TOCA DA LEOA

Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia

sexta-feira, 14 de agosto de 2026

ME DEIXE MORAR NO TEU QUERER


Desejo provar na tua boca
o incêndio manso da paixão,
beber teus silêncios mais fundos
como quem descobre outra dimensão.

Quero teus arrepios em mim,
o calor do instante proibido,
teu corpo chamando o meu
num segredo doce e atrevido.

Percorreria tua pele lentamente,
feito luar sobre campina vazia,
desatando cada suspiro
na febre morna da fantasia.

E ao pé do teu ouvido diria baixo:
“me deixa morar no teu querer”,
pois nessa noite sem limites
só teus braços sabem me prender.

Quero perder-me nos teus caminhos,
arder sem medo ou despedida,
fazer do teu abraço meu abrigo
e da tua entrega, minha vida.

Te buscaria em cada toque,
em cada chama do teu olhar,
como quem encontra no desejo
um novo jeito de amar.





  Cléia Fialho

Linda interação do Amigo Poeta DUICE

Procure-me no silêncio da noite,
quando seu corpo vibrar
com o desejo mais fervoroso e clamoroso
de obedecer à minha vontade e me agradar;
descubra essa nova forma de sentir,
entregue a mim.

GRATIDÃO

quinta-feira, 13 de agosto de 2026

SACRAMENTO DO DESEJO



Sinto teus lábios como lâmina em brasa,
e minha pele se curva ao teu querer.
O desejo, em silêncio, me abrasa —
sou fonte onde vens beber e renascer.

Cada toque é um rito, um sacramento,
nas vestes do sagrado e do vulgar.
A volúpia me consome em lento
cântico que me ensina a te amar.

Tu te esvai, mas deixas tua essência
na catedral do meu corpo em flor.
E eu me prostro sem nenhuma decência,

Devota do teu gozo e teu calor.
E nesse altar profano de desejos,
serei teu verbo, teu prazer, teus beijos.




  Cléia Fialho

Linda interação do Amigo Poeta DUICE

É a minha palavra, uma ordem fiel
da minha vontade sobre ti,
prostrada diante de mim ,
envolta na indecência
com que te ofereces ao meu comando.
Assim, aceitas o sacramento
que te torna minha.

GRATIDÃO

quarta-feira, 12 de agosto de 2026

VONTADE DE VOAR



Há dias em que sou ave
antes mesmo de abrir os olhos.

A alma se espreguiça nua,
desfaz limites,
o peito pulsa céu
e pulsa desejo.

Vontade de voar sem nada que me prenda,
sem roupa, sem pressa, sem medo,
só com o vento me roçando a pele
e o silêncio me beijando a nuca.

De lá do alto,
com as pernas entreabertas de liberdade,
tudo é mais simples:
as dores viram pontos distantes,
as dúvidas se dissolvem
como neblina ao sol na minha pele suada.

Quero ver o mundo com asas molhadas de vida,
sentir o tempo escorrer entre as minhas penas,
entre as minhas coxas,
beijar o instante com a boca inteira de esperança,

e mergulhar na vida
como quem entende que viver
é também saber se tocar pairando,
se arrepiar no azul,
e descobrir que o infinito
sempre esteve aqui,
úmido e quente,
dentro de mim.




  Cléia Fialho

terça-feira, 11 de agosto de 2026

VISTO-ME DE TI



Te penso
como quem desliza os dedos
sobre a seda quente da saudade.

Tua ausência tem cheiro,
tem gosto,
tem umidade presa
nas entrelinhas do meu desejo.

Me deito no pensamento de ti
e lá te toco
como o vento toca a flor —
com fome,
com cuidado,
com reverência e loucura.

Minha pele
já decorou o caminho da tua,
e cada curva tua
é uma rima que meu corpo quer recitar.

Teu nome vem à minha boca
não como oração,
mas como gemido
entreaberto,
febril.

És verbo
quando me atravessa.
És mar
quando me invade.
És chama
que me incendeia por dentro.

E quando o silêncio enfim nos cobre,
nua da razão,
visto-me de ti
como quem habita
a última estrofe do prazer.




  Cléia Fialho

segunda-feira, 10 de agosto de 2026

ENTRE O ENCANTO E O DESCONTROLE


Se houvesse um jeito de parar o tempo,
como se o agora não tivesse pressa de existir,
eu te diria que só resta este instante
— minhas mãos desenhando teu corpo.

O ar se adensa em perfumes sutis,
um misto de desejo e silêncio ardente,
enquanto nossos corpos se aproximam
num encontro que dispensa explicações.

E nos movemos como se o mundo sumisse,
num compasso que lembra ondas em brasa,
teus gestos conduzindo os meus sentidos
até o limite doce do arrepio.

Provo a linguagem quente da tua pele,
o brilho leve do suor que te revela,
e tudo em nós vira mar em combustão
numa dança que não conhece retorno.

Aqui, entre o encanto e o descontrole,
me perco na curva do teu magnetismo,
como se céu e abismo se tocassem
no segredo profundo desse abraço.





  Cléia Fialho

domingo, 9 de agosto de 2026

ME ROUBA EM JUÍZOS


Desperta em mim esse fogo inquieto,
chega mais perto e me desarma inteira.
Teu olhar em chamas me rouba o juízo,
e me arrasta leve para outra maneira.

Teus olhos brincam, cheios de ousadia,
acendem em mim um desejo sem freio.
E cada beijo que ainda imagino,
vira um chamado correndo no meu peito.

Teu jeito travesso me tira do prumo,
me deixa entregue, sem rota, sem chão.
E o corpo inteiro já vai se rendendo
ao ritmo quente dessa atração.

Tua boca encontra caminhos em mim,
insinua o gosto do que não se diz.
E quando te chegas, tão perto, tão livre,
me torno vontade de ser só raiz.

Há um tremor doce correndo em silêncio,
uma promessa que o corpo entende.
E eu já não sei mais voltar para trás,
quando teu gesto em mim se acende.

Vem sem demora, sem medo, sem tempo,
que os sentidos já perderam razão.
Seja o encontro, o impulso, o instante…
e me leva inteira nessa explosão.





  Cléia Fialho

sábado, 8 de agosto de 2026

UMA NOITE COMO TANTAS OUTRAS


Uma noite de êxtase e vertigem,
quando os teus gestos me tomaram por inteira,
e meu peito batia em descompasso intenso,
afogado em ti, na tua doce maneira.

Era apenas uma noite como tantas outras,
sem sinais do destino a anunciar,
mas teus lábios trouxeram fogo à pele,
e teus toques souberam me transformar.

Me vi tomada por uma entrega serena,
nossos corpos se reconheceram em união,
entrelaçados em abraços profundos e lentos,
e tu permanecias em mim como sensação.





  Cléia Fialho

sexta-feira, 7 de agosto de 2026

CANTO SECRETO DO CORAÇÃO


Sou tua, sem margem ou reserva,
entregue no corpo, na alma e no sentir.
Cada gesto meu te procura e te alcança,
como se o destino soubesse insistir.

Meu corpo te reconhece sem precisar de fala,
linguagem que nasce no toque e no olhar.
Entre nós se estabelece um pacto silencioso,
feito de entrega que não precisa explicar.

Carrego segredos que já não me pertencem,
todos revelados na tua presença total.
Fui me desnudando em verdades profundas,
até não restar mais defesa ou sinal.

Guarda-me em ti como imagem viva,
num canto secreto do teu coração.
Que teu afeto me envolva e me sustente,
como abrigo, repouso e redenção.





  Cléia Fialho