TOCA DA LEOA

Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia

domingo, 18 de julho de 2021

POESIA MALUCA



Na praia do céu, um espelho se quebra
Peixes de palha flutuam no ar
A lua gargalha, de dentro da névoa
E o gato faz versos que o tempo vai tocar.

As nuvens são feitas de açúcar e limonada
Ventos sussurram segredos de conchas mágicas
As estrelas cantam canções de lã tricotada
Rios de fogo fluem como enigmás rimadas.

Os relógios derretem como gelo em um forno
O tempo dança um tango de cores incertas
Jardim dos espelhos, um unicórnio é suborno
A refletir sonhos e realidades desertas.

A cidade é um labirinto de sombras distorcidas
Onde portas levam a lugares inatingíveis
A mente flutua em águas nunca antes vistas
Enquanto o surrealismo tece sonhos incríveis.

Num mundo onde o absurdo e o lúdico se faz
A poesia maluca dança em sua própria canção
Um espelho quebrado, a realidade se desfaz
E na imaginação, encontramos a nossa visão.




  Cléia Fialho

sexta-feira, 16 de julho de 2021

MEU JEITO INERENTE



Lanço mão no papel
Tal como quadro e pincel
Minhas lascivas escritas
 Minh'alma inquieta levita.

Retrata translúcido viver
Reflete intenso prazer
A cada estrofe dos versos
 Viço explícito imerso

Um toque sutil delicado
Poemas uns tão ousados
Rimas deveras fogosas
 Trovas demais buliçosas.

Enfim, o que fica marcado
Como no corpo tatuado
É mesmo o meu jeito inerente
 A luxúria sempre imanente.




  Cléia Fialho

quinta-feira, 15 de julho de 2021

NO ÁPICE DO DESEJO



Muito do que meu desejo quer
Está no brilho do seu olhar
Em cada trejeito qualquer 

É uma forma de me provocar
Seus lábios que pedem beijos
Sua pele macia que convida ao toque

São tentações indubitáveis de almejos
Tanto prazer, entorpeço, entrechoque
Seu corpo me chama, eu não nego

Que desperta em mim tanta paixão
E no ápice do desejo, eu me entrego
Sem pudor, vulgar, fugaz, sem restrição.
 
És a personificação do meu querer
Retino suado deleite do meu prazer
Teu cerne mais embriaguez vem trazer.




  Cléia Fialho

sábado, 10 de julho de 2021

VAI... VEM...



Vai... 
Me pega no teu colo
Me sinta tão leve e delicada
E me leva para o solo
Onde a paixão é a nossa morada.
 
Vem.... 
Me deita no chão
Explora cada centímetro do meu ser
Enquanto nos entregamos ao tesão
Deixamos a nossa libido florescer.
 
Vai... 
Me beija com volúpia e malícia
Sente o gosto do meu sabor
A nossa chama se intensifica
O nosso desejo revela o ardor.
 
Vem... 
Me abraça com força, enrosca
Me faz sentir o teu desejo
O nosso amor se desemboca
Nos leva a um mundo sem pejos.
 
Vai... 
Pois quando tu me decodifica
Traduz minha incógnita com euforia
A nossa loucura se desmistifica
E o amor se torna lírica poesia.




  Cléia Fialho

sexta-feira, 9 de julho de 2021

GOZOS SUCESSIVOS



Quando seus prazeres em mim vibram
 Os meus gozos tornam-se sucessivos
 Espasmos e orgasmos em mim gritam
 E o meu corpo ardente fica convulsivo.

 Nossas libidos latejantes se atritam
 Em luxúrias e devaneios tão lascivos

 Nesse coito nossos sexos se agitam
 E ao sentir-te muito voraz e intrusivo
Vou bebendo do seu gozo impulsivo
 Deleites e desejos em mim palpitam.




  Cléia Fialho

quarta-feira, 7 de julho de 2021

O AROMA DO PAMPA

 


Nas coxilhas, onde o olhar se perde, 
O vento assovia histórias da querência verde. 
Meu peito se enche de orgulho e paixão
Por esse solo gaúcho que é minha razão.  

No trote do cavalo, o campo me chama
O aroma do pampa é o que mais me inflama
Entre o mugir do gado e o chiar do laço
Sinto a terra pulsar, meu eterno abraço.  

No poncho estendido, carrego o passado
Nos mates trocados, o amor é honrado
A guitarra ponteia canções tão serenas
E a alma gaúcha canta suas cenas.  

Os rios que cortam este chão abençoado
São como veias de um coração sagrado
O sol que despede no céu alaranjado
É testemunha do amor por este rincão amado.  

Oh, terra querida, de tradições infinitas
Teus campos são versos, tuas cores benditas
No minuano que sopra, firme e altaneiro
Ouço teu chamado, meu chão verdadeiro.  

Na dança das festas e nos risos tão francos
Celebramos a vida em compassos tão brancos
Solo gaúcho, meu eterno companheiro
És meu orgulho, meu sonho, meu celeiro.  

E ao cair da noite, sob o céu estrelado
Declaro meu amor, forte e apaixonado
Pois no coração de quem ama este lugar
O solo gaúcho é onde sempre vou ficar.  




  Cléia Fialho

segunda-feira, 5 de julho de 2021

O QUE VAI SER?



E se eu vier a dizer...
que gosto de ti...
o que tu vai fazer?

E se por acaso eu contar...
que te amo... 
o que tu vai pensar?

E se eu confessar...
que te quero...
que por ti espero...
desde sempre.

Que tão fremente...
há um turbilhão de sentimentos

Uma intensa paixão...
desde o momento...
em que te conheci.

Sinto e sempre senti...
loucuras por ti...
mas jamais admiti

Por simples medo...
de te perder ...
e agora me excedo

E te pergunto: o que vai ser?





  Cléia Fialho

quarta-feira, 30 de junho de 2021

ALMAS CADENTES



A constelação conspira a nosso favor
Ela confabula em nome do amor
Imagine o mundo onde as estrelas se alinham.

E as danças cósmicas hipnotizantes continham
As cores e matizes vibrantes do universo
Girando somente ao redor e emersos.

Despertam nossa imaginação ardente

Alimentando nossas almas cadentes.




  Cléia Fialho