Onde o tempo não é prisão,
Nosso amor, doce jardim,
Floresce em eterna canção.
E assim, entre versos e rimas,
Celebramos a paixão que nos une,
Na beleza dos dias sublimes,
E na eternidade que nos resume.
E nesse jardim que é só nosso,
Teu corpo floresce pra mim,
Teus lábios, teu gosto, teu gosto,
Que me fazem perder o fim.
Te toco como quem reza,
E te provoco como quem peca,
Teu arrepio é minha certeza,
De que tua pele também me quer.
Entre suspiros e calafrios,
Nos perdemos sem pudor,
Teus gemidos são meus sussurros,
Tua entrega é meu amor.
E quando o tempo para enfim,
E somos só pele e paixão,
Entendo que nasceu pra mim,
Esse teu jeito de ser furacão.
❦
Cléia Fialho
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