TOCA DA LEOA

Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia





segunda-feira, 3 de agosto de 2015

A LUZ DA LUA BEIJA O TEU SEMBLANTE



A luz da lua beija o teu semblante
enquanto a alma em chamas se demora
na doce espera de um olhar constante
que a noite em doce calma namora.

Teu gesto é brisa que o desejo instiga
ritmo lento em pele de veludo
a mão que busca a mão que se abriga
num elo eterno onde se faz o mudo.

Beijo que segue o curso do rio
nesta entrega que a vida ilumina
fugindo aos dias de um tempo vazio
na doce essência que o amor domina.

Repousa o peito em doce arquitetura
entre suspiros que a boca confessa
toda a harmonia de uma criatura
que na ternura seu sonho atravessa.




  Cléia Fialho

domingo, 2 de agosto de 2015

LUAR DE DESEJOS



Caminhamos juntos na sombra do luar,
o toque de tua mão, poesia viva,
com versos sutilmente entrelaçados,
onde o tempo se dissolve como névoa.

A luz dos astros cobre nossos corpos
como uma manta suave de desejos.
Nossos lábios encontram mistérios,
a sinfonia do amor a nos guiar.

Teu olhar acende a chama do silêncio,
e minha pele desperta ao teu calor.
No compasso lento de cada abraço,
floresce o doce incêndio do amor.

Teu perfume invade meus sentidos,
feito brisa morna sobre a madrugada.
Cada beijo prolonga o infinito,
em uma entrega calma e apaixonada.

O coração esquece toda distância,
quando teu corpo encontra o meu sem pressa.
E a noite, cúmplice de nossos sonhos,
guarda em segredo tudo o que confessa.




  Cléia Fialho

sexta-feira, 31 de julho de 2015

SUSSURROS QUE INCENDEIAM A MADRUGADA



Despertam sussurros a sonhar,
como se o mundo ao redor parasse,
deixando apenas o nosso amor a pulsar.

O desejo delicado de um toque,
um olhar que explode em mil estrelas,
romance embriagado de manhãs sem fim.

Teus lábios passeiam em calma lenta,
acendendo o silêncio do meu peito.
Teu perfume veste a madrugada,
e cada instante encontra o seu leito.

Nossos corpos conversam sem palavras,
na linguagem secreta da paixão.
O tempo se dissolve entre carícias,
enquanto o desejo guia o coração.

A lua contempla a entrega serena,
bordando prata sobre a nossa pele.
E a noite, cúmplice dos sentimentos,
guarda em seu véu o amor que nos envolve.




  Cléia Fialho

quarta-feira, 29 de julho de 2015

SINOPSE DA ALMA EM CHAMA



Nas brumas suaves do desejo,  
tato em pele,  
suspiros e risos,  
um jogo de olhares,  
onde o tempo se despedaça,  
dançando entre nós,  
como sombras ao luar.  

Teus lábios contam segredos,  
palavras sussurradas,  
neste universo de encantos.  
A cada toque, uma história,  
de luz e sombra,  
desnudando a alma,  
pintando o ar de cores vibrantes.  

Os corpos em harmonia,  
uma sinfonia sem notas,  
nós que nos entregamos,  
trocando promessas,  
onde a carne e o espírito  
se encontram,  
e o sutil se torna eterno.  

Entre sussurros de brisa  
e toques de vontade,  
abrimos portas para o infinito,  
onde tudo é possível,  
a liberdade do amor,  
refletida em cada nuance  
do prazer que nos envolve.  

Aqui, neste instante,  
a vida se transforma,  
cada respiração, um verso  
na poesia do corpo,  
um hino à beleza,  
donde cada gesto é arte  
e a paixão,  
um delicado fio de luz.




  Cléia Fialho

terça-feira, 28 de julho de 2015

UM SUSPIRO DO COSMOS



No silêncio das noites infinitas,  
os astros dançam,  
pontos de luz em um tecido de sonhos.  
Em cada estrela,  
um suspiro do cosmos,  
sussurros de antigos segredos.

Planetas giram em suas órbitas,  
como crianças em um playground celeste,  
brincando com a gravidade,  
tecendo histórias em trilhas de poeira estelar.  
Mercúrio arpoador,  
Vênus envolta em mistério,  
uma dança de cores e sombras.

Lá, em Júpiter,  
as tempestades rugem,  
um coração oco de gás e tempo.  
Saturno, majestoso,  
carrega seus anéis,  
símbolos de beleza e distância.

E o cosmos,  
com seu manto de eternidade,  
nos observa,  
murmurando verdades 
que só o silêncio pode ouvir.  
Nós, meros viajantes,  
perdidos na vastidão,  
teimosos em buscar o que não se vê.

Ah, como o espaço nos ensina,  
a simplicidade das pequenas coisas,  
um brilho, uma rotação,  
a harmonia de tudo que existe.  
E em cada olhada para o céu,  
um convite para sonhar.




  Cléia Fialho