TOCA DA LEOA

Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia

domingo, 24 de maio de 2026

NO ÉDEN



No Éden verde, onde a sombra se esconde,
Um desejo antigo, qual brasa acesa,
A pele exposta, em curvas responde,
E a alma se entrega, em doce promessa.

Teus lábios, rubis de paixão ardente,
Despertam a fera que em mim reside,
Um laço de corpos, num ritmo potente,
Onde a noite e o dia se confundem e hão de abide.

Um toque suave, um sussurro roubado,
A respiração presa, em êxtase profundo,
O corpo se curva, ao prazer almejado,
E a razão se perde, num instante imundo.




  Cléia Fialho

sábado, 23 de maio de 2026

A TRANSCENDÊNCIA


No silêncio da meditação,

A mente encontra calmaria.
A alma segue seu caminho,

Em paz e sabedoria.
Vai além do que se vê,
Num vôo de harmonia.

Transcender é se entregar,
Sem medo do que virá.
É sentir o corpo e a mente
Unidos com o que há.
É tocar o universo,
Sem saber onde se está.

A alma voa tranquila,
Em um céu sempre sem fim.
A mente cresce e respira
Num espaço bom assim.
Percebemos, nesse instante,
Que somos parte do jardim.

Transcender é ir além,
Ver além da superfície.
É sentir que há mais vida
Na mais simples cicatriz.
Tudo pulsa em conexão,
Tudo vibra, tudo diz.

Transcendência é um instante
De beleza e comunhão.
É sentir a luz divina
Brilhar no coração.
Somos um com tudo ao redor,
Feitos de pura união.




  Cléia Fialho

sexta-feira, 22 de maio de 2026

HAVIA UM DESEJO



Na penumbra de um leito quente,
Havia um desejo ardente,
Que dominava a alma, carente.

Nos olhos, um brilho de tentação,
Segredos sussurrados em plena vibração,
E em cada toque, uma revelação.

De noite, o corpo exalava calor,
Mistura de prazer e de dor,
No silêncio, o grito de amor.




  Cléia Fialho

O Experimental Decanato Poético é uma criação
da Poetisa Norma Aparecida Silveira Moraes 

quinta-feira, 21 de maio de 2026

TEU OLHAR



Se teus olhos são o mar,
Sou areia a me render,
Sou concha a te encantar,
Sou maré a te querer.

Teu olhar que me fascina
Tem um lume que acarinha,
E a paz que nele habita
Faz do tempo poesia infinita.

Se neles mora o universo,
No meu peito, mora um verso,
Que te busca em madrugada
E te encontra na alvorada.

És visão que me conduz,
Na pupila, tens a luz
Que transforma em emoção
Cada batida do coração.

Por teus olhos eu me inflamo,
Entre ondas, vento e bruma,
Pois se em ti me desengano,
Ainda assim, valeria a espuma.

Teu olhar me dá alento,
É começo, mar e vento…
E, se o mundo apagar,
Basta teu olhar pra iluminar.




  Cléia Fialho

quarta-feira, 20 de maio de 2026

DOCE E SERENO



Teu rio, doce e sereno,
é onde encontro a paz e o alento,
nos teus beijos me afogo, me enredo,
e nas águas do teu amor, me reinvento.

Cada onda que beira a minha alma,
carrega suspiros e promessas a ecoar,
e, no abraço do teu rio, a calma,
um porto onde me vou me encontrar.

Nos momentos de tempestade e fúria,
teu porto é abrigo, meu lugar de luz,
e entre os beijos, a ternura,
sou refugiada no calor que em ti reluz.

Ah, como é bom mergulhar em ti,
nas águas suaves, onde sou a flor,
florescendo na boca do teu rio,
afogando-me no doce do teu amor.




  Cléia Fialho

terça-feira, 19 de maio de 2026

UM RUGIDO NA NOITE



A pele, terra fértil, quente,
implora a semente.
Um gemido rouco, um sopro urgente,
no asfalto da tua boca, a minha mente.

Corpos que se encontram, sem pudor,
desejo antig, um furacão de dor
e prazer, misturados em fervor,
um rugido na noite, sem clamor.

É instinto puro, selvagem e nu,
o toque que arde, o beijo que é teu.
Um grito contido, um céu em tom cru,
na labareda lançando teu corpo ao meu.

Em cada fibra, a dança visceral,
a entrega sem freio, o amor carnal.
Um calor que explode, surreal,
nesta noite de fogo, fundamental.




  Cléia Fialho

segunda-feira, 18 de maio de 2026

ENLAÇE CARNAL



No calor do olhar,
ela convida o instante,
e ele, em silêncio amante,
se rende ao seu respirar.

O tempo perde sentido,
quando a pele quer dizer,
que o prazer, já prometido,
vem com sede de viver.

As mãos são mapas do gozo,
descobrindo o proibido,
e cada toque é gostoso,
como o beijo mais sentido.

Ela geme em poesia,
ele vibra em melodia,
e no enlace tão carnal,
fazem do ato, ritual.

São dois corpos em dança,
a luxúria é esperança,
e o prazer — seu natural —
tem sabor de eternidade
no amor mais visceral.




  Cléia Fialho