TOCA DA LEOA

Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia

quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

CORPO A VOEJAR




Meus ensejos são como ondas do mar
Revoltas vêm e vão sem cessar
Desejos são como a brisa a soprar
Levando o meu corpo a voejar
Sinto a brisa fresca em meu rosto.

Minha pele o sol aquece preposto
O som maresia remota traz
Em meu nu, sensações de paz
Sem rumo ao velejo das correntes
Inunda-me emoções calicadentes.




  Cléia Fialho

O Experimental Almognose é uma criação
Da Poetisa ANA LUCIA S PAIVA

terça-feira, 21 de janeiro de 2020

TEU SUMO SABOR



Eu vou amar-te com sede
Com um desejo inebriante
E com esse latejo ardente
Que consome a cada instante.
 
Vou beijar-te com paixão
E degustar teu sumo sabor
Enquanto o nosso tesão
Cresce em um vesano calor.
 
Vou tocar-te com ferocidade
E explorar cada pedacinho de ti
Porquanto a nossa intimidade
Faz perder noção do tempo aqui.
 
Vou entregar-me ao teu domínio
E deixar-me levar pelo teu prazer
Enquanto esse insano fascínio
Nos faz suplantar e transcender.
 
Vou sorver-te com intensidade
E fazer nosso deleite uma festa
Regozijando da nossa intimidade
 
Então vou tragar-te com vigor
Saciar minha fome em teus poros
E a cada regalo do nosso amor
Desfrutarei teus manás sonoros.




  Cléia Fialho

segunda-feira, 20 de janeiro de 2020

A LUXÚRIA SE REVELA



Entre lençolas úmidas 
a luxúria se revela
Corpos, durâmem 
entoam fugaz melodia

Sobre a gleba molhada
o gozo se atrela
O tesão e o desejo 
em perfeita sintonia.

Entre suspiros que queimam
a noite se entrega inteira
e o tempo perde o compasso
na pele que se incendeia.

Teu nome se desfaz
em ondas sobre meu corpo
e cada toque é promessa
de um prazer quase morto-vivo.

Na curva desse instante
não há começo nem fim
somos mar e tempestade
em colisão dentro de mim.





  Cléia Fialho

domingo, 19 de janeiro de 2020

VERSOS FUGAZES



Ah, as poesias transbodadas de desejos
Ardem como brasas, inflamadas e vorazes
E em dias tão estereis, flama de sobejos
Vem inspiração para compor versos fugazes.
 
São epístolas ousadas, que revelam a loucura
Que vislumbram os mistérios do amor
Que desnudam minh'alma sempre a procura
Das paixões que me consomem com ardor.
 
Doce é a sensação de estar apaixonada
Sentir o coração bater mais forte no peito
Viver cada instante de forma aprisionada
Entregue à triviais volúpias sem preceitos.
 
Poesias continuam incendiar a minha mente
Devaneios me levam aonde jamais cheguei
Estrofes abrasam como chamas ardentes
Despojando minh'alma o vicejo que divaguei.




  Cléia Fialho

sábado, 18 de janeiro de 2020

TINTAS AQUARELAS



No espelho 
que reflete o tempo distorcido
Gatos e peixes trocam suas peles
Estrelas se transformam 
em peças de jogo perdido
E o céu fica translúcido
em tintas aquarelas.

Os relógios desaprendem as horas
e escorrem pelos cantos da noite,
as palavras flutuam sem dono,
bordando silêncios no ar.

A lua bebe o brilho das sombras
e devolve sonhos em migalhas,
passos caminham sem chão,
memórias respiram em espirais.

Tudo é metáfora em vertigem,
nada permanece inteiro ou exato:
no espelho que reflete o tempo distorcido,
somos também aquarela —
mancha viva,
instante em constante refração.




  Cléia Fialho

sexta-feira, 17 de janeiro de 2020

DEVANEIOS VADIOS




Até parece maior que o oceano
 Essa distância que há entre nós
 Nosso elo de prazer tão profano

 

quinta-feira, 16 de janeiro de 2020

CHAMAS DO DESEJO




Ardente é a dança do amor euforia
Chamas do desejo em nós se entrelaçam
Envolvendo-nos em pura fantasia.

Meu fogo acende, e as almas se abraçam
Entrelaçados, no calor da poesia
Unimos corpos, mentes que se enlaçam.




  Cléia Fialho

terça-feira, 14 de janeiro de 2020