TOCA DA LEOA

Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia

domingo, 15 de setembro de 2019

PRAZER DE VERDADE



Digo que não quero
 mas obedeço à sua vontades...
 Me faço até de surda
 mas atendo às suas ordens...

 Tento fugir as vezes
 mas sou fiel aos comandos...
 Quanta insanidade
 nessa minha contrariedade...

 Você me usa e abusa
 à sua bel erectilidade...
 Como idolatria sombria
 eu me curvo à sua majestade...

 E a minha máscara cai
 diante da sua beldade...
 No fundo tudo que faço
 é sempre com prazer de verdade!




  Cléia Fialho

Linda interação do Amigo Poeta DUlCE

Você se curva
para cumprir meus mandamentos,
para ser abençoado pela minha semente,
para idolatrar minha ereção
diante de você
como um Sol radiante e poderoso,
pronto para ser usado, abusado
e satisfeito.

 GRATIDÃO 

    sábado, 14 de setembro de 2019

    A LIBERTINAGEM SE DESFREIA




    No rítmo dos versos, a libertinagem se desfreia
    Explorando os desejos que o corpo anseia.
    Em palavras sensuais, o cerne se desnuda
    Excogitando sobre si numa entrega absurda.
     
    As rimas se intricam, num jogo de sedução
    Desvendando segredos com louca emoção.
    A métrica se rende aos suspiros do prazer
    Enquanto a libidinagem se rende sem temer.
     
    Metáforas flamejantes incendeiam a pele
    A linguagem aquece, e a volúpia se compele.
    Todo cenário possuído por cálido tesão
    A lubricidade livre celebra a própria efusão.
     
    E assim, na obscenidade solta e liberta
    A voluptuosidade nos envolve e desperta.
    Desnudando-se nas linhas, sem medo de ser
    A luxúria se descativa, a nos enlouquecer.




      Cléia Fialho

    sexta-feira, 13 de setembro de 2019

    EXPLORANDO DESEJOS



    Nas entrelinhas do meu verso
    A poesia se desnuda
    Num desejo tão imerso
    Que na pele se faz muda.

    Metáforas sensuais
    Se entrelaçam sem temor
    Versos livres, sempre mais
    No compasso do ardor.

    Palavras dançam no ar
    Num encanto envolvente
    Segredos a revelar
    Suspiro quente e urgente.

    A métrica já se rende
    Ao prazer desse sentir
    Onde a poesia acende
    O corpo a se consumir.

    E no ritmo do desejo
    Cada rima faz vibrar
    Metapoesia em lampejo
    Sussurrando sem cessar.




      Cléia Fialho

    quinta-feira, 12 de setembro de 2019

    TOQUE SUAVE



    E sequiosa tua  pele sedenta clama
    Pelo toque suave de minhas mãos
    Eu sinto meu corpo todo inflama
    Quando vejo teus olhos com tesão.

    E nesse encontro lento de fome e cuidado
    teu suspiro me guia, me prende, me atrai
    como se o mundo inteiro ficasse calado
    e só nossa pele soubesse o que sai

    Teu desejo me toca em silêncio ardente
    como brasa escondida sob o véu da razão
    e eu me perco em teus gestos, tão quente
    feito rio que rompe qualquer direção

    Teu olhar me desnuda sem pedir permissão
    e me veste de um querer que não sabe voltar
    é um jogo sutil de entrega e tensão
    onde a pele aprende a se abandonar

    E seguimos assim, sem começo ou limite
    no compasso do fogo que insiste em ficar
    como se o próprio amor, em segredo, permitisse
    nossos corpos no tempo se reinventar.





      Cléia Fialho

    quarta-feira, 11 de setembro de 2019

    DESEJOS...



    Ah!
     que desejo delirante de te abraçar
     de estar envolvida em seu amar
     desejo intenso de misturar
     meu corpo com o seu.

     Imenso anseio de acasalar
     sua temperatura experimentar
     nossos corpos afadigar
     neste querer de desejos...
     beijos... manejos...
     pelejos... latejos...




      Cléia Fialho

    terça-feira, 10 de setembro de 2019

    TUDINHO COM VOCÊ



    Meus desejos não vou frear
     nem meus carinhos economizar
     meus beijos não vou amealhar
     nem meus abraços poupar
     
    Quero gastar tudinho com você
     exceder com muito prazer
     todo limite que possa nos abster...

    Quero perder o ar no teu calor
    arder na chama do teu sabor
    desatar no peito essa ansiedade
    e me afogar na tua vontade

    Quero teu toque em minha pele
    feito loucura que não se repele
    teu corpo em febre junto ao meu
    num doce pecado que enlouqueceu

    Deixa a noite nos incendiar
    e nossos sentidos transbordar
    sem medo da paixão nos consumir
    nem do desejo insistir em florir...





      Cléia Fialho

    segunda-feira, 9 de setembro de 2019