TOCA DA LEOA
Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia





sexta-feira, 15 de julho de 2022

LEGADO ETERNO




Nas páginas da história, poetas brilhantes
Deixaram suas rimas, memórias vibrantes
Suas palavras eternas, ecoam no ar
Inesquecíveis, que jamais irão passar.
 
Versos eternos voejam no tempo
Poetas inolvidáveis, um legado sedento
Em cada palavras, melodias par'alma
Deixaram suspiros, em rimas que acalma.
 
Poetas eternos, cada versejar ressoa
Em versos imortais, a saudade se entoa
Suas obras, tesouros da humanidade
Lembranças vivas, eternas saudades.
 
Nas folhas do tempo, tais poetas gigantes
Suas letras imprimem saudações cintilantes
Deixaram recordações, em seu legado eterno
Em versos imortais, cada talento é eviterno.




  Cléia Fialho

quinta-feira, 14 de julho de 2022

CHAMA INDOMADA



A pele incendeia, o toque é febril,  
Um enredo selvagem, que nos abraça,  
Na dança dos corpos, um prazer juvenil,  
O tempo esconde-se, a paixão se enlaça.  

Arde em mim, chama indomada,  
Os suspiros ecoam, a entrega é total,  
Entrelaçados em fogo, alma enamorada,  
Somos um só, num desejo visceral.  

Conservo-te dentro, versos colhendo em segredo,  
Tranco as pernas, tua presença a conter,  
Gravo-te em meu ventre, poemas em enredo,  
Sinto-te em mim, a dividir sem deter.  

Chega mais, meu desejo, deita ao meu lado,  
A noite se estende, o corpo é efêmero,  
Sorve meus lábios, ama-me sem fado,  
Tenho fome — e a lua, um murmúrio etéreo.  

O ritmo aumenta, os sentidos se perdem,  
O desejo cresce, num redemoinho voraz,  
No êxtase partilhado, os limites se cedem,  
E na pele, o suor, como chuva que traz.  

Num último suspiro, a calma se instala,  
Corpos em repouso, a sintonia é real,  
O amor que ardeu, agora se embala,  
Num silêncio doce, um laço imortal.  




  Cléia Fialho

quarta-feira, 13 de julho de 2022

ERETISMO



  E- Exaltação violenta de uma paixão
  R- Roteiro de um amor em efusão
  E- Emoção que beira à loucura
  T- Tara e obsessão, causam fissura
  I- Isto e mais um pouco é eretismo
  S- Sensualidade misto de erotismo
  M- Mas não tenho medo de tudo isso
  O- O que não tolero é afeto remisso.




  Cléia Fialho

terça-feira, 12 de julho de 2022

JARDIM DAS ROSAS NEGRAS



Em castelos de noite eterna
Onde o luar brilha e governa
Teu olhar, abismo profundo
Atrai-me, é força do mundo.

O teu toque, raio de lua
Em minh'alma é luz que atua
Teu beijo, um feitiço encantado
Faz meu ser ficar descontrolado.

No jardim das rosas negras
A noite é nossa, sem regras
Teu amor, sombrio não nego
E minh’alma a ti eu entrego.

Teu amor, enigma profundo
Que seduz a cada segundo
Mas não posso me negar
Ao teu chamado de amar.




  Cléia Fialho

segunda-feira, 11 de julho de 2022

MAPA DE DESCOBERTAS


Quero o silêncio que prende, a mordaça que cala palavras e abre espaço para o grito interno.

Quero o peso das algemas, a certeza de que não há fuga, apenas entrega.

O chicote risca a pele, não como dor, mas como lembrança de que o prazer também pode ser vertigem.

O corpo é território, mapa de descobertas, onde cada gesto é uma fronteira que se dissolve no calor.

O desejo me consome, me arranca da razão, me lança no abismo onde não há medo, apenas chama.

E nessa chama lenta, o segredo se revela: o prazer é liberdade, mesmo quando nasce do limite.





  Cléia Fialho

domingo, 10 de julho de 2022

POETAS DESTE RECANTO



Nas letras tecidas com emoção e arte
Os poetas, deixaram sua marca em toda parte
Com versos que tocavam a alma e o coração
Eternizaram-se na memória, deixando admiração.
 
Cada poema era uma viagem ao infinito
Palavras que fluíam como um rio bendito
Pintavam com tinta invisível sentimentos profundos
E levavam os leitores a mundos tão fecundos.
 
Poetas deste Recanto doce acalanto e mais
Suas vozes poéticas nunca se desfazem jamais
Deixaram saudades, mas também inspiração
Para novos poetas seguirem a mesma tradição.
 
Seus versos ecoam no tempo, como um suspiro
Levando-nos a refletir sobre o existir e o sentir
Poetas recantistas, eternos em sua arte,
Saudades que não se desfazem, parte por parte.




  Cléia Fialho

sábado, 9 de julho de 2022

GOZO DO INSTANTE



O calor da tua boca na linha exata do meu ombro,
um mapa de brasas que redesenha a minha pele.
O mundo lá fora silencia e se desfaz,
enquanto os nossos dedos decifram cada relevo.

A tua respiração pesa e se funde à minha,
um ritmo febril que acelera no mesmo pulso.
Não há barreiras entre o teu corpo e o meu,
apenas o atrito lento, pesado, magnético.

Sinto a textura do teu desejo colada à minha,
a vertigem de nos perdermos inteiros no toque.
Cada curva tua é uma curva minha,
uma dança crua de pele, suor e eletricidade.

E ficamos assim, suspensos na mesma chama,
devorando o tempo, a ânsia e o ar,
fundidos na carne, na febre, no gozo do instante,
onde nada mais importa além do nosso calor.




  Cléia Fialho

sexta-feira, 8 de julho de 2022

VIRA-ME — CARRASCO MEU



Prendes-me contra a cortina de veludo espesso,
o tecido cede sob o peso das minhas ancas trémulas,
cada arremetida tua é golpe rasgado, brutal, sucesso,
e cada gozo meu grita por mais fúria, mais súmulas.

O motel inteiro estremece com o ranger da nossa guerra,
paredes finas sabem o meu grito, 
os teus dentes na minha nuca,
és meu carrasco explícito, fera que não se encerra,
teu punho no meu cabelo, tua língua que me mastruca.

Depois viras-me contra a mesa suja de copos entornados,
o vidro cai, o vinho tinto pinta o chão de pecado,
cada estocada é trovão, cada orgasmo desabado,
o meu ventre estala, os meus dedos cravam-se na madeira.

Prendes-me contra o espelho embaciado do quarto,
o meu reflexo mostra-me despedaçada de gozo cru,
cada gemido rasgado é confissão sem farto,
cada tremor teu por dentro é veneno que só cura em nu.

Toma-me como quiseres 
— de pé, de bruços, ajoelhada,
enche-me até rebentar a costura do lençol e do desejo,
sou tua boneca obscena, tua fêmea abrasada,
tua puta, tua rainha, tua rainha do beijo.

E quando o sol romper no vidro sujo da janela,
que me encontre ainda de gatas sobre a alcatifa manchada,
com o teu gozo escorrendo, com a boca ainda em vela,
pronta para a última 
— e a próxima 
— investida esperada.




  Cléia Fialho

terça-feira, 5 de julho de 2022

NOSSO GRITO AFLITO



Onde ecoa o nosso grito aflito
eu omito... e nem cogito
Cuidando que o meu olhar
não venha a nos condenar

Mantenho-me em silêncio
não reflito este sentimento
Como palavras soltas ao vento
coração bate em abafamento

Que meus lábios não pronunciem
e meus desejos não evidenciem
O seu nome, meu proibido amor
as súplicas de querer-te a cada alvor.




  Cléia Fialho

segunda-feira, 4 de julho de 2022

FOGO DE PAIXÃO  — UMA DANÇA DE VERSOS



 — A Chama do Amor — 

Amor, a cada segundo longe de ti, sinto a eternidade passar,
Cada noite é um sonho ardente, mas falta o toque real.
Nos meus devaneios, desenhei teus lábios em suaves curvas,
Imaginando teu corpo, pronto para me envolver por completo.


 — O Desejo em Movimento — 

Movimento-me lentamente, degustando o desejo que nos une,
Depois, em velocidade, mergulho fundo, sem limites.
Ofereço-te meu ser, como fera faminta,
Toca-me, consome-me, com ardente paixão.


 —  Intensidade do Encontro — 

Nos teus braços, sinto um calor que me devora,
Teus olhos são chamas que iluminam a escuridão.
Entre suspiros, nossos corações batem em harmonia,
Cada toque é uma explosão de pura emoção.


 — A Sublime Conexão — 

Tua presença é a melodia que embala meus dias,
Um ritmo hipnotizante que encanta a alma.
Nosso amor é um fogo que nunca se apaga,
Queima intensamente, em uma dança sem fim.


 — O Eterno Abraço — 

Na quietude da noite, tornamo-nos um só,
Perdidos na imensidão do nosso universo.
A paixão que nos une transcende o tempo,
E nos consome, como uma chama eterna.


 — O Êxtase Final — 

No auge do desejo, os corpos se encontram,
Uma sinfonia de suspiros e gemidos se faz ouvir.
O clímax se aproxima, inevitável e intenso,
E juntos, chegamos ao êxtase sublime.


 — Atração Irresistível — 

Nossos olhares se cruzam, imãs invisíveis nos atraem,
A energia entre nós é palpável e real.
Cada encontro é uma dança de sedução,
Uma doce batalha, onde ambos saímos vitoriosos.




  Cléia Fialho