TOCA DA LEOA

Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia

terça-feira, 14 de julho de 2020

SEM FIM



Minha libido anseia
Tesura queima em mim
Por ti sem fim.

No silêncio da noite,
Teu nome acende a chama,
Meu corpo te proclama
Em desejos e açoites.

Te imagino tão perto,
Respiração na minha pele,
Como um vinho que revele
O prazer mais encoberto.

E nesse fogo secreto,
Que em meu peito faz morada,
Sou brasa apaixonada
No teu querer inquieto.





  Cléia Fialho

domingo, 12 de julho de 2020

SINTONIA DE PRAZER


Sinfonia de prazer,
êxtase de sentimento,
ápice nesse momento
em que o silêncio floresce
na linguagem dos corpos
e no tremor dos olhos.

Teu toque desliza lento
como brisa morna de verão,
acendendo estrelas secretas
na imensidão da pele.

Há um incêndio doce
entre suspiros e promessas,
um desejo que dança
sem pressa de terminar.

E eu, inteira em emoção,
me perco na melodia
dos teus gestos,
como quem encontra abrigo
no instante exato
em que o amor e o desejo
se tornam um só poema.





  Cléia Fialho

sábado, 11 de julho de 2020

MANHÃ QUE ROMPE



Ainda o sol que surge, corpo em brasa,
Teu corpo quente onde o meu se aninha,
Perguntas vão se esvaem, sem ênfase,
Onde jaz o tempo que a alma adivinha.

Não busques os dias que se foram, perdidos,
Em gestos que a carne em fogo desfaz,
No emaranhado de corpos unidos,
Na entrega sem pudor que o instinto traz.

São pó agora, em leitos construídos,
Entre o tremor que a pele bem sente,
E o delírio que almas têm contido,

A voracidade que nos faz ardente.
E a essência que brota em nosso centro,
Em cada toque, em cada arrepio lento.




  Cléia Fialho

sexta-feira, 10 de julho de 2020

SOU A SOLUÇÃO



Se você tiver malícia
 Te darei minhas primícias.
Se quiser só tentação
 Te fartarei com meu tesão.

 Se pensar em fantasia
 A realizarei com alegria.
Se o seu caso for prazer
 Farei você gemer.

 Se estiver em devaneio
 Te domino sem rodeio.
Seja qual for o seu dilema
 Saiba que não haverá problema.

 Só há uma explicação
Pois eu sou a sua solução.




  Cléia Fialho

quinta-feira, 9 de julho de 2020

FOGOSA E SEDENTA



Beija-me o corpo inteiro
 comece por onde quiser
 só não pare de sorver
 o meu corpo de mulher...

 Sou fogosa e sedenta
 meu clitóris...
 fecunda seu nome
 qual felina que intenta

 Aplacar a sua fome
 minha vulva
 úmida pretenda
 sua haste que me come!




  Cléia Fialho

Linda interação do amigo poeta MJ 

Entre beijos e abraços,
 Sentiremos nossos corpos,
 E não vai haver um espaço,
 Onde agente não se toque.
 Nossas pernas se entrelaçam,
 Meu sexo toco no teu,
 E rapidamente se encaixam
 É seu engolindo ao meu,
 Em seguida vem o gozo,
 Que um ao outro ofereceu,
 E os corpos satisfeitos,
 Ambos agradecem a Deus.

 GRATIDÃO 

terça-feira, 7 de julho de 2020

INTENSO MOMENTO



É simplesmente fantástico  
viver com alguém tão especial  
a ponto de ser capaz de fazer  
de um mero instante  
um intenso momento  
valorosamente  
inesquecível e perpétuo.

Quando teus olhos me encontram,  
o tempo se curva e se rende.  
Tua mão desliza pela minha cintura  
como quem conhece cada segredo  
da minha pele.  

O teu beijo não pede licença:  
ele invade, demora,  
saboreia o meu suspiro  
e transforma o ar entre nós  
em algo quente, quase líquido.  

Deito-me em ti  
e o mundo desaparece.  
Só resta o ritmo do teu peito  
contra o meu,  
o calor das tuas coxas  
entrelaçadas nas minhas,  
e essa certeza doce e selvagem  
de que cada segundo contigo  
é eterno.  

É simplesmente fantástico  
viver assim…  
sentindo que o amor,  
quando é verdadeiro,  
não precisa de grandeza.  
Basta um instante.  
E ele já é infinito.




  Cléia Fialho

segunda-feira, 6 de julho de 2020

QUANDO A NOITE SE DESFAZ





Quando a aurora em ouro beija o fim da festa
E a cama guarda o rastro de nosso ardor,
Não indagues onde foi o tempo que resta,
Que se perdeu em nós, num doce fervor.

Estão guardados ali, em nosso abraço,
Nos murmúrios que rasgaram o véu da pele,
Nas mãos que traçaram cada novo traço,
No desejo que em nós ferozmente ardeu.

Os dias que escorreram, ausentes, distantes,
Hoje se fundem em pura comunhão,
Em corpos entrelaçados, palpitantes,
Em cada suspiro, em cada pulsação.

Não te perguntes pelas horas que voaram,
Nem pelas noites longas sem te encontrar,
Em cada toque que as almas desvelaram,
Em cada beijo que nos fez delirar.

Estão aqui, no leito que nos acolhe,
Na febre que nos une, no doce esgotar,
Na entrega que em nós tudo recolhe,
Na força bruta que nos fez amar.

Não me perguntes sobre o que foi vivido,
Sobre a saudade que cedeu ao prazer,
Em cada gemido que foi ouvido,
Em cada espasmo que nos fez renascer.

Os meses sumiram, dissolvidos na bruma,
Desfeitos agora entre os nossos corpos nus,
Na ânsia que consome, na doce espuma,
No suor que molha, nos nossos fluxos.

Não me perguntes onde se foram os dias,
Eles floresceram em nosso encontro, sim,
Em beijos que afogaram as agonias,
Em cada abraço, um infinito em mim.

Estão aqui, entre os nossos quadris,
No que se perdeu e no que se ganhou,
Na entrega febril, nos gemidos febris,
Na fome que extasiou e saciou.

Quando a manhã raiar, exaustos e plenos,
Não me perguntes por onde andaram os dias,
Estão em nós, em instantes serenos,
Entre o gozo e a calma, em mil fantasias.




  Cléia Fialho

domingo, 5 de julho de 2020