TOCA DA LEOA

Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

FOGO ARDENTE


Mãos deslizam, feito chama,
sobre a pele que reclama.
Cada toque é precipício,
entre o pudor e o feitiço.

Teu suspiro me incendeia,
feito brisa que devaneia.
Minha boca traça a estrada
onde tua alma é desnudada.

Beijos lentos, quase prece,
e o calor que não esmorece.
Somos desejo em espiral,
dança febril, quase animal.

Teus seios, colinas do cio,
minha língua feito rio,
lava o gosto do prazer
que insiste em florescer.

Gemem juntos nossos corpos,
rítmicos, soltos, absortos.
Na ciranda da volúpia,
o amor morde e se cultua.

E se a noite não termina,
é porque o prazer domina.
Voa alto essa promessa
na pele onde o amor começa.





  Cléia Fialho

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

MINH'ALMA SE DERRAMA



Cada palavra é uma nota
em um eterno poema
Um eco das lutas, dos sonhos
das alegrias sem fim
Versos d'alma, minha voz
minha sentença suprema
Cantando as profundezas
do que sou, do que vim.
 
Assim, na página branca
minh'alma se derrama
Versos eternos, como rios
fluindo sem cessar
Na poesia
minha essência se declama
Versos d'alma,
eternamente a brilhar.




  Cléia Fialho

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

PALAVRAS AO VENTO



Hoje as palavras estão cansadas,
silenciam, cansam de gritar,
se aquietam, na espera serena,
de um mundo que queira escutar.

A surdez tomou conta do ar,
um manto pesado que aprisiona,
as vozes que pedem para soar,
ninguém as ouve, ninguém as entona.

Maltratadas, esquecidas, jogadas,
as palavras se recolhem no vento,
na esperança de um novo alento,
quando o mundo voltar a escutá-las.

Quem sabe, no silêncio do ser,
as palavras, com força e ternura,
voltem com força, com bravura,
para cantar, gritar, a se erguer.




  Cléia Fialho

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

JARDIM DA VIDA




No
No jardim da vida, a esperança floresce
Desabrocha
Desabrocha em cores, fragrância divina
Inspira
Inspira sorrisos e fortalece
Um
Um abraço de luz que nos ilumina.

Em
Em tempos sombrios, ela é nossa guia
Chama
Chama ardente que nunca se apaga
Renova
Renova a fé, acalent'alma vazia
Nos
Nos dá forças para seguir sem mágoa.




  Cléia Fialho

O Experimental Poeko é uma criação
Da Poeta 
Christiano Nunes

domingo, 28 de agosto de 2016

DO APERITIVO À SOBREMESA



Como um aperitivo de entrada
 de maneira louca e safada
 me ofereço à você...

 Como um manjar apetitoso
 de modo quente e gostoso
 me dou pra você provar...

 Como uma sobremesa
 suculenta sobre à mesa
 me dou pra você lamber...

 Vem me degustar
 vem me comer
 vem se fartar
 e morrer de prazer!




  Cléia Fialho

Linda interação do Amigo Poeta DUlCE

Oferecida à mesa,
servida aos prazeres
desejados pela vontade de quem a domina,
reclinada e preparada
para receber cada golpe
até desabar, exausta mas sorridente.

 GRATIDÃO

sábado, 27 de agosto de 2016

ALÉM DA CARNE



Não é preciso palavras a forçar,
Pois o corpo fala no silêncio do olhar,
E no toque sutil da mente,
Ela se revela, entrega, completamente.

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

POEMA EM CHAMAS



Deslizo...
como se cada sílaba fosse pele,
como se cada linha fosse tua.
Minha voz?

Um sussurro que arrepia a noite,
um fio quente roçando tua nuca.

Palavras se enroscam —
não há métrica que contenha
esse querer que pulsa entre as entrelinhas.
Minhas metáforas te despem
lentas, provocantes, famintas.

A caneta me invade os dedos,
e o papel — ah, o papel —
geme sob o peso do que escrevo.
Sou tua antes mesmo do verbo,
sou carne viva na tinta.

Cada verso te lambe.
Cada pausa é um fôlego no escuro.
As rimas?
Arranhões.
Os enjambements?
Teu nome partido no meio da minha boca.

E quando termina,
não há ponto final —
só o gosto doce e cru
do poema que goza
em mim.





  Cléia Fialho

Linda interação do Amigo Poeta DUlCE 

Cada palavra clama,
cada verso se derrama
molhando a pele
que vibra ao sentir.
Como se minhas mãos
atassem as tuas
até estremecer-te
de doce prazer.

 GRATIDÃO

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

PELE COM PELE



Nos passos que traças,
me deslizo sem pressa,
como brisa quente que contorna tua pele
e se demora no desejo.

Se teus olhos me buscam,
me deixo guiar,
há lume neles —
fagulhas que acendem
a calma ardente do meu corpo.

No som da tua presença,
meu silêncio estremece,
é canto que vibra por dentro,
é vontade que se desnuda.

Sou verso que floresce no toque,
sou flor que se abre em tua mão.
Te seguir é entrega,
voo suave onde o prazer repousa,
é dança sem medo,
pele com pele,
alma que encontra
o lugar onde o amor arde...
e se acalma.





  Cléia Fialho