TOCA DA LEOA

Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia





domingo, 9 de novembro de 2025

AINDA MAIS PRAZEROSO



Manhã de chuva, início do ano. 
Um amigo para compartilhar desejos e segredos. 
Como negar uma amizade tão envolvente?
Impossível.

As conversas carregavam um toque de malícia, insinuações sutis que acendiam a chama do desejo. 
A tensão entre nós era palpável, um convite inegável para algo mais.

E naquela manhã, o encontro finalmente aconteceu. 
O coração acelerado, a pele quente. 
Minhas pernas tremiam levemente enquanto ele se aproximava. 
Moreno, com olhos intensos e um sorriso safado que fazia meu corpo inteiro vibrar. 
Que delícia de homem!

Entramos no apartamento, e antes que eu pudesse falar qualquer coisa, ele me encostou contra a parede. 
Seus lábios deslizaram pelo meu pescoço, enquanto suas mãos exploravam cada curva do meu corpo. 
Senti minha calcinha já úmida, umedecendo-se ainda mais quando ele sussurrou no meu ouvido:

— Quer que eu te deixe louca aqui mesmo?

Sem esperar resposta, ele ajoelhou-se, ergueu meu vestido e afastou a renda delicada da calcinha, tomando para si o mel que escorria de mim.
Sua língua, quente e faminta, me fez gemer alto. 
Um arrepio percorreu meu corpo enquanto ela se deliciava com cada gota do meu prazer.

Fomos para o quarto.
Ele me deitou na cama, me despindo com calma e desejo. 
Seus lábios passaram pela minha pele, dos seios ao ventre, até encontrar meu centro pulsante. 
Eu me arqueei, entregando-me por completo, enquanto ele lambia, sugava, mordiscava. 
Minha pele fervia, cada centímetro do meu corpo pedia mais.

E quando eu menos esperava, ele subiu em mim. 
Seu peito roçava os meu, sua boca encontrou a minha em um beijo intenso, enquanto nossas pernas se entrelaçavam. 
A fricção, o calor, o desespero. 
Era impossível resistir àquela conexão intensa e viciante.

Depois, deitamos juntos, respirando ofegantes. 
Ele acariciava meu rosto, desenhando linhas invisíveis com os dedos enquanto eu sorria, ainda sentindo o sabor dele nos meus lábios.

Almoçamos juntos, rindo e conversando como velhos amigos. 
Mas agora, o gosto daquela manhã ainda pairava no ar, e eu sabia que aquilo não terminaria ali. 
Não poderia terminar ali. 
Porque foi a primeira vez que alguém me fez gozar tantas vezes sem perder o controle — e isso tornava tudo ainda mais prazeroso.




  Cléia Fialho

sábado, 8 de novembro de 2025

NOS BRAÇOS DO AMOR


Em teu olhar vejo o ninho
Onde a paz quer repousar,
Teu sorriso é meu caminho,
Feito estrada a me guiar.

Nas estrelas do arrebol,
Vejo o brilho do farol
Que me ensina a te amar.

Teu beijo é doce cantiga,
Melodia a me envolver,
Tua presença abriga
Cada verso do querer.
E no toque da tua mão,
Brotam flores da paixão
No jardim do meu viver.

Se a saudade faz morada,
Teu nome vem me acalmar,
Como brisa perfumada
Que insiste em me abraçar.
Não tempo, nem lugar
Que consiga separar
Do meu peito o teu lugar.

Nosso amor é céu aberto,
É luar a reluzir,
É destino tão concreto
Que não sabe mais fugir.
Contigo sigo em paz,
Onde fores, sigo atrás,
Feito rio a prosseguir.

E nos braços desse enredo,
Me perco pra achar
Teu carinho, doce enredo
Feito para me embalar.
O mundo inteiro se esconde,
Quando teu amor responde
Ao meu jeito de te amar.

Nos braços do amor, me deixo levar,
É nele que encontro meu doce lugar.





  Cléia Fialho

sexta-feira, 7 de novembro de 2025

QUANDO O AMOR ERA CHAMA



Queria apagar o rastro do teu olhar,
mas ele brilha onde o tempo não alcança.
Te amei em silêncio,
como quem escuta o mar e se deixa embalar,
como quem dança e, dançando, encontra ternura.

Teu nome vinha doce na minha boca,
como um poema que se declama sem saber.
Agora é lembrança que insiste,
um toque ausente que ainda arde nos dias.

O tempo levou tua voz na alvorada,
mas há um eco dentro do peito —
uma música branda que foi minha.

Saudade é flor que ninguém podou,
cresce desordenada num jardim em ruínas.
E a dor do amor que partiu...
ainda respira.





  Cléia Fialho

quinta-feira, 6 de novembro de 2025

LUZ QUE NOS HABITA




Nas entrelinhas da alma,
onde o silêncio fala mais,
vive a centelha do afeto
em gestos tão naturais.

quarta-feira, 5 de novembro de 2025

terça-feira, 4 de novembro de 2025

SOU DESEJO... LIBERDADE


Antes que eu fale contigo,
antes do vento soprar,
sinta o meu peito, eu te digo,
tudo começa a pulsar.

Meu silêncio te procura,
teu nome é minha ternura,
meu corpo quer te chamar.

Tu já sabes do que sinto,
mas a chama só aumenta,
cada gesto é um recinto
que teu encanto alimenta.
Tanto a ver, tanto a tocar,
teus segredos desvendar
é missão que me sustenta.

Mostra os cantos mais profundos
onde a alma quer se abrir,
onde os sentidos fecundos
nascem só pra traduzir
meu olhar, minha emoção,
o pulsar do coração
que só sabe te seguir.

Lê meus gestos, meus suspiros,
ouve os silêncios meus,
cada toque que respiro
vem dos desejos dos céus.
Na linguagem do arrepio,
teu carinho é meu desvio
pra caminhos tão seus.

Te convido, sem demora,
a explorar minha pele,
cada verso que se aflora
feito chama que revele
meus segredos escondidos,
meus anseios contidos
que tua presença sele.

Tua boca é meu roteiro,
tua mão é direção,
navegamos por inteiro
nesse mar de sensação.
O mistério nos embala,
e a paixão nunca se cala
no compasso da emoção.

Vem fazer do tempo um ninho
nesse amor que não tem fim,
vem trilhar o meu caminho,
vem morar dentro de mim.
No teu toque sou verdade,
sou desejo, liberdade...
Sou teu mundo, enfim.





  Cléia Fialho

segunda-feira, 3 de novembro de 2025

sábado, 1 de novembro de 2025

ENTRELINHAS DO DESEJO



Versos se desenrolam, como lençóis num leito,
Ondulando, como corpos que se encontram no peito,
Rimas cadenciam como suspiros em noite quente,
Metaforizo o desejo, tornando-o poesia envolvente.

Cada ponto final é um suspiro de prazer,
Cada vírgula, uma pausa para sentir e entender,
Poema sensual, é como a dança dos amantes,
Encontro de almas, jogo de olhares provocantes.

Assim, nas entrelinhas, meu 'EU' se revela,
Sinfonia de sensações, onde a paixão é a tela,
Pintada com as cores da luxúria e do amor 
Onde palavras são toques ardendo em calor.




  Cléia Fialho

sexta-feira, 31 de outubro de 2025

SÓ PULSAÇÕES



Nas entrelinhas,
os versos ardem em silêncio,
tocam-se como bocas famintas,
palavras que se desnudam
ao menor sussurro de desejo.

Dançam no papel como corpos febris,
a tinta escorre —
não como escrita,
mas como toque,
como língua que percorre pele em segredo.

Não há métrica,
só pulsações —
cadência dos corpos que se entendem no escuro,
rimas? Apenas gemidos disfarçados
em sons que a alma solta sem culpa.

As frases deslizam,
macias, lentas, molhadas de intenção.
Cada imagem, um arrepio.
Cada pausa, um olhar profundo
antes do mergulho.

A poesia se despe
em pleno ato de ser,
e o poema se entrega inteiro,
com os lábios abertos
e a respiração entrecortada,
pronto para gozar o sentido.





  Cléia Fialho

Linda interação do Amigo Poeta DULCE

Eu te desvisto
lentamente com versos
que tatuo em sua pele,
palavra por palavra,
derretidos entre beijos.
Você queima ao toque das minhas metáforas,
diante do fogo dos meus conceitos
e transborda com a minha assinatura
de tinta branca.


 GRATIDÃO 

quinta-feira, 30 de outubro de 2025

MAR EM FÚRIA



Teus lábios — pétalas famintas —
tocam minha pele como brisa em flor aberta.
Arrepios percorrem o corpo,
em dança selvagem,
como se o vento soubesse o caminho
dos nossos instintos.

As almas se encontram —
não com palavras,
mas no silêncio que grita,
no instante em que tudo se desfaz
e somos só emoção
em estado bruto.

Cada suspiro paira
como verso inacabado,
flutuando entre nossos olhares.
No lençol, a poesia escorre
sem métrica, sem freio,
em traços de desejo
que acendem a pele.

Corpos entrelaçados
escrevem sua própria linguagem.
Toques que falam,
gemidos que traduzem
aquilo que nenhuma palavra alcança.

Na cadência do prazer,
somos apenas
livres.
E vivos.
Como o mar que, em sua fúria,
beija a areia sem pedir licença.





  Cléia Fialho

Linda interação do Amigo Poeta DULCE

Você se abre
como
uma flor na primavera
diante do roçar da minha língua
sobre sua carne desabrochando.
Meus dedos habilidosos deslizam
sobre sua pele
e minha boca a devora,
reivindicando a chuva
do seu orgasmo.


GRATIDÃO

quarta-feira, 29 de outubro de 2025

LÍNGUAS EM UM DUETO



Toques sutis despertam a pele,
suaves incêndios que nascem no silêncio.
Gemidos, murmúrios íntimos,
como versos sussurrados à flor da carne.

Cada carícia é nota de uma melodia nova,
um compasso que vibra na dança dos corpos,
onde a paixão se acende
e o tempo se dissolve em desejo.

Lábios se encontram com urgência,
línguas em um dueto que não precisa de palavras.
Movimentos intensos
no compasso secreto do prazer compartilhado.

Tecidos deslizam, revelando segredos,
e o calor cresce como chama que não cessa.
Dois enredos entrelaçados em um só desejo,
uma sinfonia onde a fome se sacia no amor.





  Cléia Fialho

terça-feira, 28 de outubro de 2025

RITUAL DE ENCANTOS



Entre os lençóis do campo em flor, 
me perdi no teu calor,
Movimentos suaves, de instinto e esplendor,
Em teus braços de sombra e brisa me aninhei,
Na colina do teu peito, repousando, me encontrei.

Em cada toque teu, um novo mundo despertei,
Por veredas do teu corpo, como rio naveguei,
Tremores da terra nos uniram no desejo,
Num ritual de encantos, 
sem palavras, só lampejo.

Nos teus olhos vi o brilho do céu do entardecer,
Mergulhei em sonhos doces, deixei-me acontecer.
Entrelaçados como ramos no calor da primavera,
Fomos um só alvorecer, uma dança tão sincera.

Momentos que o tempo jamais apagará,
Na clareira onde a paixão fez morada e ficou lá.
Sintonia de almas sob a bênção da natureza,
Onde te encontrei — 
em amor, calor e pureza.




  Cléia Fialho