TOCA DA LEOA

Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia





sexta-feira, 31 de outubro de 2025

SÓ PULSAÇÕES



Nas entrelinhas,
os versos ardem em silêncio,
tocam-se como bocas famintas,
palavras que se desnudam
ao menor sussurro de desejo.

Dançam no papel como corpos febris,
a tinta escorre —
não como escrita,
mas como toque,
como língua que percorre pele em segredo.

Não há métrica,
só pulsações —
cadência dos corpos que se entendem no escuro,
rimas? Apenas gemidos disfarçados
em sons que a alma solta sem culpa.

As frases deslizam,
macias, lentas, molhadas de intenção.
Cada imagem, um arrepio.
Cada pausa, um olhar profundo
antes do mergulho.

A poesia se despe
em pleno ato de ser,
e o poema se entrega inteiro,
com os lábios abertos
e a respiração entrecortada,
pronto para gozar o sentido.





  Cléia Fialho

Linda interação do Amigo Poeta DULCE

Eu te desvisto
lentamente com versos
que tatuo em sua pele,
palavra por palavra,
derretidos entre beijos.
Você queima ao toque das minhas metáforas,
diante do fogo dos meus conceitos
e transborda com a minha assinatura
de tinta branca.


 GRATIDÃO 

quinta-feira, 30 de outubro de 2025

MAR EM FÚRIA



Teus lábios — pétalas famintas —
tocam minha pele como brisa em flor aberta.
Arrepios percorrem o corpo,
em dança selvagem,
como se o vento soubesse o caminho
dos nossos instintos.

As almas se encontram —
não com palavras,
mas no silêncio que grita,
no instante em que tudo se desfaz
e somos só emoção
em estado bruto.

Cada suspiro paira
como verso inacabado,
flutuando entre nossos olhares.
No lençol, a poesia escorre
sem métrica, sem freio,
em traços de desejo
que acendem a pele.

Corpos entrelaçados
escrevem sua própria linguagem.
Toques que falam,
gemidos que traduzem
aquilo que nenhuma palavra alcança.

Na cadência do prazer,
somos apenas
livres.
E vivos.
Como o mar que, em sua fúria,
beija a areia sem pedir licença.





  Cléia Fialho

Linda interação do Amigo Poeta DULCE

Você se abre
como
uma flor na primavera
diante do roçar da minha língua
sobre sua carne desabrochando.
Meus dedos habilidosos deslizam
sobre sua pele
e minha boca a devora,
reivindicando a chuva
do seu orgasmo.


GRATIDÃO

terça-feira, 28 de outubro de 2025

RITUAL DE ENCANTOS




Entre os lençóis do campo em flor, 
me perdi no teu calor,
Movimentos suaves, de instinto e esplendor,

segunda-feira, 27 de outubro de 2025

ESCREVE COM SALIVA



Na mata, onde o silêncio respira entre folhas,
dois corpos se encontram — suor, calor, vertigem.
A noite, cúmplice, observa o enlace
de uma dança sem ensaio, sem culpa,
apenas impulso e pele.

Não há rima,
mas há ritmo.
Um compasso marcado por beijos urgentes,
por mãos que traçam caminhos
no mapa do prazer.

Tudo é ousadia
quando o amor escapa da norma
e vira brasa acesa,
queimando versos que não cabem nos livros.
Eles se pertencem ali,
sem explicações,
sem promessas,
apenas sentindo.

O desejo,
esse poeta sem censura,
escreve com saliva,
com arrepios,
com gemidos que não pedem licença.
E a poesia —
ah, a poesia —
é o próprio corpo em combustão.





  Cléia Fialho

domingo, 26 de outubro de 2025

FRONTEIRA ENTRE O REAL E O DELÍRIO


Entre lençóis de seda,
corpos se encontram sem pressa,
nus, entregues ao instante
onde o tempo se dissolve.

Beijos acendem paixões,
desatam nós,
incendeiam a noite.

É poesia o calor
que se escreve na pele.

Cada carícia —
um rito, um sussurro,
um gemido que dança
na fronteira entre o real e o delírio.

Os corpos seguem um compasso próprio,
uma dança sem ensaio,
frenética e intensa,
tecendo o instante onde a alma explode.

Lábios se procuram como se fosse a última vez,
e cada toque é fogo,
brasas sobre a pele viva.

Somos versos em combustão,
audazes, indomáveis,
sem rimas, sem amarras,
inteiros no desejo.

Neste duelo doce
entre amor e luxúria,
a paixão se revela em sua nudez mais pura.

Na poesia do toque,
no silêncio entre os suspiros,
descobrimos juntos
o êxtase do amor.





  Cléia Fialho

sábado, 25 de outubro de 2025

NADA ALÉM



Na dança sutil da noite,
as sombras nos vestem de mistério.
Corpos se acham sem nome,
na febre muda do desejo.

Pele e suspiro se confundem,
como música que arde sem som.
As mãos percorrem mapas secretos,
traçando delírios onde o tempo se desfaz.

Os olhos, brasas em tempestade,
declaram tudo sem dizer.
Os lábios se acham como sede,
beijando as fronteiras do limite.

Ali, onde a penumbra nos protege,
somos audácia e confissão.
O ar vibra com ecos profundos,
e a noite se curva — rendida.

Nada há além desse instante:
verso sem rima, verbo sem freio.
Dois corpos, uma alma:
prazer que desabrocha em silêncio.





  Cléia Fialho

sexta-feira, 24 de outubro de 2025

quinta-feira, 23 de outubro de 2025

NOITE EM QUE O AMOR SE ACENDE



Numa noite bordada de estrelas,
o terreiro em brasa sussurrava encantos.
Teu olhar encontrou o meu —
e o tempo, por um instante,
esqueceu de correr.

Um beijo…
e o mundo se acendeu por dentro.

Ali, entre o brilho do céu
e o calor da terra,
nasceu o que não se desfaz:
um amor feito chama e vento,
feito nós —
romance tecido em pele e destino.

Somos verso e melodia
do mais belo poema
que a vida ousou escrever.





  Cléia Fialho

segunda-feira, 20 de outubro de 2025

E O AMOR... SE DERRAMA


Nas noites quentes onde a lua se derrama,
o amor desperta, sem pressa,
no movimento lento dos corpos,
no sussurro que nasce do desejo.

O olhar diz o que a boca ainda não ousou,
há um convite no silêncio,
um arrepio que antecede o toque,
uma chama que não quer ser apagada.

Lábios se encontram — não pedem licença,
e o tempo, distraído, deixa de contar.
Tudo se dissolve ali:
a razão, o mundo, o medo.

Como folhas levadas pelo vento,
nos entregamos ao instante,
ao traço invisível que une
pele, pensamento e poesia.

Cada toque é uma palavra sem voz,
cada suspiro, uma canção secreta.
Nossos corpos escrevem versos na carne,
ritmos que só o desejo entende.

Há beleza no que não se diz,
no que vibra por dentro
quando duas almas se descobrem
pelas mãos, pela respiração, pelo delírio.

É no encontro
— intenso, imperfeito, verdadeiro —
que a poesia se completa.
E o amor… se derrama.





  Cléia Fialho

Linda interação do Amigo Poeta DULCE

Há beleza na linguagem do prazer,
aquela que conecta corpos
mesmo à distância,
quando nos unimos
pelo mesmo desejo ardente
de fazer amor
sob a lua reinante
nesta noite silenciosa.

 GRATIDÃO 

domingo, 19 de outubro de 2025

O MAIOR PRAZER





Quando pelas minhas pernas
 sinto o toque da sua mão
 indo de encontro á "ela"
 já estou úmida de paixão...

sexta-feira, 17 de outubro de 2025

NA POETUDE DA LIBIDO




Entremente na poetude da libido ardente
Porquanto a poesia encontra o desejo quente
Entre mil versos entrelaçados na paixão

quinta-feira, 16 de outubro de 2025

BARCO Á DERIVA




Sou como um...
Barco à deriva, sem rumo a seguir
Nas águas incertas, perdido a existir.

quarta-feira, 15 de outubro de 2025

ENCONTRO TÃO ARDENTE




Entre as pedras, no mar profundo
Tantos mistérios que se fazem fecundo
 A paixão dos amantes, clima envolvente