TOCA DA LEOA

Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia

terça-feira, 22 de agosto de 2023

ULTRAPASSANDO OS LIMITES



No calor das noites ardentes
Corpos se colidem em paixão
Sussurros de desejos
Gestos envolventes

Despertando apetites
Explorando cada sensação
Ultrapassando os limites
Sentidos crescentes
Em um amor que é puro tesão.

Entre beijos demorados
e carícias sobre a pele,
o luar veste os amantes
com seu brilho doce e febril.

Mãos deslizam lentamente
numa dança de sedução,
cada toque acende estrelas
no infinito da emoção.

E no silêncio da madrugada,
quando o mundo adormece enfim,
dois corações se entrelaçam
num desejo sem ter fim.





  Cléia Fialho

segunda-feira, 21 de agosto de 2023

ÍNTIMA CONEXÃO



Liberdade em desejos profanos, instigam 
Atração visceral, prazeres que seduzem  
Sensações inebriantes nos conduzem  
Cúmplices entregam-se ao que os unem  

Ímpetos selvagens, luxúria que reluz  
Voraz e intenso o fogo traduz  
Íntima conexão, paixão que conduz  
Até a carne se abrir sem pudor nenhum  

Tuas mãos rasgam a pele, invadem o fundo  
Dedos molhados exploram o buraco quente  
Língua voraz lambe o gozo que escorre  
Enquanto eu te monto e te fodo sem freio  

O pau lateja dentro, bate fundo, dilata  
Gemidos viram gritos, suor escorre em rios  
Coxas tremendo, seios balançando pesados  
Eu gozo dentro e te encho até transbordar  

Depois te viro, te ajoelho, te uso de novo  
Puxo os cabelos, enfio até a garganta  
Faz-me provar o gosto da nossa putaria  
Enquanto a luxúria ainda arde e não cansa.




  Cléia Fialho

domingo, 20 de agosto de 2023

INSTINTO A FLUIR




Provando meu mel,
tesão e instinto a fluir...
Mata a sede,
me faz delirar
e gemer sem dor sentir.
Na tua boca
eu alcanço
o ápice do prazer...
Entregando-me ao êxtase,
deixo-me enlouquecer.

Na doçura do teu beijo
meu corpo perde o lugar,
e o calor do teu desejo
faz minha alma levitar.

Teus toques desenham versos
sobre a pele em combustão,
em caminhos tão imersos
de entrega e sedução.

E no silêncio da noite
entre suspiros ao luar,
me abandono sem açoite
ao teu jeito de amar.





  Cléia Fialho

sábado, 19 de agosto de 2023

DESPERTA-SE A PAIXÃO



Lábios entreabertos
convite à enamonia
Em cada verso
segredos são revelados

São jardins da vida
em plena harmonia
Em beijos florescem
sentimentos guardados
Desperta-se a paixão
a alma se inebria.

No compasso dos corpos
a ternura principia,
Entre sonhos e suspiros
o coração se arrepia.

Nas mãos que se procuram
há promessa e fantasia,
Como estrelas cintilando
sobre a noite que alumia.

E no doce entrelaçar
de desejo e poesia,
Dois destinos se encontram
na mais pura sintonia.





  Cléia Fialho

sexta-feira, 18 de agosto de 2023

UM DESEJO INTENSO



Vontade que
nos arde por dentro
Entrega total
sem medo de se envolver
Ritmo frenético
um desejo intenso.

Vozes sussurrantes
prazer acrescer
Enlaçados em
um abraço apertado
Vivenciando a paixão
sem receio de errar
Êxtase total
o amor faz-se avivar.




  Cléia Fialho

quinta-feira, 17 de agosto de 2023

ENTREGA SEM MEDO



Ardente e molhada — entrego-me não, atiro-me
como faca que rasga o ar em direção à carne,
como sede que não encontra água e bebe fogo.

A dança dos corpos não é sintonia — é duelo,
é combate de mandíbulas, coxas que se enlaçam
como serpentes no cio, respirações que se roubam,
gemidos que se esganam na garganta aberta.

A paixão não nos envolve: nos trespassa,
nos abre ao meio, nos despeja nas curvas
do desejo como corpos em queda livre,
onde o profundo não é abismo — é útero,
é palpitação de músculo molhado,
é língua que explora cada dobra,
cada vulcão adormecido que desperta.

Tuas mãos são garras, meus dentes são marcas,
teu hálito queima minha nuca,
meus seios roçam teu peito como brasas.

O ritmo não é suave — é estampido,
é cavalo selvagem despencando no vale,
é espasmo que sacode a espinha,
encurva os dedos, arranca nomes de deuses
que não existem — só existe este instante,
este corpo colado ao teu, suor escorrendo,
respiração ofegante, prazer que não pergunta,
só toma, só preenche, só enterra a fome
até que reste apenas carne vibrante,
latejante, úmida — e viva.




  Cléia Fialho

quarta-feira, 16 de agosto de 2023

ALFABETO DA MINHA FOME




Ardo antes mesmo de me tocares,
o teu olhar já me despe sem pressa,
e a minha pele responde com um tremor antigo.

Boca com boca, aprendemos a rezar sem palavras —
não, apago essa palavra,
digo antes: aprendemos a morder o silêncio.

Cada dedo teu escreve um verso na minha cintura,
desenhas mapas onde só tu sabes chegar,
e eu abro-me toda como um livro sem capa.

Deito-me à tua mercê sem pudor nem defesa,
entrego-te esse pedaço meu que ninguém alcança,
faço da tua língua o meu único idioma.

Gemo baixinho quando desces devagar,
mais alto quando o fôlego me falta,
mais rouca quando já não me pertenço.

Insiste, morde, prende-me pelos pulsos,
faz da minha coluna uma corda tensa,
puxa-me o cabelo até eu esquecer o mundo.

Molhada, rendida, faminta de ti,
peço-te mais com o corpo inteiro a tremer,
enrolo-te as pernas como quem não quer largar.

Sobes por mim como um incêndio calmo,
tomas conta da minha boca com fome antiga,
e eu já não sei se peço mais ou se imploro.

Uivo em segredo dentro da tua orelha,
vergo-me toda ao teu peso quente,
e explodo — repetidas vezes — presa ao teu ventre.

Zero é o que sobra quando acabas em mim,
zero e este tremor que ainda me percorre,
e a minha boca ainda a procurar a tua.




  Cléia Fialho

terça-feira, 15 de agosto de 2023