TOCA DA LEOA

Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia

sábado, 22 de julho de 2017

OBJETO



Teu corpo é objeto
não de posse,
mas de contemplação lenta.

É de perto que te sinto,
mesmo quando não toco,
mesmo quando o gesto falta.

És desejo suspenso no ar,
olhar que insiste,
promessa que não se diz.

No intervalo do gesto
nasce o afeto —
essa chama mansa
que sabe esperar.

Algo em mim desperta,
não grita,
não corre,
não implora.

Fica inquieto,
ardendo por dentro,
sabendo que o calor
mais intenso
é o que se demora.




  Cléia Fialho

terça-feira, 18 de julho de 2017

A MAIS BELA E ÚNICA




Quisera eu ser uma perfumada flor
 A mais bela e única do seu jardim
 E descobrir em seu corpo o amor
 Desde o começo, porém sem ter fim.
Em meus seios o pólen e o calor
 Exala um aroma de doce jasmim.

 Transmutaria-me à sua preferida cor
 Tornaria-me até uma rosa vermelha
Que à nenhuma outra se assemelha
 Envolvente e com sensual candor.




  Cléia Fialho

Linda interação do Amigo Poeta Gustab

Queria que você fosse minha, 
e que seus seios adoçassem minha boca...
Desejo que a flor profunda que você dá aos meus beijos
se torne poesia em minha boca.

Queria que você registrasse seu aroma e...
sua fragrância dormisse para sempre em meus dedos,
porque você não é o esquecimento, 
mas sim uma cinza prestes
a reacender meu desejo.


 GRATIDÃO 

    sábado, 15 de julho de 2017

    FAZ TODA A DIFERENÇA



    Eu não pensava e nem queria
    mesmo quando você me dizia
    Em seu olhar sedutor
    que eu era o seu amor.

    E o seu jeito nada inocente
    se fazia tão envolvente
    Tudo aconteceu de repente
    de maneira emergente.

    Quando notei, me apaixonei
    e por isto que eu te amei
    Hoje sei que sua presença
    é que faz toda a diferença.




      Cléia Fialho

    quinta-feira, 13 de julho de 2017

    quarta-feira, 12 de julho de 2017

    [...] ÊNCIAS




    Concupiscências fervem sob a pele tensa,
    dedos traçam saliências endurecidas pelo toque,
    bocas famintas lambem as evidências do fogo,
    um pulsar que implora por experiências profundas.

    Saliências se erguem como montes vivos,
    línguas circundam proeminências latejantes,
    evidências de um rio úmido que escorre livre,
    essências misturadas em suor e gemidos roucos.

    Experiências de carne colidindo em ondas,
    proeminências que penetram o núcleo quente,
    concupiscências que explodem em arrepios,
    saliências marcadas por unhas e mordidas.

    Essências se fundem no clímax voraz,
    evidências de prazer espalhadas na pele exausta,
    proeminências que descansam, ainda pulsantes,
    experiências eternas de desejo insaciável.




      Cléia Fialho