Há noites em que o silêncio pesa mais que o mundo,
e o peito parece uma casa com luz apagada.
Mas até na solidão mais funda e demorada,
há um sopro escondido de recomeço fecundo.
e o peito parece uma casa com luz apagada.
Mas até na solidão mais funda e demorada,
há um sopro escondido de recomeço fecundo.
O coração solitário não está esquecido,
apenas aprende a ouvir o próprio compasso.
Descobre que o tempo, com seu lento abraço,
também costura em segredo o que foi partido.
Se hoje a ausência te faz companhia demais,
e o eco das horas te soa tão frio e vazio,
lembra: até o rio mais quieto no estio
guarda em si o caminho de volta ao cais.
Não te feches no inverno que agora te visita,
há primaveras inteiras esperando tua chegada.
E cada lágrima que hoje cai, calada,
regará a flor que amanhã te habita.
Fica em ti essa verdade serena e discreta:
ninguém é só falta — na alma magoada.
E mesmo quando a solidão te atravessa,
há um novo amor te procurando na estrada.
❦
Cléia Fialho

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Melancólico y dulce poema. Te mando un beso.
ResponderExcluirBom dia:- Existe sempre o além. Poema deslumbrante que amei ler. Expressivo, profundo, maravilhoso
ResponderExcluir.
Saudações poéticas
.
Apenas acrescento - há noites e dias!
ResponderExcluirMas, o texto não teira ficado tão bonio, como ficou.
Aguenta coração! ( kkk )
Abraço.