TOCA DA LEOA

Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

ESSE AMOR QUE ARDE



O beijo é uma chama que queima e convida,
um incêndio que corre na pele
e faz o corpo inteiro clamar por ti.

Teu toque é a brasa que incendeia meu peito,
uma luz que passeia por cada curva,
enquanto o desejo, agora, permeia o que somos.

Teu olhar me encanta e me desarma,
trazendo um suspiro que é quase uma canção,
uma vontade tão bruta que me assusta e me prende.

Não há mais espaço para o silêncio,
só para o ritmo dos nossos batimentos,
para esse amor que arde, que se entrega,
e que, enfim, se encontra na paz do abraço.




  Cléia Fialho

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

PERGAMINHO DE SEGREDOS



O corpo é metáfora,  
a pele, pergaminho de segredos.  
Cada palavra desliza como dedos,  
cada pausa é suspiro contido.  

O desejo não grita,  
ele sussurra em versos,  
se insinua em metáforas,  
se revela no ardor das imagens.  

A poesia é carícia,  
é labareda que não queima,  
mas aquece, envolve,  
e deixa marcas invisíveis.  




  Cléia Fialho

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

UNIVERSO DE INTENSIDADE



Há um instante que se prolonga,  
um fio de ar entre dois corpos,  
onde a pele espera,  
mas o toque não chega.  

É promessa contida,  
é vertigem no limiar,  
um arrepio que nasce  
do que ainda não se cumpre.  

O toque suspenso é chama,  
não pela carícia,  
mas pelo silêncio que antecede,  
pelo vazio que se torna ardor.  

E nesse espaço invisível,  
o desejo se expande,  
fazendo do quase  
um universo de intensidade.  




  Cléia Fialho

terça-feira, 3 de novembro de 2015

CONVITE AO MISTÉRIO



Há um segredo na penumbra,  
um sopro que não se nomeia,  
um olhar que se demora,  
como quem toca sem tocar.  

O corpo é metáfora suspensa,  
um enigma que se abre em silêncio,  
palavras se tornam véus,  
e o véu é convite ao mistério.  

Não há pressa,  
apenas o ritmo da respiração,  
um compasso que se insinua,  
um arrepio que se oculta.  

O desejo não se mostra inteiro,  
ele dança nas margens,  
se revela em fragmentos,  
como chama sob cristal.  

E nesse jogo de sombras,  
o erotismo é mais intenso,  
porque não se entrega,  
apenas se deixa adivinhar.  




  Cléia Fialho

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

IDIOMA SECRETO



Há um fogo que não fala,  
um ardor que se cala,  
mas que vibra no espaço  
entre respiração e pele.  

O silêncio é labareda,  
não precisa de voz,  
pois cada pausa é grito contido,  
cada sombra é convite ao delírio.  

É na ausência que o desejo cresce,  
na quietude que se expande,  
como brasas escondidas  
sob véus de calma aparente.  

E quando o silêncio arde,  
não há palavra que baste,  
apenas o corpo que entende  
o idioma secreto da chama.  




  Cléia Fialho

domingo, 1 de novembro de 2015

ENCONTRO SEXUAL



Lábios que tocam,
corpos que evocam
desejos invocados,
enquanto mãos deslizam,
buscando sensações visadas,
sentidos tencionados.

Toque que aquece,
beijo que enfeitiça,
anatomia que cresce
em ritmo desenfreado,
onde a pele pede,
a luxúria invade,
provocando espasmos
num entrelaçar proibido.

Fervura intensa domina,
explorando recônditos,
desenhando trajetórias
sobre o agora incandescente,
pois cada mínima marca
torna-se permanente,
transbordando existência
na rendição absoluta
deste encontro sexual.




  Cléia Fialho

sábado, 31 de outubro de 2015

sexta-feira, 30 de outubro de 2015