TOCA DA LEOA

SENSUALIDADE E EROTISMO À FLOR DA POESIA








sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

A LUA LEVE





A lua cheia entrava pela janela aberta e banhava os lençóis bagunçados com uma luz branca e leve. Ela estava sentada na cama, os cabelos escuros soltos nos ombros, os olhos fundos fixos no poeta parado junto à porta. A fome queimava no fundo do ventre, uma fome que não era de pão. Estendeu o braço e agarrou o pulso dele, os dedos cravando na pele até sentir as veias salientes sob a ponta dos dedos. 

Puxou com força. O poeta deixou-se arrastar, a respiração travada, e caiu de joelhos no colchão diante dela, as mãos de dedos longos pousando nos joelhos dela. Ela levou a mão à nuca dele e cravou os dedos nos cabelos curtos, puxando-o para perto até as testas se tocarem. A luz da lua escorreu pelo rosto dele. Ela recitou baixo, a voz imperativa e ofegante, que a noite era longa e o corpo breve. Depois ordenou que ele bebesse sua boca.

Ela não esperou. Enfiou a língua na boca do poeta com a urgência de quem bebe depois de dias de sede, sugando o lábio inferior dele entre os dentes até arrancar um gemido baixo e arrastado. As mãos dele subiram pelo corpo dela e puxaram a camisa por cima da cabeça, e antes que o tecido caísse no chão os polegares dele já esfregavam os mamilos endurecidos, as palmas cheias dos seios nus. 

Ela mordeu mais fundo. O poeta gemeu outra vez. Ela desabotoou as calças dele com dedos trêmulos e empurrou o jeans e a cueca para baixo até os joelhos, envolvendo o pau duro na mão, punhetando devagar, sentindo a pele quente pulsar contra a palma. O poeta retribuiu: arrastou a calcinha dela pelas coxas, enfiou dois dedos na buceta molhada e curvou para cima. A luz da lua banhou os dois corpos nus no colchão. Ela empurrou o peito dele para trás e ordenou que ele a fodesse.

Ela empinou o pau duro do poeta com uma mão e desceu de uma vez, engolindo-o inteiro com a buceta molhada. Os ovos dele bateram na carne dela com um estalo surdo. Ela gemeu alto, a garganta aberta, e começou a cavalgar com um ritmo violento, os quadris subindo e descendo como se quisessem moer o pau contra o colo do útero. A buceta chiava a cada descida, a pele molhada soltando barulho de carne sendo comida. Ela cravou as unhas no peito dele e jogou a cabeça para trás, os cabelos escuros chicoteando os ombros nus.

O poeta agarrou os quadris dela com os dois polegares cavando fundo nas covas, os dedos longos marcando a pele, e bombeou o quadril para cima encontrando o ritmo. Ele estocava fundo, o pau subindo até o talo dentro da buceta apertada, e ela descia com mais força ainda, os seios balançando, os mamilos duros roçando o peito dele. A cada impacto a buceta solava mais alto, um som obsceno de carne batendo em carne molhada que enchia o quarto escuro. A luz da lua banhava os dois corpos suados no colchão bagunçado, a pele brilhando.

— Eu tenho fome — ela gritou, a voz imperativa e ofegante, os olhos fundos cravados nos dele.

O poeta a empurrou de costas no colchão num movimento brusco, levantou a perna dela até o ombro e enfiou o pau de volta na buceta sem aviso, fodendo em estocadas rápidas e profundas que faziam a cabeceira bater na parede. Ela agarrou os lençóis com as duas mãos, os dedos retorcidos no tecido, e gemeu alto enquanto ele metia com força, o quadril dele batendo nas coxas dela num ritmo frenético. O poeta cuspiu na mão e esfregou o clitóris dela em círculos rápidos, os dedos molhados de saliva e mel, a buceta pingando na mão dele enquanto o pau entrava e saía.

Ela arqueou as costas, a boca aberta num gemido alto que escapou pela garganta, e gozou no pau do poeta. A buceta apertou em espasmos, os músculos contraindo ao redor do pau duro, o líquido do gozo escorrendo quente pelos ovos dele. O poeta estocou três vezes mais fundo, cravando o pau até o fundo da buceta, e gozou dentro dela com um gemido rouco. O porre quente encheu a vagina e vazou pelos lábios apertados. O pau do poeta ainda pulsa dentro dela enquanto o porre escorre no lençol sob a lua.

Ela rolou para o lado devagar, o corpo mole, e deixou a cabeça cair no peito nu do poeta. O coração dele batia forte sob a orelha dela, as costelas subindo e descendo num ritmo que aos poucos acalmava. Ele passou o braço ao redor dos ombros dela e puxou o lençol sobre os dois, os dedos longos pousando na nuca dela sem pressa.

Ela fechou os olhos. O porre morno do poeta vazava da buceta e escorria entre as coxas, manchando o lençol sob elas. A umidade quente grudava na pele, mas ela não se moveu. A lua leve entrava pela janela aberta e banhava os corpos nus, a luz prateada desenhando o contorno dos ombros dele, o arco do quadril dela.

A noite longa se esvaía devagar. Ela suspirou com os olhos fechados e murmurou contra o peito dele:

— A fome passou.




  Cléia Fialho



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