desejo de mergulhar na tua essência,
de me embriagar na doçura do toque,
encontrar o mistério de cada curva,
que como um rio, flui pela pele.
Nos teus braços descubro o abrigo,
nesta dança de corpos tão livres,
onde o calor se torna um poema,
sussurrado entre os lábios entreabertos,
palavras que se tornam vôo no ar,
e eu, como um pássaro, me deixo levar.
A vida pulsa em cada suspiro,
um universo expresso em toques,
e a sede se transforma em um mar
nas ondas que quebram em nossos seios,
nossos corpos se espelham, dançam juntos,
na sinfonia crua e visceral do amor.
Neste labirinto de carne e desejo,
onde a luz do luar ilumina os segredos,
tudo que é proibido se torna divino,
cada momento, um convite à entrega,
a liberdade dos instintos desenfreados,
sendo eu, sendo tu, sendo nós.
E se um dia a serena calma se abater,
se a rotina encerrar o fogo intenso,
que eu ainda leve comigo a lembrança
daquele calor que nos fez divina essência,
da sede ardente que, eterna, nos une,
como um vinho que nunca se cansa de amar.
❦
Cléia Fialho

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