Derramo em ti o leite grosso da minha noite,
selo tua cova com o tambor mais bruto das veias,
e tu ficas —
marca gravada a fogo,
costura aberta,
no estrago dos panos onde a gente se desfez.
Teu corpo é a folha que eu rasgo com a língua,
teu suor é a tinta que borra o que escrevemos.
Não há redenção, só o gosto do sal,
só o embate de quadris, só o choque de osso com osso.
Eu te planto no meu centro como um grito,
e tu brotas, raiz quente, veia pulsando,
até que o colchão vire terra,
até que o quarto vire mata,
até que a madrugada nos engula
— dois animais no mesmo buraco,
cheirando a cio e a fim.
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Querida Cléia,
ResponderExcluirAmar sem medidas ou limites é estar aberto para todas as emoções e sentimentos mais profundos, sem regras e onde tudo pode acontecer entre os apaixonados.
Um abraço!
Sensual poema . Me gusto mucho. Te mando un beso.
ResponderExcluirUn bello poema que nos invita a disfrutar del amor y la pasión sin medida.
ResponderExcluirSaludos.