No silêncio que queima,
a noite se faz pele escura.
Somos nós,
um nó de corpos em dança,
e a chama que insiste em não dormir.
Fluímos,
desejo em estado bruto,
sem margens,
sem mapas,
guiados apenas pela fome do outro.
Não há verso que nos contenha,
somos a tinta e o papel
nesta cama,
onde a escrita é febre
e o amor, o único poema
que ainda sabemos ler.
❦
Cléia Fialho


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