TOCA DA LEOA

Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia

domingo, 21 de novembro de 2021

MEU TESÃO BANDIDO



Meu tesão bandido, tão forte e imenso
Queima em meu peito como fogo denso
E me deixa louca com libido intenso...
 
Meu corpo uma diversão, um labirinto
Contornos, desvios, licor absinto
E desregrados prazeres famintos...
 
As curvas podem levar ao delírio
Sua língua em meu clítoris, o declínio
Possuindo-me com forte predomínio...
 
Recreio, recheio ao meio de prazer
Meu tesão bandido, manancial de lazer
Playground, solta na pista para foder!




  Cléia Fialho

sábado, 20 de novembro de 2021

SOMOS TODOS IGUAIS

Igualdade - Solidariedade - Respeito



Em versos que entoam a verdade pura
No tablado do mundo, a vida é palco
Clamamos por justiça, sem amargura
Aonde o racismo não seja tal calco.
 
Somos todos iguais nesta jornada
Na pele que vestimos, cor é traço
A alma que nos guia, estrada
O mesmo sol nos abraça no regaço.
 
Que se dissolva a sombra do preconceito
Que o coração humano acorde do tormento
Ás injustiças  da vida, o negro está sujeito.
 
No palimpsesto da história, novo intento
Que o amor prevaleça, sempre perfeito
Racismo, que seja passado, não sustento.




  Cléia Fialho

 Você sabe a diferença?
Racismo: Conduta discriminatória dirigida a determinado grupo.
Considerado mais grave pelo legislador, é imprescritível e inafiançável.
Injúria racial: Consiste em ofender a honra de alguém
com a utilização de elementos referentes à raça, cor, etnia, religião ou origem.


💗 Ouça 💗

Olhos Coloridos
Sandra Sá


sexta-feira, 19 de novembro de 2021

LABAREDA INFINITA



O fogo não conhece fronteiras,
ele se espalha pela pele como rio de brasas,
devora cada suspiro,
transforma o corpo em labareda sem fim.

Cada toque é faísca,
cada beijo, explosão,
e no incêndio da luxúria,
não há noite que baste,
não há carne que suporte.

Labareda infinita é vertigem,
é febre que não se apaga,
é o grito que se multiplica,
selvagem, cru, arrebatador.




  Cléia Fialho

quinta-feira, 18 de novembro de 2021

EM SONHOS DE ASAS



Em sonhos de 
asas cintilantes
Dançam os peixes 
no céu noturno
Relógios derretem 
em rios incessantes
E o pensamento vagueia
vago e saturno.

Entre constelações líquidas e ilusões errantes,
A lua boia em silêncios de prata e cetim,
As estrelas piscam segredos delirantes,
Enquanto o tempo se desfaz dentro de mim.

As horas escorrem sem forma ou contorno,
Feitas de ecos, vertigens e luz difusa,
E o sonho, suave e quase morno,
Me envolve na névoa que tudo usa.

Assim, sigo leve, sem chão nem certeza,
Nessa vigília onde o real é bruma e véu,
Pois sonhar é tocar, com etérea leveza,
O infinito invertido que habita o céu.




  Cléia Fialho

terça-feira, 16 de novembro de 2021

DELÍRIO ABISSAL



O delírio é abismo profundo,
um mergulho sem retorno,
onde o prazer se torna vertigem
e o corpo, oferenda ao infinito.

Cada gesto é queda,
cada gemido, naufrágio,
e no fundo do abismo,
há apenas o gozo que nos consome.

Delírio abissal é febre sem cura,
é loucura que nos arrasta,
é a carne entregue ao caos,
onde não há razão,
apenas eternidade em combustão.




  Cléia Fialho

segunda-feira, 15 de novembro de 2021

NO ÁPICE DO PRAZER



No ápice do prazer,
O mundo para de girar,
E tudo o que existe é o nosso ser,
Entrelaçado em um intenso amar.
 
Os corpos se movem em sincronia,
Em uma dança de paixão e entrega,
E os gemidos de pura euforia,
Ecoam na noite sem nenhuma nega.
 
O suor escorre pela pele,
E as mãos se agarram em desejo,
Enquanto nos olhos o brilho tão singelo,
De quem se entrega por inteiro ao beijo.
 
E o tempo parece não existir,
Nesse momento tão sublime,
Onde o amor e a paixão se fundem sem resistir,
E nos levam ao mais intenso clímax do crime.
 
No ápice desse prazer,
O universo se curva para a nossa paixão,
E nada é mais importante que nosso querer,
Que nos une em uma só emoção.




  Cléia Fialho

sábado, 13 de novembro de 2021

ÊXTASE PRIMORDIAL



O êxtase é origem e fim,
um grito que antecede o mundo,
uma explosão que cria universos
na vertigem da carne.

Somos cosmos em febre,
somos astros em combustão,
somos eternidade que se abre
em cada toque, em cada beijo.

Êxtase primordial é renascimento,
é vertigem que devora a razão,
é prazer que se torna divindade,
selvagem, visceral, arrebatador.




  Cléia Fialho

quarta-feira, 10 de novembro de 2021

JOGO DE SEDUÇÃO



Jogo de sedução
sobreguisa fervente,
Corpos se acanastram
num fervor
E a lascívia conflagr
um ar caliente
Num cenário sensual
de aluado ardor.

Entre lençóis
de febril poesia,
os corpos dançam sem pudor,
na cadência lenta
da fantasia,
tecendo suspiros de amor.

E a noite derrama
seu véu prateado
sobre a chama da sedução,
enquanto o desejo,
livre e embriagado,
faz do toque uma oração.

No brilho morno
desse encanto ardente,
cada beijo acende um luar,
e a paixão se espalha,
intensa e crescente,
feito mar querendo transbordar.





  Cléia Fialho