TOCA DA LEOA

Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia

quinta-feira, 18 de junho de 2020

TESÃO A DESPERTAR



No leito,  
a luz da lua a brilhar  
Lábios tocam  
ardentes a se encontrar  
Dança de desejos  
a se friccionar  
Nossos corpos nus  
tesão a despertar.

Tuas mãos sobem  
pelas minhas coxas quentes  
Dedos ávidos  
abrem caminho entre as fendas  
Molhada, latejante  
eu gemo teu nome  
Enquanto tua boca  
desce e me devora inteira

A língua selvagem  
chupa, lambe, penetra  
Eu arqueio a espinha  
e aperto tua cabeça contra mim  
Goza na minha boca  
antes de me foder fundo  
Sem piedade, sem freio  
só carne batendo em carne

Teu pau grosso  
entra de uma vez só  
Até o fundo, até doer gostoso  
Eu grito, me contorço, te mordo  
Me vira, me usa, me enche  
Até o gozo escorrer quente  
Pelas coxas, pelo lençol  
Misturado ao suor e à lua.




  Cléia Fialho

quarta-feira, 17 de junho de 2020

CONVITE SUSSURRANTE



Na aurora dançante,
a manhã desperta seu brilho
Tece raios de sedução
num ápice de paixão
Convite sussurrante,
eu rendo-me ao seu atilho.

E o vento, cúmplice antigo das madrugadas,
desenha caminhos invisíveis na minha pele,
como se o mundo inteiro respirasse contigo.

Há um chamamento que não se explica,
só se obedece,
um rumor quente entre o silêncio e o caos,
onde tudo em mim perde o nome
e ganha impulso.

E sigo — sem mapa, sem defesa —
nesse chamado que me arrasta inteiro,
como se a vida soubesse exatamente
onde termina o corpo
e começa o delírio.





  Cléia Fialho

terça-feira, 16 de junho de 2020

SERPENTEANDO



Minha xaninha tá 
querendo esta noite
A tua língua 
intrometida 
feito açoite

Atrevida com os meus 
lábios eu resvalo
Serpenteando 
e abocanhando 
o teu falo.

Teu gemido acende
o quarto em brasas
E minhas unhas
deslizam lentas
pela tua pele

Teu corpo invade
meu ventre aflito
Num vai e volta
febril, molhado,
ardente e belo

Mordo teu desejo
com fome insana
Enquanto o beijo
se perde quente
na madrugada

E entre carícias
suspiros fundos
nossos delírios
se entrelaçando
sem mais censura.





  Cléia Fialho

segunda-feira, 15 de junho de 2020

SEU DIAMANTE



Ah... seu diamante
 A minha língua douta e cursiva
 Torna-o mais brilhante

 Molhado por minha saliva...
 Ah... seu diamante
 Pulsando em minha garganta

 Em um vai e vem assonante
 Fragmenta-se em ledice tanta...




  Cléia Fialho

domingo, 14 de junho de 2020

DESEJO VIVER ASSIM




Bom é acordar ao seu lado
ter você é um sonho realizado
quando você os olhos abre

meu coração já sabe
o que seu doce olhar diz
completa certeza de que sou feliz

E se você me dá um sorriso
sinto que nada mais preciso
pois você é parte de mim

e eu só desejo viver assim
deste jeito amor perfeito
sem que haja um fim.




  Cléia Fialho

sábado, 13 de junho de 2020

DEVORAR TUAS PROEZAS



E a tua língua adentrando 
em minha bunda
Desvendando todas 
as minhas safadezas
Pensei em fazer-te 
uma garganta profunda
Bem gulosa e safada,
devorar tuas proezas.

E a tua presença em mim se desfaz em faíscas,
como vento que invade portas semiabertas,
despertando segredos que a pele sussurra em silêncio.

Te provo no limite do pensamento,
onde o desejo não precisa de nome,
só de vertigem.

E me perco nesse jogo sem medida,
entre a vontade e o instante,
entre o quase e o sempre,
onde teu toque — mesmo ausente — me atravessa inteira.





  Cléia Fialho

sexta-feira, 12 de junho de 2020

TEU CORPO UM LIVRO ABERTO



Não sei que idioma teceu nosso encontro,
se a minha voz desaguou na tua, ou vice-versa,
mas as nossas línguas se falaram num silêncio
cheio de sussurros que só os corpos entendem.

E os corpos, ah, os corpos, mapas antigos,
revelaram segredos em cada curva, em cada linha,
uma geografia de prazer e descoberta,
onde me perdi sem medo de me encontrar.

Dias se foram, noites se desdobraram,
e eu, errante em teus vales, em tuas montanhas,
cada centímetro de tua pele, um novo continente,
explorado com a fome de quem bebe a própria vida.

A terra sob nossos pés se tornou um vulcão adormecido,
esperando o toque que faria a lava subir,
uma promessa de fogo que ardia nos olhos,
no pulsar acelerado, no ar que se tornava denso.

E eu sabia, te disse, com a certeza crua
de quem reconhece o trovão antes da tempestade,
que ali, em teu abraço, em teu beijo,
o mundo se desfazia e renascia a cada instante.

Perder-me foi o ganho, a entrega total,
navegar em tuas marés, em tua força bruta,
um naufrágio doce, um mergulho sem fundo,
onde cada respiração era um eterno voltar a ti.

Teu corpo, um livro aberto em páginas ardentes,
onde li versos que a alma guardará para sempre,
uma erupção de sentidos, um grito silenciado,
que ecoa em mim, em um tremor contínuo.




  Cléia Fialho

quinta-feira, 11 de junho de 2020