TOCA DA LEOA

Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia

terça-feira, 30 de novembro de 2021

CAVALGA EM MIM



Cavalga em mim, meu amor
Com tua paixão sem fim
Eleva-me ao mais alto sabor.
 
Acaricia meu corpo, assim
Com teu toque de fogo ardente
Queima-me em chamas sem fim.
 
Beija-me, meu bem, loucamente
Com teus lábios de desejo aflorado
E faz-me sentir teu corpo quente.
 
Cavalga em mim com força, entocado
E juntos, num só ritmo, vamos gozar
Na entrega total de turgor, sem pecado.




  Cléia Fialho

segunda-feira, 29 de novembro de 2021

O ÁPICE DO MEU PRAZER



Quero a minha sede saciar
No teu corpo suado me aprazer
E sentir a tua pele abrasar
Te adentrar em meu prazer.
 
Quero te explorar cada centímetro
Com minhas mãos e minha língua
Mordiscar qualquer milímetro
Te saboreando pelas beiradas.
 
Quero tua seminal deflagrada
Enquanto me deito sobre ti
Me fundir com a tua essência
Osculando tal qual colibri.
 
Quero beijar-te com paixão
E sentir o gosto do teu desejo
Nossos corpos se entrelaçando
Numa dança de visoço apego.
 
Quero ver-te arfar de prazer
Enquanto me entrego sem pudor
E sentar na tua tocha a crescer
Em um frenesi de enleio amor.
 
Só vem, meu ordinário safado
Mata minha sede com o teu ser
Pois, é nesse teu corpo tufado
Que está o ápice do meu prazer!




  Cléia Fialho

domingo, 28 de novembro de 2021

AQUELE BANHO [ Mini-Conto]



 Hum... delícia...
 lembranças daquele banho na piscina,
 eu toda molhadinha não só da água,
 mas dos desejos que corrompiam meu corpo.

 
Além deles os seus toques,
 a sua língua percorrendo-me de cabo à rabo
 (ou devo dizer " só rabo"?!)

 Lambuzada pelo seu saboroso sulco,
 despejado sobre meus seios,
 espalhados pelo meu pescoço e a redores...

 Ainda guardo em minha saliva
 o gosto gostoso de você...
 Na piscina ficou a mistura
 das seivas de nós dois.
 Em meu prazer mais vontade
 de repetir aquele banho...




  Cléia Fialho

sábado, 27 de novembro de 2021

BICA FLUVIAL DE PURO PRAZER



Toque suave minha pele, com delicadeza,
Faça arder em mim um fogo de paixão,
Deixe-me sentir a sua doce sutileza,
Entregar-me ao prazer dessa emoção.
 
Deixe que suas mãos percorram minha silhueta,
E despertem em mim o desejo mais profundo,
Intimida-me seus dedos ágeis como espoleta,
Nas ondulações da tua maré eu me afundo.
 
Toque os meus glúteos, com sutil afaga,
Deixe a sua marca no meu colo adjazer,
Esses toques que se fazem saga e propaga,
O nosso amor, bica fluvial de puro prazer.
 
Que seu toque suave em mim seja a expressão,
Do pecado, fúria, lascívia, luxúria, do pervertido,
Que transcende as barreiras do tempo e da razão,
E juntos, iremos além de tudo que é permitido.




  Cléia Fialho

quinta-feira, 25 de novembro de 2021

QUERO ME BANHAR NA TUA DOÇURA



Quero me banhar na tua doçura,
E sentir a tua essência a me envolver,
Em um abraço de pura ternura,
Que me faz feliz e me faz viver.
 
Quero mergulhar no teu sorriso,
E sentir a luz do teu olhar,
Que me guia pelo paraíso,
E me faz suavemente adejar.
 
Quero me embriagar do teu amor,
E sentir o teu coração a bater no meu,
Tal qual uma sinfonia de doce sabor,
Levando a lugares onde somos tu e eu.
 
Quero me banhar na tua doçura,
E me deixar envolver por esse amor tão puro,
Que me faz esquecer de toda amargura,
E me encher de alegria e de futuro.
 
Quero sentir teu corpo junto ao meu,
E me perder em cada toque e cada carinho,
E em cada beijo que tu me deu,
Buscar brisa odoríferas no destino.
 
Quero me banhar na tua doçura,
E nunca mais deixar de te amar,
Pois, a tua essência é a minha cura,
E no abraço dos teus braços quero estar.




  Cléia Fialho

quarta-feira, 24 de novembro de 2021

ADORMEÇO FODENDO



Teu corpo delicioso me alucina,
Como um fogo ardente em adesão,
Chamas que consomem libertina,
E me faz arder em incisivo tesão.
 
Teu corpo que me atrai e me fascina,
Exalando extrato de promiscuidade,
Tua língua vaivém na minha vagina,
Saliva mistura com a lubricidade.
 
Teu corpo a luxúria que me realiza,
Vou aos delírios com tuas vagias,
Sensações, espasmos que me aviva,
Meu prostíbulo de loucas magias.
 
Teu corpo quente, esperma, felação,
Sexos transudatos de tanto ardor,
Sementes agridoces, dilatação,
Frágua e fluidos com intenso furor.
 
Teu corpo fonte onde eu me banho,
Imersa, com fartura vou bebendo,
Sugo, chupo, lambo e abocanho,
E ao dilúculo adormeço fodendo.




  Cléia Fialho

terça-feira, 23 de novembro de 2021

DEVASSA É MEU CODINOME



Sensualidade é o que eu represento,
Ousada, sou tipo que transcendo.
Impudica na arte do prazer,
Ardentes desejos me faço querer.
 
Envolvente em todos os sentidos,
Frêmitos, bramidos, rugidos, gemidos.
Ousadia é o meu sobrenome,
Luxúria devassa é meu codinome.
 
Intensa em cada toque, beijo e olhar,
Sedutora por natureza, de enristar.
Insaciável em minha busca perfeita,
Atrevida, vou além, observo à espreita.
 
Cativante em minha forma de ser e agir,
Audaciosa em minhas fantasias a sentir.
Essa sou eu, assim bem desse jeito,
No jogo da sedução, nada eu rejeito.




  Cléia Fialho

domingo, 21 de novembro de 2021

MEU TESÃO BANDIDO



Meu tesão bandido, tão forte e imenso
Queima em meu peito como fogo denso
E me deixa louca com libido intenso...
 
Meu corpo uma diversão, um labirinto
Contornos, desvios, licor absinto
E desregrados prazeres famintos...
 
As curvas podem levar ao delírio
Sua língua em meu clítoris, o declínio
Possuindo-me com forte predomínio...
 
Recreio, recheio ao meio de prazer
Meu tesão bandido, manancial de lazer
Playground, solta na pista para foder!




  Cléia Fialho

sábado, 20 de novembro de 2021

SOMOS TODOS IGUAIS

Igualdade - Solidariedade - Respeito



Em versos que entoam a verdade pura
No tablado do mundo, a vida é palco
Clamamos por justiça, sem amargura
Aonde o racismo não seja tal calco.
 
Somos todos iguais nesta jornada
Na pele que vestimos, cor é traço
A alma que nos guia, estrada
O mesmo sol nos abraça no regaço.
 
Que se dissolva a sombra do preconceito
Que o coração humano acorde do tormento
Ás injustiças  da vida, o negro está sujeito.
 
No palimpsesto da história, novo intento
Que o amor prevaleça, sempre perfeito
Racismo, que seja passado, não sustento.




  Cléia Fialho

 Você sabe a diferença?
Racismo: Conduta discriminatória dirigida a determinado grupo.
Considerado mais grave pelo legislador, é imprescritível e inafiançável.
Injúria racial: Consiste em ofender a honra de alguém
com a utilização de elementos referentes à raça, cor, etnia, religião ou origem.


💗 Ouça 💗

Olhos Coloridos
Sandra Sá


sexta-feira, 19 de novembro de 2021

LABAREDA INFINITA



O fogo não conhece fronteiras,
ele se espalha pela pele como rio de brasas,
devora cada suspiro,
transforma o corpo em labareda sem fim.

Cada toque é faísca,
cada beijo, explosão,
e no incêndio da luxúria,
não há noite que baste,
não há carne que suporte.

Labareda infinita é vertigem,
é febre que não se apaga,
é o grito que se multiplica,
selvagem, cru, arrebatador.




  Cléia Fialho

quinta-feira, 18 de novembro de 2021

EM SONHOS DE ASAS



Em sonhos de 
asas cintilantes
Dançam os peixes 
no céu noturno
Relógios derretem 
em rios incessantes
E o pensamento vagueia
vago e saturno.

Entre constelações líquidas e ilusões errantes,
A lua boia em silêncios de prata e cetim,
As estrelas piscam segredos delirantes,
Enquanto o tempo se desfaz dentro de mim.

As horas escorrem sem forma ou contorno,
Feitas de ecos, vertigens e luz difusa,
E o sonho, suave e quase morno,
Me envolve na névoa que tudo usa.

Assim, sigo leve, sem chão nem certeza,
Nessa vigília onde o real é bruma e véu,
Pois sonhar é tocar, com etérea leveza,
O infinito invertido que habita o céu.




  Cléia Fialho

terça-feira, 16 de novembro de 2021

DELÍRIO ABISSAL



O delírio é abismo profundo,
um mergulho sem retorno,
onde o prazer se torna vertigem
e o corpo, oferenda ao infinito.

Cada gesto é queda,
cada gemido, naufrágio,
e no fundo do abismo,
há apenas o gozo que nos consome.

Delírio abissal é febre sem cura,
é loucura que nos arrasta,
é a carne entregue ao caos,
onde não há razão,
apenas eternidade em combustão.




  Cléia Fialho

segunda-feira, 15 de novembro de 2021

NO ÁPICE DO PRAZER



No ápice do prazer,
O mundo para de girar,
E tudo o que existe é o nosso ser,
Entrelaçado em um intenso amar.
 
Os corpos se movem em sincronia,
Em uma dança de paixão e entrega,
E os gemidos de pura euforia,
Ecoam na noite sem nenhuma nega.
 
O suor escorre pela pele,
E as mãos se agarram em desejo,
Enquanto nos olhos o brilho tão singelo,
De quem se entrega por inteiro ao beijo.
 
E o tempo parece não existir,
Nesse momento tão sublime,
Onde o amor e a paixão se fundem sem resistir,
E nos levam ao mais intenso clímax do crime.
 
No ápice desse prazer,
O universo se curva para a nossa paixão,
E nada é mais importante que nosso querer,
Que nos une em uma só emoção.




  Cléia Fialho

sábado, 13 de novembro de 2021

ÊXTASE PRIMORDIAL



O êxtase é origem e fim,
um grito que antecede o mundo,
uma explosão que cria universos
na vertigem da carne.

Somos cosmos em febre,
somos astros em combustão,
somos eternidade que se abre
em cada toque, em cada beijo.

Êxtase primordial é renascimento,
é vertigem que devora a razão,
é prazer que se torna divindade,
selvagem, visceral, arrebatador.




  Cléia Fialho

quarta-feira, 10 de novembro de 2021

JOGO DE SEDUÇÃO



Jogo de sedução
sobreguisa fervente,
Corpos se acanastram
num fervor
E a lascívia conflagr
um ar caliente
Num cenário sensual
de aluado ardor.

Entre lençóis
de febril poesia,
os corpos dançam sem pudor,
na cadência lenta
da fantasia,
tecendo suspiros de amor.

E a noite derrama
seu véu prateado
sobre a chama da sedução,
enquanto o desejo,
livre e embriagado,
faz do toque uma oração.

No brilho morno
desse encanto ardente,
cada beijo acende um luar,
e a paixão se espalha,
intensa e crescente,
feito mar querendo transbordar.





  Cléia Fialho