A minha boca encontra
o teu pescoço antes de qualquer palavra.
Os meus dentes roçam a tua pele
como quem prova a comida antes de a devorar.
Tu cheiras a desejo.
Eu mordo.
Tu gemes.
O quarto treme.
A minha mão desce pela tua barriga sem pressa,
como quem passeia por um corpo que já conhece de cor.
Cada centímetro teu é um caminho
que eu já percorri mil vezes,
mas que parece novo sempre que te toco.
Tu abres as pernas
e eu entro com os dedos antes de entrar com o resto.
Não há diálogo.
Só o som molhado do teu corpo a responder ao meu.
Eu quero sentir-te tremer debaixo de mim.
Eu quero que o teu suor escorra para a minha boca.
Eu quero que te percas em mim como eu me perco em ti.
Fome é pouco.
Isto é devorar.
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Este poema me recordó a lo en una ocasión dijo un poeta "que las musas le cogiesen despierto".
ResponderExcluirSaludos.
Es cierto, la musa hace inspirar al poeta, es la que le hace volar en la imaginación y plasmar versos bellos, o dibujar su belleza, sin la musa, la inspiración no sería posible.
ResponderExcluirMe ha encantado tu poema, mi querida Cléia, y la foto preciosa.
Que estés pasando un feliz día.
Un beso enorme.
Los poetas enamoran con sus versos. T e mando un beso.
ResponderExcluirTodo poeta necesita una musa que estimule su creación, que encienda sus versos, que alimente sus deseos.
ResponderExcluirBeijnhos doces.
Musa ispiratrice, valida compagna nei rifugi dell'anima, in cui ritrovare la parte più intima di sè stessi.
ResponderExcluirUn abbraccio poetessa