quinta-feira, 31 de dezembro de 2015
quarta-feira, 30 de dezembro de 2015
MAPA DE DESCOBERTAS
Quero o silêncio que prende, a mordaça que cala palavras e abre espaço para o grito interno.
Quero o peso das algemas, a certeza de que não há fuga, apenas entrega.
O chicote risca a pele, não como dor, mas como lembrança de que o prazer também pode ser vertigem.
O corpo é território, mapa de descobertas, onde cada gesto é uma fronteira que se dissolve no calor.
O desejo me consome, me arranca da razão, me lança no abismo onde não há medo, apenas chama.
E nessa chama lenta, o segredo se revela: o prazer é liberdade, mesmo quando nasce do limite.
segunda-feira, 28 de dezembro de 2015
FRAGMENTOS DE UM SEGREDO
As mãos mapeiam o relevo,
explorando cada curva
como quem lê um texto antigo,
em uma prosa que se faz no toque.
Lábios colidem com urgência,
e o que se diz entre eles
são fragmentos de um segredo
que só o corpo entende.
Os sentidos despertam
no limite da provocação,
confissões feitas de marcas
e fôlego suspenso.
Corpos, agora umidade e calor,
encontram o ritmo da entrega,
uma dança sem coreografia
onde se perdem os mapas.
O silêncio estilhaça-se em som,
gemidos que escapam como o avanço da maré
sobre uma costa que não quer resistência.
Não existe cronologia aqui,
apenas a pulsação do instante
e a pele,
que se torna o único idioma possível
para traduzir o que acontece entre nós.
domingo, 27 de dezembro de 2015
A ANATOMIA DO AGORA
A luz do quarto
desenha o teu contorno.
decoro cada detalhe
na ponta dos meus dedos.
Teu suspiro mapeia meu peito.
viemos de longe
apenas para colidir aqui,
nestes lençóis que guardam
o calor dos nossos corpos.
DRM
Teus olhos me despem.
não tenho pressa.
o mundo lá fora se desfaz
quando o teu ritmo
encontra o meu.
O que era apenas desejo
agora não tem nome.
toca-me sem receio,
somos parte de nós.
CF
Não preciso de palavras.
teu corpo é linguagem
que aprendo
em cada pulsação,
em cada contração da pele.
Deixa o tempo correr.
aqui, o universo encolheu
na medida do nosso abraço.
DRM
Teu peso sobre mim
é o único que aceito.
Não há certo ou errado
quando nossas mãos se entrelaçam.
O silêncio ganha voz.
somos a intersecção
de dois mundos
que decidiram parar...
— fica —
o agora é a única verdade.
sábado, 26 de dezembro de 2015
TUA PULSAÇÃO EM MEU VENTRE
Deslizo meu corpo ao teu, sentindo o ardor,
Em busca do relevo que me incendeia,
A chama da entrega logo me rodeia,
Num rito de luxúria e de vigor.
Cada movimento é traço de um pintor,
Que em telas de pele a cena delineia,
Tua pulsação em meu ventre se semeia,
Num ritmo de prazer, quase um favor.
Sinto o teu pulso, a fúria que me invade,
Neste encontro de peles e de espanto,
Onde o desejo perde a sua idade.
O tempo para, o ar vira quebranto,
Na entrega plena desta imensidade,
Onde a carne é prece, o gozo é canto.
sexta-feira, 25 de dezembro de 2015
MAPEANDO CADA CENTÍMETRO
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quinta-feira, 24 de dezembro de 2015
O CALOR QUE EMANA DE SI MESMA
O toque dela é o prenúncio:
dedos que mapeiam o bronze das trancas,
buscando o calor que emana de si mesma,
uma febre que antecede o encontro.
Ela se aproxima como quem
caça um desejo antigo,
o olhar aceso,
entregue ao ritmo que nos consome.
Ali, ela é pura vontade,
puro movimento.
É um jogo de sentidos onde ela dita a cena:
a boca que me celebra,
a curva que se insinua,
a dança do corpo que não conhece o pudor.
Gemidos que viram mantra,
o roteiro sagrado de um prazer
que se faz urgente,
tão livre quanto
o contorno de suas formas.
quarta-feira, 23 de dezembro de 2015
TEU CORPO OBEDECE AO MEU QUERER
O ritmo do meu peito dita a nossa cadência,
uma batida que ecoa em cada entrega.
Repouso sobre ti,
desprovida de qualquer véu,
num balanço que imita o tempo,
ida e vinda,
o pêndulo da nossa urgência.
Um movimento de calma,
um compasso que desdobra o desejo.
Sorrio ao recordar o primeiro encontro,
o instante em que tudo começou a ganhar forma.
Minha boca traça mapas no teu rosto,
mordendo pedaços do que é só teu,
enquanto o ar escapa,
revelando o pulsar acelerado
que agora não me pertence mais,
pois é compartilhado.
Tua voz se eleva,
mas teu corpo obedece ao meu querer;
suas mãos,
presas na vontade que eu ditei.
Quando o ápice se aproxima,
o encaixe se faz inteiro:
o toque da pele,
a firmeza da entrega,
a sensibilidade que se traduz em calor.
Toco a mim mesma e te busco,
enquanto o meu nome em teus lábios é faísca.
Sinta o perfume,
a corrente elétrica que me percorre,
a viscosidade que sela a união dos nossos corpos.
Já não há margem para contenção,
o pêndulo quebrou a inércia,
e agora, entregue,
eu me perco em ti.
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