esse jeito de nos fundir,
olhares que se perdem no ar,
numa dança que nos faz flutuar,
coisas que só o corpo pode contar...
Ser feliz é nosso desatino,
entre lençóis e sussurros finos,
despimos as horas e os medos,
numa febre de desejos,
fazendo o mundo se apagar...
E quando o vinho nos envolve,
qualquer limite se dissolve,
o que vier será sublime,
pois na embriaguez do teu carinho,
não conheço outro caminho,
nem quero, nem posso negar.
Vou desvendar teu universo,
explorando cada verso,
dessa poesia em carne viva,
que no calor da noite fria,
nos faz novamente sonhar...
Tens um quê de eternidade,
teu corpo é pura felicidade,
um tesouro entre mortais.
Tens um encanto que fascina,
e um beijo que ilumina,
como o mais belo dos sinais.
❦
Cléia Fialho
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