TOCA DA LEOA

Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia





domingo, 1 de fevereiro de 2026

ALMA CHEIA DE POESIA



Você entra em mim, minha flor,
Como anzol na noite fria,
Com olhos abertos, amor,
E a alma cheia de poesia.

Brilha como fogueira forte,
Cai dos laços dos teus braços,
Me salva da escuridão,
Meus passos viram teus passos.

Sou tua amante sem medida,
Aquela que te faz sonhar,
Afasta o tédio, a dor perdida,
Veste desejos no olhar.

Beijo sem fim, te mordo a pele,
Me perco entre os teus suspiros,
Te toco, deslizo nas costas,
Te mostro os mais doces sentidos.

Em segredos, a noite inteira,
Nos teus braços, me faço em dor,
Teu corpo é minha bandeira,
Sou o eco do teu amor.

Marquei teu peito, tua carne,
Com os lábios, como um altar,
E entre os espasmos da noite,
Eu me entrego a te amar.

Junto com minh'alma ardente,
Entre os olhos, minha visão,
Em cada espasmo, meu corpo sente,
A entrega pura, da paixão.




  Cléia Fialho

Linda interação do Amigo Poeta DUlCE

Entregue
corpo e alma
aos doces
prazeres que te
prendem a noite
toda à paixão desenfreada.
E você se entrega a mim
em orgasmos multiplicados.

 GRATIDÃO 

sábado, 31 de janeiro de 2026

TEUS OLHOS SÃO ESTRELAS



No brilho do olhar, me perdi,
Teus olhos são estrelas no céu a brilhar,
Meu coração, sem saber, já te segui,
Como a brisa que no vento sabe dançar.

Teu sorriso é a luz que clareia a estrada,
Teu abraço, o porto onde eu encontro paz,
Tua voz é melodia suave, encantada,
Acalma a alma e leva a outros lugares, mais.

O tempo passa, mas o amor não se vai,
E em cada suspiro, em cada verso que nasce,
Me encontro em ti, onde o mundo se atrai,
No encanto do amor, onde a vida renasce.

E se a noite chegar com sua escuridão,
Teu nome é o farol que me guia e ilumina,
Na dança dos sonhos, minha doce paixão,
Serei a sua estrela, sempre sua menina.




  Cléia Fialho

sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

PRESENTE PRECIOSO



Tu és presente precioso,
pertinente ao meu agora,
pleno no toque que não pede pressa,
paciente como quem sabe
que o amor amadurece no tempo certo.
perspicaz no silêncio,

Presente predileto, precioso,
feito de gestos mínimos
e olhares que dizem mais
do que qualquer promessa dita.

Há em ti um quê de pecaminoso,
não pelo excesso,
mas pela vontade que desperta
quando a alma se reconhece na outra.

Possessivo sem aprisionar,
prazeroso sem culpa,
és esse lugar onde fico
quando o mundo pesa
e o coração decide ficar.

Um presente…
que não se embrulha,
não se guarda,
apenas se sente. 





  Cléia Fialho

quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

SOB O JUGO DE VOCÊ



O atrevimento da sua língua
 revelam as suas perícias
 exprimem a sua experiência
 invadem-me de malícias.

 Penetra a minha consciência
 e o âmago do meu ser
 sinto a sua excrescência
 banho-me em seu prazer
 prostrando-me à concupiscência
 sob o jugo de você.




  Cléia Fialho

quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

O VENTO BEIJA A PELE



No sertão onde o vento beija a pele,
Na brisa quente que a terra acaricia,
Eu vi teu olhar, luz que se reflete,
E no teu sorriso, minha alma se alivia.

Teu corpo, mormaço, ardente e suave,
Feito a flor que se abre ao amanhecer,
Entre os teus braços, encontro a chave,
Do desejo que a noite me faz viver.

No teu cheiro, enredo-me, me embriago,
E os teus lábios, que ao vento provocam,
Fazem da minha pele um doce estrago,
Onde o amor e o prazer se tocam.

Teu beijo é promessa, segredo e encanto,
Nas estrelas, vejo teu corpo a brilhar,
Nos teus braços, minha paz e meu pranto,
Paixão que nos une a nos consumir sem parar.

Cada suspiro teu é um doce aceno,
Que me atrai, me arrebata, me envolve.
Nosso amor é um fogo que arde sereno,
E no calor da noite, o desejo resolve.

Assim seguimos, no amor, no enlace,
De corpos e almas, a dança a crescer.
Nosso romance, sem pressa, sem desgaste,
Paja-se a paixão que nos faz viver.




  Cléia Fialho

domingo, 25 de janeiro de 2026

TEU CHEIRO NO AR



Na beira do rio quente, eu te vi,
A luz da lua prata refletindo o teu olhar,
Teu corpo ao vento, doce encanto que eu senti,
E o coração acelerado a pulsar sem parar.

O calor do sertão é só comparação,
Pois o que queima mesmo é o teu toque suave,
Nos olhos teus, encontro sedução,
E a cada sorriso, um prazer que não cabe.

Com a pele tostada, o corpo a brilhar,
Teu cheiro no ar é doce como o mel,
Me perco em teus braços, querendo te amar,
Entre beijos e carícias, num silêncio cruel.

Teu beijo me prende, me enlaça com fervor,
O sol se põe, mas o nosso ardor não se apaga,
E na brisa quente, se acende o amor,
Com o corpo e a alma, numa paixão que traga.

Sertão não é só chão, é também um lugar
Onde os desejos se encontram sem pedir permissão,
Teu corpo é meu céu, onde quero me embriagar,
No êxtase do amor, sem fim, sem razão.




Nota da Autora:
Nesta poesia, trago o calor do sertão não apenas como paisagem, mas como reflexo do desejo ardente que consome corpo e alma. 
A paixão aqui se desenha como um rio que corre sem medo, como um sol que queima sem pedir permissão. 
Cada verso carrega o ritmo pulsante do desejo e da entrega, exaltando a sensualidade sem pressa, apenas no balanço natural do sentir. 
Que cada leitor se deixe levar por essa dança de calor, pele e emoção.




  Cléia Fialho

sábado, 24 de janeiro de 2026

sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

LAÇO SOLAZ



Aos amigos poetas que partiram para além do véu
Nossos corações ecoam em lamento, o que é fiel
Suas palavras como estrelas, ainda brilham no céu
Na imortalidade da poesia, encontram seu papel.

Em cada verso que criaram, deixaram um legado
Suas almas sensíveis, com talento abençoado
Rimas e metáforas, as almas voam com encanto
Como pássaros livres, em busca de outro rencanto.

Eles encontraram paz nas letras e nas rimas
Em versos que ecoam pelas épocas e climas
Seus poemas nos tocaram, nos fizeram refletir
Palavras que deixaram, seu espírito há de persistir.

A poesia é o vínculo que transcende o tempo
Unindo-nos a eles, em um laço de sentimento
Aos amigos poetas que agora repousam em paz
Nossos corações os honram, fazendo este laço solaz.




  Cléia Fialho

quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

SOU FEITA DE CHAMAS



Sou feita de chama,
mas também de calma,
em meus passos dançam
tempestade e alma.

Se minha boca atiça
o fogo do teu querer,
é porque levo no beijo
o segredo do prazer.

Meus olhos profundos
guardam mares e lua,
quem neles se lança,
nunca sai da rua.

Coxas que abraçam
com força e ternura,
sou carne que pulsa,
mas também sou cura.

Pecado talvez,
mas nunca em vão…
sou livre, sou brisa,
sou fogo na mão.

Meu corpo é poesia
que só rima com verdade,
não me basta o desejo —
preciso de lealdade.

Mistério, encanto,
sou mulher inteira.
Mas só me dou ao amor
que não me põe em algema.




  Cléia Fialho

Linda interação do Amigo Poeta DUlCE

Você é paixão e calma,
tempestade e brisa, fogo e água,
carne e alma, luxúria e poesia,
prostituta e mulher virgem
em todas as suas formas.

 GRATIDÃO 
    Linda interação do Amigo Poeta A.S.

    Ahhh!... As tuas palavras atiçam,
    escorrem na pele, levantam tesão...
    Um doce pecado, silencioso e cúmplice,
    o sabor oculto
    o prazer do enlace
    o deslumbrado abandono
    o desejo solto nos lábios,
    onde o sol se acende,
    o fogo inunda...
    e o prazer se derrama!...

     GRATIDÃO 

quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

CHEIRANDO A CIO




 Derramo em ti o leite grosso da minha noite,  
selo tua cova com o tambor mais bruto das veias,  
e tu ficas —  
marca gravada a fogo,  
costura aberta,  
no estrago dos panos onde a gente se desfez.  

Teu corpo é a folha que eu rasgo com a língua,  
teu suor é a tinta que borra o que escrevemos.  
Não há redenção, só o gosto do sal,  
só o embate de quadris, só o choque de osso com osso.  

Eu te planto no meu centro como um grito,  
e tu brotas, raiz quente, veia pulsando,  
até que o colchão vire terra,  
até que o quarto vire mata,  
até que a madrugada nos engula  
— dois animais no mesmo buraco,  
cheirando a cio e a fim.




  Cléia Fialho

terça-feira, 20 de janeiro de 2026

GOZO MUITO LOUCO



Totalmente nua
tão fêmea e tão sua...
Minha pele arrepiada
meus sentidos em alerta...
 
Minha fenda já molhada
pro seu pene sou oferta...
Felino canibal
obsceno animal...
 
Seus gemidos coléricos
meus gritos histéricos...
Pressagiam pouco a pouco
nosso gozo muito louco...




  Cléia Fialho

segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

ESTE QUERER SELVAGEM



 Faz-me frouxa nos joelhos
esta tua ausência que me despe,
faz-me abrir as mãos sem defesa
no meio do dia mais banal.

Mas continuo em pé pelo tesão antigo,
pelo fogo que arde em mim mesmo sem lenha,
pela memória obscena das tuas mãos
a subirem por baixo do meu vestido escuro.

Ser tua dói-me na alma com prazer —
é lâmina que abre e mel que fecha,
é açoite que arde e beijo que embala,
é súplica calada e grito rasgado.

Frágil.
Firme.
Faminta.
Levanta-se em mim este querer selvagem,
esta cadela solta a rondar-me por dentro,
esta fêmea rouca que aúlla o teu vulto.

Da paixão que me rasga o peito com dentes,
do amor bestial que me devora inteira,
sinto do teu corpo este desejo antigo,
esta sede visceral que só a tua carne aplaca.

A tua ausência é deserto salgado nas minhas coxas,
areia rasgando o vale onde o meu ventre acorda,
enquanto o oásis molhado dos teus braços
é a única água que me mata a secura.

E ergue-se em mim um sorriso obsceno,
e ergue-se em mim este apetite absoluto,
esta vontade louca de te ter dentro,
fundo,
já,
sem tréguas nem pudor nenhum.




  Cléia Fialho

domingo, 18 de janeiro de 2026

FRONTEIRA DO REAL E IMAGINADO



Na fronteira do real e imaginado
A loucura se insinua, um mundo encantado
Labirinto de pensamentos que dançam sem freio
Na loucura, a mente se perde em seu próprio enleio.

Cores vibrantes como fogo no céu noturno
A loucura pinta paisagens de um sonho profundo
Risos e suspiros ecoam em harmonia selvagem
Nesse universo a razão é apenas uma miragem.

As estrelas sussurram segredos inaudíveis
A lua sorri com olhos impassíveis
No palco da loucura, o tempo se desfaz
O real se transforma em um caleidoscópio audaz.




  Cléia Fialho