TOCA DA LEOA

Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

ÍNTIMO NA PELE

  


Ofego abrasador ecoa,  
como trovão íntimo na pele,  
fazendo sensível delirar,  
num arrepio que se prolonga.  

Alçando voo absoluto,  
o corpo se torna horizonte,  
onde cada vibração crescente  
domina como maré em fúria.  

Fissura abissal une destinos,  
como se o tempo se dissolvesse,  
e o instante fosse eterno,  
banhando encontros em luz secreta.  

É na chama que se oculta,  
na promessa que se cumpre,  
que o desejo se revela,  
como poesia feita de carne e silêncio. 




  Cléia Fialho

 

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

ABISMO DE DESEJO



Braços apertam, devoram instantes,  
num delírio coletivo em colisão,  
gerando êxtase, redenção total,  
pois somos fagulha, somos tempestade,  
imersos na entrega desmedida,  
eterna comunhão da carne.  

E quando o tempo se dissolve,  
resta apenas o ritmo dos corpos,  
um sopro quente que atravessa a pele,  
um murmúrio que se confunde com o vento.  

Somos vertigem, somos incêndio,  
na dança que não conhece fronteiras,  
onde cada toque é universo,  
cada olhar, abismo de desejo.  

E no silêncio após o clamor,  
há ainda o eco da paixão,  
como se o mundo inteiro respirasse  
no compasso da nossa união.  




  Cléia Fialho

terça-feira, 27 de outubro de 2015

NA MINHA BOCA



Na minha boca,  
tua língua intrusa se aventura,  
fazendo-me desfalecer de prazer,  
entregue aos sentidos, numa loucura.  

No olhar perdido, nos encontramos,  
explorando cada canto do desejo,  
em um encontro de corpos que inflamam,  
deixando a paixão nos envolver sem freio.  

Cada toque é sinfonia ardente,  
que nos leva ao êxtase sem fim,  
na entrega total, transparente,  
revela o amor que pulsa em mim.  

Na minha boca, o fogo se revela,  
e juntos, nos perdemos nessa tela,  
onde o tempo já não existe,  
apenas o delírio que persiste.  




  Cléia Fialho

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

UM BEIJO INESPERADO — II



Um beijo inesperado acende a noite,  
e o corpo responde antes da razão.  
Mãos inquietas desenham caminhos no escuro,  
enquanto o desejo cresce em silêncio.  

Há uma vertigem doce no ar,  
uma cumplicidade entre dois corpos,  
como se tudo ao redor perdesse sentido  
diante da força daquele encontro.  

A respiração se mistura,  
o calor se espalha devagar,  
e o instante se entrega inteiro  
à intensidade do que não precisa ser dito.  




  Cléia Fialho

domingo, 25 de outubro de 2015

UM BEIJO INESPERADO — I



Um beijo inesperado, 
um toque acolhido com avidez.
Carícias ousadas, 
pensamentos à deriva, 
um impulso impossível de conter.

Minha pele sem rumo, 
rendida ao infinito da paixão, 
mergulhada no abismo da tentação.
Lábios inquietos, curvas desveladas, 
silhuetas entregues ao instante.

Arrepios percorrendo cada centímetro, 
respirações entrelaçadas, 
murmúrios sem pudor.
A chama crescente 
dissolve qualquer frio.
A fome nunca saciada, 
pupilas ardentes, 
instinto indomável.

O fervor consome cada espaço, 
bocas que se procuram, 
abraços que se aprofundam.
Entre suspiros ofegantes 
e desejos confessados, 
a noite se transforma 
em puro arrebatamento.




  Cléia Fialho

sábado, 24 de outubro de 2015

AMANDO-TE EM SILÊNCIO



Na brisa da noite calada,  
sinto a dor que é compartilhada.  
Da distância que nos separa,  
minha alma, em versos, se prepara.  
De repente, meu peito arde,  
desejo te ter, é o que me invade.  

E nessa espera que me consome,  
teu nome acende meu pensamento.  
Cada lembrança vira abrigo,  
cada ausência, um sentimento lento.  
Te busco no escuro, no sonho, na calma,  
como quem procura o rumo da própria alma.  

Se a saudade insiste em me ferir,  
é porque ainda sabes habitar em mim.  
Teu toque vive no espaço do desejo,  
teu olhar permanece além do fim.  
E eu sigo, inteira nessa saudade,  
amando-te em silêncio, sem metade.




  Cléia Fialho

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

TUDO EM TI CHAMA MEU INSTINTO



Versos ardentes que incendeiam a pele,
carícias sutis, segredos revelados,
embalados pela luxúria, corpos entrelaçados.

Rimas sensuais deslizam pelo papel,
despertando desejos, num jogo de mel,
em cada estrofe, a entrega se consola.

E a noite, cúmplice, se inclina em silêncio,
guardando o calor que entre nós se instala.
Teus gestos desfazem a distância,
e cada toque acende uma nova febre.

Há um murmúrio vivo no espaço entre os corpos,
uma fome doce, persistente, sem nome.
Tudo em ti parece chamar meu instinto,
tudo em mim responde com urgência e brasa.

Assim seguimos, sem pressa, sem defesa,
deixando que o desejo escreva seu caminho,
até que a pele se torne linguagem
e o instante inteiro vire chama.




  Cléia Fialho

quinta-feira, 22 de outubro de 2015