TOCA DA LEOA

Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia





sábado, 17 de janeiro de 2026

sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

LOUCURA SENTIDA



Há um incêndio manso no teu olhar,
uma tentação indomável
que não pede licença —
apenas acontece.

Os corpos se reconhecem
antes mesmo do toque,
vibram na mesma frequência,
ardem em silêncio ruidoso
onde a razão se rende.

Em nós, a paixão se espalha
como chama em pele nua,
contagia gestos,
desamarra suspiros,
faz do instante um abismo doce.

É loucura sentida nos olhos,
presságio de entrega,
amor que transborda
sem medo de excessos.

Que os desejos encontrem morada,
que se cumpram sem pressa,
e que nossos beijos —
gravados na pele e na memória —
ousam ser eternos.





  Cléia Fialho


Linda interação do Amigo Poeta DULCE

Um doce abismo
no qual você cai,
entregando-se aos desejos,
vibrando em orgasmos intensos.

 GRATIDÃO 

quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

MEU CORPO SE AGITA



Sob o luar, nossos corpos se encontram
Paixão ardente, como fogo a queimar
Nossos desejos, sem medo, se aclaram.

Tua pele macia, a me enfeitiçar
No toque suave, meu corpo se agita
Nossos suspiros no ar a ecoar.

No leito do amor, juntos, a vida se agita
Em êxtase, perdidos, não queremos sair
Nossos corações, unidos, não têm mais pressa.




  Cléia Fialho

Linda interação do Amigo Poeta DULCE

Lentamente,
ao ritmo da luxúria
que nos envolve,
com o sexo ardente
que nos funde em um só corpo.


 GRATIDÃO 

quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

terça-feira, 13 de janeiro de 2026

POESIA DO SER




Nas linhas do
pensamento a trilhar
caminhos de dúvidas,
luz a surgir,
banhando-se sob
estrelas a cintilar,
preciosa poesia
do ser a se despir.


Silêncios antigos
ecoam na margem do tempo,
onde o sentir aprende
a caminhar sem mapas.

Cada passo é vertigem,
e também abrigo,
pois o instante revela
o que a alma já sabia:

Há beleza no inacabado,
verdade no que treme,
e no íntimo desvelo
nasce o gesto de existir.




  Cléia Fialho

segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

MEU GOZO



Não sei por que disfarçar...
 não sei pra que esconder...
 está estampado no olhar
 expressado com prazer.

 Meu corpo está sentindo
 as pernas a tremer
 pelo orgasmo invadindo
 minha boca está a gemer.

 E juntando isto tudo
 nem tenho como mentir
 o meu gozo já desnudo
 se faz por esparzir...




  Cléia Fialho

domingo, 11 de janeiro de 2026

LAMPEJOS CLAROS



Nos olhos, lampejos claros,
brilham como a luz do dia,
trazem centelhas de ardia
paixão em laços tão raros.

Em devaneios tão caros,
nosso amor é um ensejo.
Nos olhos, lampejos claros,
no peito, ardente desejo.

Arde intenso, queima fundo,
feito chama incontrolável,
um anseio inabalável
no olhar que mostra o mundo.

É um fogo tão fecundo,
feito sopro de um beijo.
Nos olhos, lampejos claros,
no peito, ardente desejo.





  Cléia Fialho

sábado, 10 de janeiro de 2026

sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

NO VAIVÉM DO TEU MAR



Leva-me, amor, nas tuas ondas serenas,
Onde me perco, onde sou tua, inteira,
Dá-me tua mão, e em tuas águas amenas,
Encontro abrigo que me acalma e me espera.

No vaivém do teu mar, me deixo levar,
Sinto o toque da maré a me envolver,
E em teus braços, vou naufragar,
Onde o amor se torna o meu querer.

Dá-me a foz onde meu corpo se refaz,
No silêncio das águas, encontro meu lugar,
As ondas do teu ser me envolvam em paz,
E no teu caudal, vou me deixar afogar.




  Cléia Fialho

quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

terça-feira, 6 de janeiro de 2026

NO CALOR DO DESEJO




Quando a aurora se despedaçar em nossas peles,  
cansados e repletos,  
não indagues sobre o tempo perdido,  
os meses de silêncios e ecos,  
têm morada aqui,  
entre nossos corpos entrelaçados,  
no calor do desejo e na dança do prazer.

Entre o aroma da pele que se funde,  
e o tremor dos lábios se encontrando,  
a urgência do instante,  
bate como um tambor,  
incessante,  
revele-se em cada toque,  
neste refúgio de fervor e entrega.

E quando o crepúsculo se lançar em cores,  
saberemos,  
que os vestígios da ausência  
se desmancharam,  
como névoas ao amanhecer,  
cada sussurro nosso,  
cada gemido,  
uma ode à intensidade que nos consome.

Nossas almas,  
despidas de amarras,  
percorrem a brasa ardente,  
desvendar emoções,  
abismos profundos,  
um labirinto de sentidos  
onde o amor se desenha cru,  
vital e visceral.

Assim nos encontramos,  
neste leito de anseios  
onde cada palavra é um beijo,  
onde cada silêncio,  
um espaço  
onde a razão se rende,  
ao clamor do instinto.

E ao final,  
quando o sol finalmente se ocultar,  
seguiremos inteiros,  
tecidos de paixão,  
como dois corpos  
que desenharam,  
na penumbra,  
um mundo à parte,  
onde a linguagem é pura e sem limites.

Deixemos que a noite nos abrace,  
como amante que não se cansa,  
entre murmúrios e risos,  
de ambições insaciáveis,  
e ao amanhecer,  
seremos a memória ardente  
daquilo que fomos,  
do que ainda somos.




  Cléia Fialho