TOCA DA LEOA

Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020

SUA DOMME



Meu desejo em sua vida é uma filosofia
 Meu querer para você sempre é primordial
 A proprietária venerada com idolatria
 Sua "domme" eu sou, todo o seu essencial.

 É um jogo de obediência e prazer
 Onde as regras jamais são quebradas
 Submisso, dócil servo do meu querer
 Em seu dever cumprido me sinto amada.

 Minha marca é a luxúria e a delícia
 Ordeno e cobro com salaz perícia
 Atitudes que me deixam muito contente.

 As vezes também gosto agradar
 E como uma forma de recompensar
 Lhe darei de beber em minha vertente.




  Cléia Fialho

terça-feira, 18 de fevereiro de 2020

UIVO



Eu uivo à lua
Ligação primitiva
Alma cognitiva.

Carrego nos olhos
o brilho antigo das fogueiras,
memórias que não vivi
mas reconheço
na pulsação da noite.

Há um animal sagrado
correndo dentro do peito,
farejando silêncios,
despindo medos,
rasgando o escuro
com dentes de desejo e liberdade.

Sou feita de instinto
e pensamento,
de carne febril
e sonhos profundos.

Enquanto a cidade dorme
e os relógios se rendem ao tempo,
minha essência desperta
selvagem e lúcida,
como quem conversa
com os mistérios do universo.

Então uivo outra vez,
não por tristeza,
mas para lembrar às estrelas
que ainda existo inteira,
metade mulher,
metade noite infinita.





  Cléia Fialho

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020

UM HINO À BELEZA E À BRAVURA




Nas vastas campinas do pampa gaúcha
Onde a tradição se entrelaça com a história
Ergue-se um hino à beleza e à bravura
A ode à força que se faz notória.

Viva a mulher gaúcha, altiva e guerreira
Guardiã das tradições, amor e da cultura
Com sua beleza singela e faceira
A força feminina é eterna, é estatura.

Que ecoe o grito das prendas e fortaleça
A poesia regional, em canto e em prosa
A bela força feminina, que sempre mereça
Nosso respeito, nossa admiração, nossa rosa.




  Cléia Fialho

domingo, 16 de fevereiro de 2020

SEM POSTURA



No rufar dos corações
desejos em ebulições
sem postura ou censura.

A noite derrama silêncios
sobre a pele inquieta do tempo,
e os olhos se procuram
como quem encontra abrigo
em meio ao incêndio da alma.

Há febre nos gestos,
há vento nas palavras ditas baixinho,
um querer que dança solto
entre suspiros e arrepios,
feito chama beijando a madrugada.

E nesse instante sem medidas,
onde tudo pulsa mais forte,
somos tempestade e calmaria,
dois corpos de sonho e vertigem
na mais livre das ternuras.





  Cléia Fialho

sábado, 15 de fevereiro de 2020

UM ÊXTASE VIBRANTE



Olhares cúmplices
cheios de desejos
Estuga o coração
a respiração arfante

Fogo que consome
sem receio ou medo
Corpos nús unidos
um êxtase vibrante.

Na dança ardente
dos sonhos e anseios
Teu toque desperta
meus mais doces devaneios

Lábios que buscam
o sabor da tentação
Enquanto o desejo
incendeia o coração.

Entre murmúrios
e promessas sussurradas
As almas se encontram
docemente entrelaçadas.

E a noite silente
guarda em seu luar
A chama intensa
desse nosso amar.





  Cléia Fialho

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020

TESÃO SEM FIM



Na penumbra, corpos
se entrelaçam com fervor
tesão sem fim, sem pudor.

Entre suspiros e chama
a noite inteira nos chama
em delírios de calor.

Teu toque acende a vontade
meu desejo vira abrigo
no compasso da saudade.

E ao romper da madrugada
fica em minha pele nua
tua presença gravada.





  Cléia Fialho

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020

DESEJOS ARDENTES



Desejos ardentes e calor
o amor floresce com
todo o seu esplendor.

Nos teus olhos me perco,
feito estrela sobre o mar,
e em teus braços encontro
um eterno lugar.

Teu sorriso acende a noite,
feito chama a me envolver,
e no silêncio dos sonhos
só desejo te querer.

Cada toque é poesia,
cada beijo, um luar,
duas almas incendiadas
aprendendo a se amar.





  Cléia Fialho

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020