TOCA DA LEOA

Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia

sexta-feira, 5 de maio de 2023

VENCI OS EMBARAÇOS




Estava em desatino com o destino
Pela vida caminhando, envolvida
Entre lágrimas e risadas indevidas
Em cada passo, sentia nós e laços

Mas em retraços, venci os embaraços.




  Cléia Fialho

O Experimental Quadra Estilizada é uma criação
do Poeta Haley Romario

quinta-feira, 4 de maio de 2023

PRAZER EM VERSOS



Traz teus versos mais ardentes
Tua inspiração mais aflorada
Mistura nos meus incandescentes
Ébrios de poesia sob a lua prateada
 M

Entrego-te as minhas poesias
Boemias mescladas com as suas
Viço transcritos em ousadias
Dádiva de mente e pele nuas
 CF

Recebo jubiloso com incontida avidez
Teus versos despidos de pejo
Rabisco os meus em tua ávida nudez
Rebuscados num colar de beijo
 M

Entre nós se desfez as estremas
Senti suas mãos em minha ilharga
Desejo saborear os seus floemas
Licor agridoce, que seduz, embriaga
 CF

Os versos nos unem e o desejo pune
Pela distância que nos separa
Mas o poema fortemente une
Como se lhe tocasse com tesa vara
M

A distância nos impede por ora
Uni e puni nesse doce absinto
O tesão vigora vem e aflora
Imaginando, eu quase te sinto
CF

O teu sentir me faz vibrar
A fantasia se faz intensa
Faz a boca salivar
E a vontade mais propensa
M

Sinta-me nas entrelinhas
Saboreie o meu manjar
Una sua gala com a minha
Nesse reentrante gozar
CF

Um calor... um tesão latejado
Parece que inalo tua feminilidade
Tua ilharga branca invado
Corcel negro em tesa virilidade
M

Em uma flama de latejos
Ardentes trocas de carícias
Na supremacia dos desejos
Dei a ti as minhas primícias
CF

Em suas entrelinhas me alinho
Me aconchego nos teus desvãos
Sinta meu ardoroso carinho
Nesses versos à quatro mãos!
M




  Cléia Fialho & Barbozamarco

quarta-feira, 3 de maio de 2023

O ÂMAGO DE TUDO




Nas asas do vento, 
meu espírito alça voo
Para além do horizonte, 
onde o olhar não alcança
Em busca das veras que 
habita o âmago de tudo
No silencio do cosmos 
em constante escança.

Ali, o tempo se desfaz em sopro,
e a alma, nua de certezas,
aprende a ouvir o invisível
no pulsar secreto das estrelas.

Sou chama e brisa,
eco antigo de um nome esquecido,
deslizando entre mundos
onde o sentir é verbo infinito.

No vácuo que acolhe meus passos,
descubro que existir é rendição:
entregar-se ao mistério suave
que faz do nada, criação.

E assim retorno — transformada —
trazendo nos olhos a luz
das verdades sem forma
que só o silêncio conduz.




  Cléia Fialho

Linda Interação do Amigo Poeta Estevan Hovadick

Nas asas do vento
nas ondas místicas do tempo...
meu espírito alça voo
viaja nele minha alm'alada. 
Para além do horizonte
a transcender a linha imaginária até 
onde possam os olhos chegar
Em busca da VERDADE que no tempo s'esconde. 
E no silêncio do uninverso eis que 
se ouve as mais lindas melodias.

 GRATIDÃO 
Linda Interação do Amigo POETA OLAVO

"No espaço eu quero voar
Para mais perto chegar
Das estrelas e do luar
Num outro mundo alcançar." 

 GRATIDÃO 

terça-feira, 2 de maio de 2023

BUSCA PELO ALÉM




Que nas asas da inspiração, 
eu possa voejar
Explorando mistérios que 
o universo quer revelar
Na busca pelo sentido, 
na busca pelo além
Curiosidade e respeito, 
minh'alma contém.

Que nas asas da inspiração,
eu possa voejar
Explorando mistérios que
o universo quer revelar.

Na busca pelo sentido,
na busca pelo além,
Curiosidade e respeito,
minh’alma contém.

Que eu leia nos silêncios
o que a pressa não vê,
E nos rastros do tempo
aprenda a ser e crescer.

Que a dúvida seja farol,
não sombra a me cegar,
E cada pergunta aberta
um convite a continuar.

Pois viver é travessia
entre o saber e o sentir,
Onde o mistério não se encerra,
apenas nos ensina a prosseguir.




  Cléia Fialho

Linda Interação do Amigo POETA OLAVO

"A minha vida vai mais além
E nunca terá um fim
Enquanto existir alguém
Que lembre um pouco de mim."

 
GRATIDÃO

segunda-feira, 1 de maio de 2023

UNIDA AO UNIVERSO



No eco das montanhas
e no suspiro do mar
Na harmonia da criação,
encontro meu lugar.

Unida ao universo,
uma dança cósmica sigo
Poesia fascinante,
em cada verso,
um abrigo.

Sou centelha de estrelas
no véu do infinito
Pulso de luz serena
no tempo bendito.


Entre o silêncio e o som
me reconheço inteira
Sou verso, sou sopro,
sou chama verdadeira.





  Cléia Fialho

domingo, 30 de abril de 2023

SOLTA E ATOA


Supra os prazeres meus
E eu realizarei todos os seus
Venha... puxe meus cabelos
misture-os entre os seus pêlos.

Venha ser do meu corpo o cobertor
Aquece... cobre, me mata de amor
Eu me entrego a qualquer preço
Sou de graça, me vire pelo avesso.

Estou leve, solta e à toa
Então na boa... Me confesse,
revele suas vontades
Mostre, desnude sem meias verdades.




  Cléia Fialho

sábado, 29 de abril de 2023

BELEZA EFÊMERA



Em cada flor que desabrocha,
a vida florescer.
A beleza efêmera,
a alma faz renascer.
Na jornada da existência,
desvelo a verdade.
Na poesia deslumbrante,
a eterna claridade.

No sopro breve da manhã,
guardo o lume sereno;
cada pétala é um mapa
que me guia ao terreno
onde o tempo se aquieta,
onde o medo se desfaz,
e o coração, descoberto,
aprende a ser capaz.

Se a queda é só passagem,
e o outono é lição,
colho o brilho das sombras,
faço luz da estação.
Porque tudo que se foi
volta em gesto e cor,
e no círculo dos dias
habita o mesmo amor.




  Cléia Fialho

Linda Interação do Amigo Poeta O Pincel e a Paleta

Em cada flor que desabrocha
a se lembrar que ela -a flor - é também ENERGIA CONDENSADA
a vida a se construir n'uma de suas infinitas formas.
É nest'hora a se fazer numa flor.
Seria, quem sabe, 
transitória a sua beleza já qu'efêmera é, pois, sua forma? 
Não seu dizer. 
E na mística jornada do tempo a ENERGIA passeia. 
Qual o seu destino? 
Nem ela sabe. 
E assim a Vida a ocultar tabtas verdades. 
E por que deste modo o faz? 
Talvez para que não se venha a perder a graça. 
Sim , a graça de tudo está no mistério.

 GRATIDÃO 

sexta-feira, 28 de abril de 2023

QUERO TE PROVAR DEVAGAR




Te contemplo.
Como se contempla o mar antes de mergulhar,
como se contempla o fogo antes de se deixar queimar.

Tua pele guarda a penumbra da tarde,
um brilho úmido de pêssego maduro,
e eu, peregrina,
paro à porta do teu pescoço
para pedir licença ao teu arrepio.

E eu fico ali,
mulher acesa,
prendendo a respiração
para não te assustar com a minha fome.

Teus ombros são meu descanso e meu pecado,
tua boca entreaberta me chama
sem dizer uma palavra.

Quero te provar devagar,
sem pressa de mulher que sabe o que faz,
deixar meu beijo escorrer pelo teu peito,
morder de leve onde tua pele arrepia.

Quero sentir teu corpo responder ao meu,
teu calor subindo,
tua mão buscando a minha cintura
como quem pede mais.

Não te toco ainda,
mas já estou toda em ti,
molhada de vontade,
inteira arrepiada,
louca para me afogar nesse teu mar
e queimar nesse teu fogo.




  Cléia Fialho