Desci contigo os degraus do infinito,
onde o tempo se curva ao amor que resiste.
O eco dos passos, agora tão aflito,
Mas sei que na brisa que dança nos muros,
há rastros de riso, há gestos tão nossos.
Nos olhos que foram estrelas em curvos
caminhos de sonho, em versos tão foscos.
Se a vida persiste e sigo sem rumo,
não temo o abismo, nem temo a ausência.
Pois sei que no vento ainda há teu perfume,
e em cada degrau… tua pura existência.
❦
Cléia Fialho


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Cléia, amiga, a melancolia que emana dos seus versos é preenchida pela memória. Não há ausência física. Os degraus infinitos se mantém vivos e compartilhados enquanto memória dos bons momentos no vento, no perfume ou no eco dos passos.
ResponderExcluirNo amor que se ter também resiliência. Um belo poema!
Abraços,
Un bonito poema a ese amor que perdura en el tiempo.
ResponderExcluirSaludos.