TOCA DA LEOA

Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia

sábado, 30 de julho de 2022

INFERNO DO PRAZER



O prazer é fogo sem clemência,
um inferno que arde na pele,
devorando cada suspiro,
consumindo cada limite.

As chamas se erguem em gemidos,
labaredas dançam entre os corpos,
e não há salvação,
apenas a vertigem da entrega.

No inferno do prazer,
somos condenados ao êxtase,
somos mártires da luxúria,
somos oferenda ao fogo eterno.

E quando o último suspiro vier,
não será fim, mas renascimento,
pois no ardor da perdição,
há eternidade em cada chama.




  Cléia Fialho

sexta-feira, 29 de julho de 2022

O MISTÉRIO DO COSMOS




No silêncio da noite, a lua brilha amena
As estrelas cintilam em dança etérea, plena
O universo revela sua beleza, serena

O mistério do cosmos encanta e acalma
A brisa suave acaricia os sonhos e a alma
A paz da noite envolve e espalma

O manto escuro, com tranquilidade

E cada estrela é um poema de eterna bondade.




  Cléia Fialho

quinta-feira, 28 de julho de 2022

PAIXÃO SEM MEDIDA



Quero e como eu quero
 O seu toque em minha pele
 Onde cada poro meu sobeja e expele.

 Em suor toda a gostosura sentida
 Dessa mélea paixão que sem medida
 Se evidência na ternura do seu sorriso
 A completude desse amor que eu divinizo.




  Cléia Fialho

quarta-feira, 27 de julho de 2022

SOMBRAS E SUSPIROS



Gemidos rápidos
Sombras e suspiros
Desejos incontidos.

Na penumbra da noite,
corpos buscam calor,
entre toques suaves
e murmúrios de amor.

A lua espia calma
pela janela entreaberta,
enquanto a paixão dança
em chama doce e desperta.

E o tempo silencia
diante da emoção,
quando dois corações
se encontram na imensidão.





  Cléia Fialho

terça-feira, 26 de julho de 2022

CHUVA DE DELÍRIOS



A noite se abre em dilúvio,
chuva de delírios escorrendo pela pele,
cada gota é vertigem,
cada respingo, um grito contido.

Os corpos se tornam nuvens pesadas,
despejando segredos em torrentes,
e o prazer cai como relâmpago,
rasgando o silêncio em clarões.

Não há abrigo, não há refúgio,
apenas a entrega ao dilúvio,
onde o desejo é rio sem margens
e o gozo, enchente que nos arrasta.

Na chuva de delírios,
somos tempestade em carne viva,
somos vertigem que não se contém,
somos eternidade em combustão.




  Cléia Fialho

segunda-feira, 25 de julho de 2022

ETERNIDADE A ALÇAR




Nas folhas do tempo,
Os poetas entornaram,
Suas palavras e almas,
Ao vento esvoaçaram.

No palco das estrelas,
Seus versos ecoaram,
Eram sábios do sentir,
D'alma e do amor.

Cantaram a vida,
Até a dor,
Com muito fervor,
Suas belas letras como rios.

Fluíram sem cessar,
No oceano da poesia,
A eternidade a alçar,
Nas folhas do tempo.





  Cléia Fialho

domingo, 24 de julho de 2022

sábado, 23 de julho de 2022

OCEANO DA CARNE



A carne se abre como mar profundo,
ondas de vertigem se erguem em gemidos,
correntes arrastam sem piedade,
e cada toque é naufrágio inevitável.

Afogo-me em tua pele líquida,
como náufrago que deseja perder-se,
sem bússola, sem porto,
apenas o infinito que engole.

O oceano da carne é vastidão selvagem,
um abismo salgado de prazer,
onde o corpo se dissolve em tempestade,
e o delírio se torna eternidade líquida.




  Cléia Fialho