TOCA DA LEOA

Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia

terça-feira, 19 de julho de 2022

POEMA ESCRITO EM BRASA



Cada impulso teu desperta um clarão,
um idioma secreto tatuado na minha pele.
Meu corpo responde em cadência indomável,
verso vivo, que pulsa sem desenfreado.

Minhas curvas convocam tempestades,
ritmam o delírio que nos devora.
embriagadas pela chama do desejo.
No calor da tua voz entrecortada,
o silêncio também aprende a arder.

Somos dois horizontes sem fronteiras,
dois abismos sem margens,
fundindo respiração, calor e vertigem,
até que o tempo se dissolve,
na intensidade que nos atravessa.

Quando o arrepio alcança o auge,
E o êxtase enfim nos atravessa,
permanece em mim a lembrança do teu calor,
uma assinatura invisível, profunda,
guardada onde nem a chuva consegue chegar,
gravada onde nenhuma água alcança.

E repouso entre lençóis desalinhados,
renascida daquilo que incendiou meus sentidos.
permaneço deitada na cama revolta,
Sou poema moldado pelas brasas,
nascida das chamas,
palavra viva que se recusa a apagar,
e escolheu permanecer acesa.




  Cléia Fialho

segunda-feira, 18 de julho de 2022

POESIA É VIDA




   P- Poesia é a arte de expressar o que sinto
   O- Onde palavras dançam no coração consinto
   E- Em cada verso, um mundo se revela
   S- Sentimentos profundos, a alma se desvela
   I- Imagens e sonhos em perfeita harmonia
   A- Amor e tristeza, toda a melancolia

   É- É a poesia que dá vida ao pensamento

   V- Vibrando em cada linha, todo sentimento
   I- Inspirando emoções, um verdadeiro encanto
   D- Divina e eterna, no coração eu planto
   A- A poesia é a vida, uma ode de acalanto.




  Cléia Fialho

domingo, 17 de julho de 2022

O LIMITE DA VERTIGEM



O perfume da tua pele sela o ar do quarto,
um calor denso que derrete qualquer distância.
A minha boca decifra cada curva do teu pescoço,
onde o teu pulso acelera e dita o meu ritmo.

Nossos corpos são imãs famintos de atrito,
uma arquitetura de braços, calor e respirações.
O teu toque desliza como brasa viva sobre a pele,
despertando um arrepio profundo que desmancha a espinha.

Não há espaço entre nós para o pensamento;
só existe a textura da ânsia, o peso do desejo,
o som abafado dos suspiros presos na garganta
enquanto nos devoramos com a urgência do escuro.

E a cada segundo que o tempo se comprime,
somos apenas este suor compartilhado,
esta febre que nos funde num só relevo febril,
ardendo juntos até o último limite da vertigem.




  Cléia Fialho

sábado, 16 de julho de 2022

ANJO QUE ESQUENTA MEU INVERNO



Meu doce anjo da noite,
não me solta, me prende,
teu nome é corrente quente
que carrego na pele.

Caminho sem chão,
te procurando em cada sombra,
a imaginação me lambe os dedos
e desenha teu corpo no ar.

Maldita sina que me deixa só,
com a boca cheia do teu cheiro,
sonho contigo de olhos abertos,
minhas mãos te inventam inteiro.

O sangue em mim não corre, galopa,
vendaval preso nas veias,
derrubando castelos que fiz sem ti,
só pra te construir de novo em minha cama.

Tira de mim esta tormenta fria,
esta solidão que me morde os ossos,
vem como primavera de pernas abertas,
com tuas asas de anjo me cobrindo.

Fica no meu abraço sem fim,
esquenta este corpo que o inverno atormentou,
que eu quero me perder no teu calor
até o amanhecer esquecer meu nome.




  Cléia Fialho

sexta-feira, 15 de julho de 2022

LEGADO ETERNO




Nas páginas da história, poetas brilhantes
Deixaram suas rimas, memórias vibrantes
Suas palavras eternas, ecoam no ar
Inesquecíveis, que jamais irão passar.
 
Versos eternos voejam no tempo
Poetas inolvidáveis, um legado sedento
Em cada palavras, melodias par'alma
Deixaram suspiros, em rimas que acalma.
 
Poetas eternos, cada versejar ressoa
Em versos imortais, a saudade se entoa
Suas obras, tesouros da humanidade
Lembranças vivas, eternas saudades.
 
Nas folhas do tempo, tais poetas gigantes
Suas letras imprimem saudações cintilantes
Deixaram recordações, em seu legado eterno
Em versos imortais, cada talento é eviterno.




  Cléia Fialho

quinta-feira, 14 de julho de 2022

CHAMA INDOMADA



A pele incendeia, o toque é febril,  
Um enredo selvagem, que nos abraça,  
Na dança dos corpos, um prazer juvenil,  
O tempo esconde-se, a paixão se enlaça.  

Arde em mim, chama indomada,  
Os suspiros ecoam, a entrega é total,  
Entrelaçados em fogo, alma enamorada,  
Somos um só, num desejo visceral.  

Conservo-te dentro, versos colhendo em segredo,  
Tranco as pernas, tua presença a conter,  
Gravo-te em meu ventre, poemas em enredo,  
Sinto-te em mim, a dividir sem deter.  

Chega mais, meu desejo, deita ao meu lado,  
A noite se estende, o corpo é efêmero,  
Sorve meus lábios, ama-me sem fado,  
Tenho fome — e a lua, um murmúrio etéreo.  

O ritmo aumenta, os sentidos se perdem,  
O desejo cresce, num redemoinho voraz,  
No êxtase partilhado, os limites se cedem,  
E na pele, o suor, como chuva que traz.  

Num último suspiro, a calma se instala,  
Corpos em repouso, a sintonia é real,  
O amor que ardeu, agora se embala,  
Num silêncio doce, um laço imortal.  




  Cléia Fialho

quarta-feira, 13 de julho de 2022

ERETISMO



  E- Exaltação violenta de uma paixão
  R- Roteiro de um amor em efusão
  E- Emoção que beira à loucura
  T- Tara e obsessão, causam fissura
  I- Isto e mais um pouco é eretismo
  S- Sensualidade misto de erotismo
  M- Mas não tenho medo de tudo isso
  O- O que não tolero é afeto remisso.




  Cléia Fialho

terça-feira, 12 de julho de 2022

JARDIM DAS ROSAS NEGRAS



Em castelos de noite eterna
Onde o luar brilha e governa
Teu olhar, abismo profundo
Atrai-me, é força do mundo.

O teu toque, raio de lua
Em minh'alma é luz que atua
Teu beijo, um feitiço encantado
Faz meu ser ficar descontrolado.

No jardim das rosas negras
A noite é nossa, sem regras
Teu amor, sombrio não nego
E minh’alma a ti eu entrego.

Teu amor, enigma profundo
Que seduz a cada segundo
Mas não posso me negar
Ao teu chamado de amar.




  Cléia Fialho