Nossos corpos a se envolver
Vem, com teu toque sedutor
Mata-me de prazer, sem pudor
Vem, incendeia-me com teu olhar
Mata-me de prazer, sem hesitar
Vem, desvenda meus desejos ocultos
Toques que chegam sem pressa,
despertam a pele que confessa,
um incêndio manso a se alastrar
no jeito lento de me provocar.
Sussurros se perdem no ar quente,
virando febre intermitente,
e cada eco de tua voz
desfaz o tempo dentro de nós.
Corpos se buscam sem hesitar,
num ritmo que sabe incendiar,
e a noite inteira, sem resistência,
se curva à nossa indecência.
E nesse fluxo de pura entrega,
onde a vontade já não sossega,
o verso arde, vivo e sem fim,
me consumindo dentro de mim…
Entre beijos demorados
e carícias sobre a pele,
o luar veste os amantes
com seu brilho doce e febril.
Mãos deslizam lentamente
numa dança de sedução,
cada toque acende estrelas
no infinito da emoção.
E no silêncio da madrugada,
quando o mundo adormece enfim,
dois corações se entrelaçam
num desejo sem ter fim.
No compasso dos corpos
a ternura principia,
Entre sonhos e suspiros
o coração se arrepia.
Nas mãos que se procuram
há promessa e fantasia,
Como estrelas cintilando
sobre a noite que alumia.
E no doce entrelaçar
de desejo e poesia,
Dois destinos se encontram
na mais pura sintonia.