TOCA DA LEOA

Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia




quinta-feira, 18 de junho de 2026

O SILÊNCIO DA PAIXÃO



Teu olhar chegou de manso,
feito brisa no verão,
e acendeu em minha pele
o silêncio da paixão.

Tuas mãos, em lento toque,
desenhavam sensação,
como quem conhece os segredos
guardados no coração.

A noite vestiu perfume,
lua clara no jardim,
e o desejo, tão sereno,
fez morada dentro em mim.

Teu sorriso me percorre
como vinho aquecedor,
numa dança delicada
entre a chama e o pudor.

E no encontro dos instantes,
sem promessas, sem alarde,
nossos corpos eram versos
se beijando pela tarde.





  Cléia Fialho

quarta-feira, 17 de junho de 2026

CURVAS QUE SE DESENHAM



No crepúsculo dourado da paixão ardente,
Corpos entrelaçados, o mundo ausente.
Toques sutis como brisa a acariciar,
Um ballet de desejo no ar a dançar.

Pele a roçar, calor que incendeia,
Promessas sussurradas na noite serena.
Olhares que queimam como brasas acesas,
Segredos compartilhados, almas em travessas.

Curvas que se desenham, obras de arte vivas,
Lábios famintos exploram terras furtivas.
Suspiros e gemidos ecoam na penumbra,
Um hino à entrega, à luxúria que deslumbra.




  Cléia Fialho

terça-feira, 16 de junho de 2026

ÊXTASE DIVINO



Renascer em tua pele é arquiélago de prazer,
Uma jornada sensorial que me faz delirar.
Cada toque, cada arrepio, um êxtase a percorrer,
Nossos corpos entrelaçados, sem hesitar.

É um renascer ardente, em cada poro, em cada fibra,
Sinto-me viva, repleta de luxúria e emoção.
Em tua pele, sou o exploradora  que vibra,
Em cada carícia, uma explosão de tesão.

Caminho pelos teus vales, subo as montanhas suaves,
Deleito-me nos vales úmidos, nas curvas a me perder.
Renasço em cada suspiro, em cada arfar que te dá,
A tua pele é o caminho, a fonte do meu prazer.

E assim, renasço em ti, em um êxtase eterno,
Em teu corpo, encontro o paraíso, o meu destino.
És o renascer em chamas, o fogo que me governa,
Em tua pele, descubro o êxtase divino.




  Cléia Fialho

Linda interação do Amigo Poeta DUICE

É no meu corpo
que você percorre paisagens de prazer,
você se deleita em cada toque
que alimenta minha paixão.
Seus beijos são o fogo
que incendeia tudo,
e sua boca o oceano
onde meu fluxo chega.

 GRATIDÃO

segunda-feira, 15 de junho de 2026

ENTRE VERSOS E DESEJOS



A noite desce lenta,
vestida de estrelas e silêncios,
enquanto a poesia desperta
na pele inquieta das palavras.

Os versos giram livres,
como mãos procurando abrigo,
como olhares que se reconhecem
antes mesmo do toque.

Há um perfume de desejo
escorrendo pelas entrelinhas,
uma chama suave
que dança sem pressa
na curva dos sentimentos.

Corpos imaginados se aproximam
no ritmo secreto da poesia,
e cada frase desenha
carícias invisíveis
sobre a memória do amor.

Sussurros passeiam pelo vento,
quase confissões,
quase pecado,
quase ternura demais
para caber no peito.

Então a poesia se despe
de toda timidez,
e permanece apenas a entrega:
dois corações ardendo
sob o mesmo céu,
na delicada vertigem
de serem desejo e verso
ao mesmo tempo.





  Cléia Fialho

domingo, 14 de junho de 2026

TEU SUOR DESLIZA



Desejo teu corpo
sobre o meu,
como duas águas
que se encontram
e deixam de ser separadas.

Desejo tuas mãos
percorrendo lentamente
cada silêncio da minha pele,
cada estremecer escondido
em mim.

Não sei esquecer.
Enquanto o tempo tenta apagar,
meu corpo recorda
o calor do teu alento
junto ao meu ouvido,
como um sussurro
que ainda vive.

Olho para ti
e te vejo diferente,
como se o amor
tivesse aberto novas janelas
dentro dos meus olhos.

Teu suor deslizava
sobre a pele morena
e minha sede aumentava
na distância mínima
entre teus braços e os meus.

“Agora…”
gritavam minhas mãos.
“Agora…”
implorava minha pele em febre.

Meu corpo ardia por ti
como chama indomável
na primeira noite
em que descobri
o mistério do desejo.

E foi assim…
entre o céu e o mar,
entre o pecado e a inocência,
que senti nascer
o amor verdadeiro
dentro de mim.





  Cléia Fialho

sábado, 13 de junho de 2026

URGÊNCIA DOS DESEJOS


Vem…
meu coração ainda te chama
com a urgência dos desejos
que ficaram suspensos no tempo,

esperando teus beijos
como quem espera o amanhecer.

Vem,
que meus braços guardam
o espaço exato do teu corpo,
e minha alma deseja perder-se
na intensidade do teu abraço
e na essência do teu ser.

Deixa-me tocar teus silêncios,
desnudar teus pensamentos,
confundir teus sentidos
com a febre doce dos meus arrepios.

Percorre minha pele
como vento em noite de verão,
mistura-te aos meus sóis e luas,
às estrelas derramadas
entre teu corpo e o meu.

Meus lábios te procuram
mesmo na ausência,
gritam teu nome em segredo
a cada segundo distante,
a cada vontade contida.

Marca em mim
a lembrança das tuas mãos,
como selo de pertencimento,
como promessa silenciosa
de entrega e desejo.

Do teu olhar ao meu,
do teu querer ao meu consentir,
que não existam barreiras,
nem medos, nem pudores.

Vem para mim…
porque meu coração te chama
em chamas,
e o amor não sabe esperar.





  Cléia Fialho

Linda interação do Amigo Poeta Casmil

Sensualidade no poema expressa
Levita no pensamento,
Pelo corpo diverge bem depressa
Intensamente aos sentidos,
E o desejo logo se apressa…

Beijos que o teu corpo aguardam
Desejos de teus abraços usufruírem,
Membros frenéticos que não param
Sonhos, fantasias que disparam,
Para num só corpo se constituírem!

Eis pois sentimentos sentidos
Desejos guardados,
Após teu corpo percorrido
Sem qualquer desejo perdido,
E pela imaginação explorados!

 GRATIDÃO 

sexta-feira, 12 de junho de 2026

NO LIMITE DO SENTIR


Faço de ti presença intensa nos meus limites,
onde o desejo deixa de ser controle
e vira vertigem.

Te entrego aos meus excessos mais humanos,
não como culpa,
mas como travessia —
um mergulho fundo no que pulsa sem nome.

E deixo tua boca me atravessar em sensações
que desfazem o silêncio do corpo,
como se cada instante
quebrasse um pouco mais as fronteiras
do que eu sabia sentir.

Entre respirações e pausas que tremem,
me reconheço em teus gestos,
e me perco neles também,
como quem aceita o risco
de existir com intensidade demais.

Não há mártir, não há algoz —
apenas dois corpos conscientes
da própria fome de sentir,
se encontrando no ponto exato
onde o excesso
vira linguagem.





  Cléia Fialho