E o calor de nossos corpos se revela,
O tempo já não é capaz
De conter a paixão que se atrela.
Na carícia que é pura poesia,
Desvendamos segredos profundos.
No êxtase que o amor irradia,
Somos um só em nossos mundos.
E, no abraço derradeiro,
Onde gemidos são melodia,
Somos estrelas no nevoeiro,
Que brilham na mais doce harmonia.
Quando a distância se desfaz,
Tua pele queima na minha,
Não há freio, não há paz,
Só tua boca que me alinha.
Te puxo com vontade inteira,
Te prendo no meu quadril,
Tua respiração certeira
Me deixa sem jeito, febril.
Morde, sussurra, provoca,
Me deixa louco pra te ter,
Tua mão que toca e toca
Onde só você sabe mexer.
Te quero sem pudor, sem pressa,
Suando, gemendo, sem fim,
Cada beijo que atravessa
Me grava mais em ti e em mim.
E depois que o fogo acalma,
Ainda ficamos colados,
Peito com peito, alma com alma,
Nus, rendidos e suados.
❦
Cléia Fialho

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