TOCA DA LEOA

Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia




segunda-feira, 22 de junho de 2015

domingo, 21 de junho de 2015

ENTRE O MEU CORPO E O TEU



Me queres assim, inteira, como se a beleza das flores tivesse se transformado em carne e se oferecido para ti.
É como se teu amor desenhasse meus contornos, e cada parte de ti fosse extensão da minha presença.
Teu corpo não existe sem o meu, sou tua em verdade, impulsiva, entregue, em intensidade que não conhece limites.

Teu corpo é território que anseio conquistar.
Quero explorá-lo como ilha escondida, brilhando em segredo, esperando ser descoberta.
Cada curva é convite, cada sombra é promessa.
E eu me lanço sobre ti como quem busca delícias guardadas sob camadas de mistério.

E Teus dedos percorrem teus segredos.
Teus lábios reconhecem meus seios, firmes e formosos, como frutos proibidos.
Desçe até o monte que guarda minha feminilidade, tocando com devoção, em carícias que revelam o que há de mais selvagem em mim.
Cada canto do meu corpo é mapa que me guia, cada gemido é sinal que te prende.

Sou tua em versos, mas também em carne.
Sou tua em rimas, mas também em suor.
Te sonho e te anseio, mas mais que sonho, te possuo.
Meu fervor não conhece pausa, minha entrega não conhece pudor.

Quero ouvir tua voz implorar por mais.
Quero sentir teu corpo se abrir em resposta ao meu.
Quero que descubras em mim o que nunca ousaste buscar, e que eu descubra em ti o que sempre esteve escondido.
Sem culpa, sem rótulos, sem medo: apenas nós duas, mergulhadas nesse jogo de envolvimento que nos devora.

E quando o clímax nos atravessa, não é suave.
É explosão, é grito, é convulsão.
O prazer nos rasga, nos consome, nos marca.
O chão guarda nossos segredos, o silêncio guarda nossa luxúria.

No fim, não há descanso.
A chama continua acesa, indomável, pronta para incendiar novamente tudo o que ousar se aproximar.




  Cléia Fialho

sábado, 20 de junho de 2015

A NOITE SE VESTE DE MISTÉRIO

 



Na sombra densa do crepúsculo,  
as árvores sussurram segredos,  
caminhos serpenteiam em penumbra,  
ecoando passos já esquecidos.  

Um corvo solitário risca o céu,  
seus olhos, buracos de mistério,  
carregam a noite em suas asas,  
enquanto a lua se esconde atrás de nuvens pesadas.  

O vento lamúria entre os túmulos,  
o murmúrio de vozes perdidas,  
histórias de amores não correspondidos,  
de almas que dançam na escuridão.  

Nas fachadas das antigas casas,  
as janelas vigiam em silêncio,  
reflexos de lembranças apagadas,  
vida e morte entrelaçadas em um só fio.  

Temor e beleza coexistem,  
em cada canto, um suspiro,  
as sombras contêm a verdade,  
num labirinto de dor e serenidade.  

Assim, a noite se veste de mistério,  
os corações palpitam em compasso,  
na sinfonia gótica do mundo,  
a escuridão encontra seu espaço.




  Cléia Fialho

sexta-feira, 19 de junho de 2015

quinta-feira, 18 de junho de 2015

LÁGRIMAS DE SOMBRA



Na penumbra da noite um sussurro  
Ecoa entre sombras, 
 — murmúrios de espectros,  
As árvores, criaturas de silêncio,  
Se curvam ao peso de um destino cinzento.  

Lágrimas de sombras escorrem no chão,  
Um corvo observa, 
 — atento à escuridão,  
A lua, 
 — pálida, observa o cenário,  
Tece um véu fino sobre o imaginário.  

Sussurros de almas perdidas,  
Em danças tristes entre brumas feridas,  
Os ecos do passado, 
 — um lamento,  
Uma balada de dor em lento movimento.  

E assim, 
 — entre ruínas, 
 — o mistério permanece,  
A luz hesita em cruzar essa fresta,  
No coração da noite, 
 — um grito profundo,  
Um lamento que se espalha pelo mundo.  

No gótico vale onde a tristeza habita,  
A esperança se esconde, 
 — a vida se limita,  
Mas as sombras, 
 — que abraçam com pena,  
Contam histórias de uma beleza obscena.




  Cléia Fialho

quarta-feira, 17 de junho de 2015

PERFUME EM SONHO



Em cada toque, há uma dança,  
dos dedos deslizando na pele,  
como a brisa que sussurra entre folhas,  
aproxima-se, lenta, a paixão.  

Teus olhos, dois faróis na noite,  
refletem promessas e desejos,  
um convite suave,  
onde o tempo se dissolve.  

Nossos lábios, como notas,  
harmonizam um canto antigo,  
melodia de risos,  
que ecoa nas paredes do coração.  

Teu cheiro, perfume em sonho,  
embriaga a mente,  
cria mundos em instantes,  
onde amor é a essência pura.  

E ao cair da tarde,  
as sombras abraçam nossos corpos,  
como se o universo inteiro,  
se resumisse a esse calor.




  Cléia Fialho

terça-feira, 16 de junho de 2015

PÉTALAS DE UM DESEJO

 



Teu sorriso desliza
pelo meu coração,
luz suave na penumbra,
como um sussurro que dança.

As mãos se entrelaçam,
pétalas de um desejo
que se revela a cada toque,
melodia em nossos corpos.

Nosso amor é a brisa
que acaricia a pele,
um poema escrito
nasminhas e nas tuas.

Nesses momentos,
o mundo cala,
e somos só nós,
infinito em um olhar.




  Cléia Fialho