

Versos sem lógica, entrelaçam anseios
A linguagem do corpo, em cada toque
Metáforas ousadas, deslizam na pele
Na dança das sílabas, o amor brota.

Sem sentido aparente, mas profundo na carne
Poema sensual, entre linhas ardentes
Em cada verso vago, um convite sutil
Ao toque das palavras, despidas de limites.




  Cléia Fialho