A pedra fria mordeu-lhe os joelhos quando se ajoelhou diante do altar. As velas tremiam, lançando sombras que dançavam nas paredes de pedra. Ela inclinou a cabeça, os cabelos escuros cobrindo-lhe o rosto, e sussurrou a oração que ensaiara desde garota — palavras de submissão, de entrega, de um corpo que se oferece como único altar verdadeiro. O lábio inferior tremia, traindo o medo que a fé não conseguia domar.
O homem aproximou-se sem pressa. A mão calejada pousou na nuca dela, pesada, quente, empurrando-a para baixo até a testa quase tocar a pedra. "Abre-te", ordenou, a voz grave ecoando na capela vazia. Uma gota de cera derretida escorreu de uma vela próxima e caiu no chão de pedra, a um palmo dos joelhos dela — branca sobre o cinzento, ainda fumegante. Ele apertou a nuca. "Abre o ventre para mim."
A mão calejada subiu da nuca aos cabelos dela e fechou-se num punhado escuro, puxando-a para cima. Ela soltou um gemido curto, os joelhos ardendo ao deixarem a pedra. O homem ergueu-a até ficar de pé, o rosto dela inclinado para trás, a garganta exposta à luz trémula das velas. Ele baixou a boca sobre a dela sem aviso — um beijo que não pedia, tomava. A língua invadiu-a, grossa e quente, e ela sentiu a saliva dele misturar-se à sua enquanto os lábios se abriam num espasmo de susto e fome.
As mãos dele desceram pelas costas dela e agarraram o tecido das vestes. Um puxão seco, o rasgar da costura, e o pano cedeu. O ar frio da capela tocou-lhe o ventre nu. Ela agarrou-se aos ombros largos dele, os dedos cravando-se na carne dura, e gemeu contra a boca que a devorava. O lábio inferior tremia, mas já não de medo — tremia de uma fome pagã que a oração não cobria. Os lábios molhados dela deslizaram pelo queixo dele, pela garganta, descendo pelo peito quente rumo ao ventre.
O altar era frio como a morte e duro como a fé que ela jurava carregar. As costas arquearam quando a pedra tocou a pele nua, as omoplatas raspando na superfície áspera enquanto ele a deitava sem cerimônia. As pernas dela se abriram, escancaradas, os joelhos dobrados para fora, os pés pendendo das bordas do altar como oferenda. A luz das velas lambia o ventre exposto, a curva dos seios, a fenda escura entre as coxas já brilhando de umidade.
O homem ficou de pé entre as pernas abertas dela. A mão calejada desceu pelo próprio ventre e libertou o caralho duro — grosso, veias saltadas, a glande roxa e inchada apontando para o corpo oferecido. Ele não pediu. Não abençoou. Só agarrou os quadris dela com as duas mãos, cravou os dedos na carne macia, e empurrou.
A estocada foi única, profunda, sem pausa. O caralho invadiu a buceta molhada dela até a base, abrindo as paredes apertadas numa só investida que arrancou um grito da garganta da devota. As unhas dela cravaram nos ombros largos dele, fincando meias-luas na pele queimada de sol. Ele gemeu baixo, a respiração engrossando, e começou a foder.
Os quadris batiam contra as coxas dela num ritmo brutal e constante — *pam pam pam* — o som molhado da carne se encontrando ecoando pela capela vazia. A seiva vaginal escorria pela fenda, brilhando na luz trêmula, pingando na pedra enquanto o caralho entrava e saía, entrava e saía, abrindo-a cada vez mais. Ela gemia de boca aberta, o lábio inferior tremendo, os olhos revirados para o teto de pedra.
A primeira gota de cera caiu sobre o ventre nu dela.
O calor queimou — uma agulhada de fogo que se espalhou pela pele tensa — e ela gritou. A cera branca escorreu devagar, descendo pela curva do umbigo enquanto ele continuava a meter, mais fundo, mais duro, o caralho alcançando o fundo da buceta a cada investida. Outra gota caiu, desta vez sobre o osso do quadril, e ela arqueou as costas num espasmo que misturava dor e um prazer tão agudo que parecia rasgar.
— Recebe — ele rosnou, a voz grave vibrando no peito. — Recebe tudo.
O caralho entrou até o fundo, até não haver mais espaço, e explodiu. O gozo quente inundou o ventre aberto dela, jorrando em espasmos profundos que ela sentiu pulsar lá dentro, enchendo-a, marcando-a. Ele gemeu alto, os dedos cravados nos quadris dela, despejando cada gota.
Quando se retirou, o gozo escorreu pela buceta aberta, branco e espesso, descendo pela fenda e pingando na pedra do altar.
O ar da capela arrefeceu sobre a pele nua. Ela jazia de costas no altar de pedra, o peito subindo e descendo em arquejos lentos, o ventre banhado pelo gozo que ainda escorria, morno e espesso, pela fenda molhada. A cera derretida solidificara-se em pequenos montes brancos sobre o umbigo e o quadril — selos do rito cumprido.
O homem inclinou-se. As mãos calejadas recolheram o rosto dela com uma delicadeza que contrastava com a força de momentos antes. Os polegares ásperos deslizaram pelas maçãs do rosto, limpando as lágrimas que ela nem sabia ter derramado.
— Estás absolvida — sussurrou ele, a voz grave agora um murmúrio que a envolveu como o incenso no ar.
Ela sorriu, os lábios ainda molhados, e beijou os dedos dele em silêncio. Os lábios molhados dele descansam sobre os dedos dele enquanto o incenso se consome.
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